Por Pedro Paulo Silveira e Alexandre Faturi 14 de março de 2019 7 minutos lendo
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Braskem, Embraer, B3 e outras

14 de março de 2019   -   7 minutos lendo

Nesta quinta-feira, o destaque deve ficar com o balanço da Embraer relativo ao quarto trimestre de 2018, divulgado nesta manhã. Ainda antes da abertura dos mercados hoje, a Azul também divulga seus números. Ontem à noite, a Braskem soltou seus resultados, além de Hapvida e SLC Agrícola. Atenção também para B3, que anunciou suas prévias de fevereiro.

A Embraer encerrou o quarto trimestre de 2018 com um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 78,1 milhões, revertendo o ganho de R$ 132 milhões registrado no mesmo período de 2017. No ano de 2018 a fabricante de aviões fechou com prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 669 milhões, revertendo lucro líquido de R$ 850,7 milhões em 2017.

Os números do quarto trimestre do ano passado foram reapresentados em função das novas regras contábeis (IFRS 15 e IFRS 9).

Já no critério ajustado, excluindo o imposto de renda e a contribuição social diferidos no período, a Embraer contabilizou prejuízo líquido de R$ 29,4 milhões entre outubro e dezembro, ante o resultado positivo em R$ 239,2 milhões anotado um ano antes. Nesse critério, o resultado de 2018 passou de um lucro ajustado de R$ 995 milhões para um prejuízo de R$ 224,3 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou R$ 171,3 milhões no quarto trimestre de 2018, queda de 65% frente aos R$ 489,9 milhões registrados um ano antes. A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 2,7%, um declínio de seis pontos porcentuais (p.p.) frente ao quarto trimestre de 2017. Em 2018, o Ebitda caiu 51%, de R$ 2,107 bilhões para R$ 1,017 bilhão.

Em dólares, a receita líquida da Embraer no quarto trimestre, de US$ 1,670 bilhão, veio 7% abaixo do previsto pelo mercado. A projeção era de US$ 1,796 bilhão, considerando a média das estimativas de quatro casas consultadas pelo Prévias Broadcast (Santander, BTG Pactual, Morgan Stanley e Safra).

No caso do Ebitda de US$ 46,8 milhões, o desempenho veio abaixo inclusive da menor das expectativas, que iam de US$ 99 milhões a US$ 249 milhões – as quais também variaram nos cálculos de cada instituição.

Já o prejuízo líquido em dólar foi de US$ 18,1 milhões atribuído aos acionistas, embora não tenha sido possível estabelecer uma média das projeções, já que as instituições usaram bases de comparação distintas para seus cálculos, com estimativas que variavam de prejuízo a lucro.

Braskem

Com spreads menores, a Braskem reportou prejuízo líquido de R$ 179 milhões da controladora no quarto trimestre de 2018, revertendo lucro de R$ 313 milhões de um ano antes e de R$ 1,4 bilhão do terceiro trimestre de 2018. Em 2018 a companhia apresentou lucro líquido 30% menor, totalizando R$ 2,907 bilhões.

Entre outubro e dezembro, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia atingiu R$ 1,907 bilhão, com retração de 35% no comparativo anual e queda de 47% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A margem Ebitda caiu 10 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao informado um ano antes, de 23% para 13%. Em setembro de 2018, a margem ficou em 22%. Em 2018, o Ebitda ajustado caiu 8%, para R$ 11,315 bilhões, com a margem recuando de 25% para 20%.

Em dólares, o Ebitda somou US$ 501 milhões, apontando queda de 45% nas duas bases de comparação, ante o trimestre anterior e no comparativo anual. No acumulado do ano, essa linha do Ebitda caiu 20%, para US$ 3,105 bilhões. Em comentários que acompanham o informe financeiro a empresa atribui a queda ao menor spread médio da indústria; e a taxa de operação inferior devido a questões operacionais e greve dos caminhoneiros. Neste cenário, o retorno sobre o fluxo de caixa livre foi de 19%.

A empresa informou ainda que a administração vai propor à Assembleia Geral Ordinária marcada para 16 de abril a distribuição de dividendos no valor de R$ 2,670 bilhões relativo ao exercício fiscal de 2018. O montante representa “100% do lucro líquido distribuível aos acionistas”, ou payout, na sigla em inglês para o proporcional de remuneração.

B3

A B3 divulgou seus destaques operacionais do mês de fevereiro. O segmento Bovespa registrou um volume financeiro médio diário de R$ 16,971 bilhões, crescimento de 29,5% ante o mesmo mês do ano passado. Na comparação com janeiro, houve aumento de 0,7%.

