Por Pedro Paulo Silveira e Alexandre Faturi 04 de fevereiro de 2019 4 minutos lendo
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Semana de resultados de Itaú, Klabin e Lojas Renner

04 de fevereiro de 2019   -   4 minutos lendo

Esta semana é mais agitada em termos de balanços referentes ao quarto trimestre de 2018. Além disso, os investidores devem avaliar possíveis impactos da vitória de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado e a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a Câmara dos Deputados. Em meio a uma tumultuada sessão, Alcolumbre foi eleito, em primeiro turno, presidente do Senado com 42 votos. No total, 77 parlamentares votaram na segunda tentativa de votação.

Em relação aos resultados, destaques para Itaú Unibanco, Klabin, Lojas Renner e IRB Brasil Re. Nesta segunda-feira, a Porto Seguro abre a semana divulgando seus números antes da abertura do mercado, enquanto o Itaú Unibanco anuncia seus números após o fechamento. Amanhã (05), é a vez de Sanepar e Brasilagro, ambas após a sessão da Bolsa. Na próxima quarta (06), o banco ABC Brasil divulga os números após o fechamento. Na quinta (07), a Klabin divulga os números pela manhã, e à noite, é a vez de Lojas Renner e IRB.

Vale

Os controladores e administradores da Vale são alvo de uma reclamação recebida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) relacionada à tragédia da Mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Apesar das dimensões da tragédia, até agora, a autarquia recebeu apenas duas reclamações formais.

Na queixa, protocolada na segunda-feira, a participante do mercado Isadora Moreira Talamo acusa a empresa de “divulgar informações inverídicas quanto à segurança das minas”. “A Vale se recusa a seguir protocolos de segurança porque os mesmos são caros e limitaria o valor pago aos acionistas. Tudo isso para que a Vale pague bem seus acionistas”, afirma.

O desastre na barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana, a crescente pressão sobre a operação de barragens e as restrições de seguradoras e resseguradoras contra tais riscos não foram suficientes para que a Vale adotasse uma posição mais conservadora em seus balanços. A provisão para riscos ambientais no último informe trimestral (ITR) da mineradora, fechado em setembro, era de apenas 5% do que estava provisionado em setembro de 2015, último resultado apresentado antes do rompimento da barragem de Fundão. O risco de uma derrota na ação coletiva movida nos Estados Unidos contra a empresa e alguns de seus executivos também não foi provisionado nem considerado no cálculo dos passivos contingentes.

“Em função do estágio dos processos envolvendo o acidente da Samarco e descritos acima, não é possível determinar nesse momento um intervalo de possíveis desfechos ou uma estimativa confiável da exposição potencial para a Vale S.A.. Portanto, nenhum passivo contingente foi quantificado e nenhuma provisão para os processos relacionados ao acidente está sendo reconhecida”, informa a empresa no último ITR.

Embraer

A agência de classificação de risco Moody’s reafirmou a nota de crédito da Embraer em Ba1, com perspectiva estável, e colocou o rating de notas seniores não seguradas da companhia sob revisão para possível elevação.

Em comunicado, a agência aponta que a revisão para possível elevação de notas seniores da companhia “é uma consequência do acordo entre a Embraer e a Boeing para criar uma joint venture focada no segmento de aviação comercial e a expectativa de que as notas sejam transferidas para a JV”. De acordo com a Moody’s, se a transação for concluída como planejado, a Boeing será proprietária e consolidará 80% da JV, “o que melhorará significativamente a qualidade de crédito das notas, mesmo que uma garantia formal esteja ausente”.

Gafisa

A Gafisa informou que no mês de janeiro foi gerada uma economia adicional de R$ 1,3 milhão. Entre as medidas tomadas para o ajuste está a diminuição de funcionários que passou de 359 colaboradores em dezembro para 340 no final de janeiro.

Segundo a empresa, os resultados do trabalho de revisão de contratos também já começaram a se materializar com a revisão, o cancelamento e a negociação dos contratos da área de Marketing e TI, cujos gastos contratados no ano de 2018 pela antiga administração somaram aproximadamente R$44 milhões, na área de marketing, e R$ 32 milhões, na área de TI.

Diante disso, a Gafisa destacou que desde a nova gestão, há quatro meses, a otimização de custos apontam para uma economia de R$ 110 milhões no ano.

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News)

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