Somente no mercado à vista, o crescimento foi de 30% na comparação anual, para R$ 16,477 bilhões. Em relação à janeiro, o avanço foi de 1,2%. O valor de mercado médio das empresas em fevereiro atingiu R$ 3,916 trilhões, valor 12,8% maior que o apurado no ano passado. Em relação a janeiro, esse número cresceu 3,3%.

No segmento BM&F, o volume médio de contratos por dia cresceu 30,7% na comparação anual, para 4,522 milhões. Em relação a janeiro, houve um aumento de 13,9%. O maior crescimento foi no mercado de Índices de Ações, de 118,7% em relação a fevereiro do ano passado, e de 27,2% na comparação com janeiro.

Gafisa

O conselho de administração da Gafisa incluiu na pauta da assembleia ordinária e extraordinária de acionistas a deliberação sobre a suspensão dos exercício dos direitos do Grupo GWI, tendo em vista a confirmação de que este não formulou, como determina o Estatuto Social da companhia, oferta pública de aquisição de ações (OPA) por atingimento de participação acionária relevante.

O colegiado resolveu de modo unânime, pela convocação de assembleia para votar a suspensão, mas com a proximidade da assembleia ordinária e extraordinária, em 30 de abril, resolveu incluir o tema neste encontro.

O grupo GWI, comandado pelo sul-coreano Mu Hak You, chegou a atingir mais de 50% de participação na Gafisa, alegando que esse patamar foi alcançado de forma involuntária. No entanto, em fevereiro, a GWI realizou um leilão para vender a maior parte de seus papéis, e no final daquele mês detinha 5% de participação.

Banco Pan

A CaixaPar, braço de participações da Caixa Econômica Federal, vai exercer sua opção para comprar 50% das ações do Banco Pan subscritas pelo BTG Pactual no aumento de capital de R$ 400 milhões, realizado em 2017. Assim, a CaixaPar e o BTG passam a ter participações iguais no capital do Pan, de 42,7%, enquanto outros 16,6% estão distribuídos entre acionistas minoritários.

PetroRio

A PetroRio divulgou dados operacionais relativos ao mês de fevereiro. A produção de petróleo no Campo de Polvo ficou em 9.396 barris de óleo equivalente (boe) por dia e no Campo de Manati, onde a companhia tem 10% de participação, atingiu 2.842 boe. No total, a produção diária foi de 12.238 boe, alta de 5,8% ante janeiro.

Eneva

O ex-presidente da Sabesp e do Grupo Light, Jerson Kelman, foi escolhido como membro do conselho de administração da Eneva e também como presidente do colegiado. Ele ocupa a vaga no conselho que era de Carlos Marcio Ferreira, que renunciou em dezembro do ano passado. Foi escolhido ainda José Aurélio Drummond Jr. como vice-presidente do conselho.

SLC Agrícola

A SLC Agrícola apurou lucro líquido consolidado de R$ 33,459 milhões no quarto trimestre de 2018, o que representa uma queda de 75,5% em relação ao resultado de R$ 136,628 milhões de um ano antes. Em todo o ano passado, o lucro da companhia somou R$ 406,501 milhões, alta de 10,1% em relação a 2017.

O Ebitda entre outubro e dezembro ficou em R$ 104,238 milhões, recuo de 52,7% na comparação anual. Em 2018, o indicador fechou em R$ 768,988 milhões, crescimento de 12,3% ante o ano anterior. No critério ajustado, o Ebitda do trimestre ficou em R$ 272,168 milhões, queda de 35,9%, enquanto no ano, o valor chegou a R$ 669,756 milhões, queda de 9,3%.

Neoenergia

Em Fato Relevante, a Neoenergia comunicou que tomou conhecimento de um requerimento dos seus acionistas institucionais para que a companhia realize estudos e conduza os trabalhos para realizar uma oferta pública de ações. Segundo a companhia, o acionista estratégico já se manifestou favoravelmente à oferta.

Hapvida

A empresa de saúde Hapvida, de assistência médico-hospitalar e odontológica, apresentou lucro líquido de R$ 234,1 milhões no quarto trimestre, 35,1% acima do mesmo período de 2017. No ano, foi a R$ 788,3 milhões, o que representa um aumento de 21,2% sobre o ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado cresceu 2,9% no comparativo trimestral, para R$ 270,0 milhões, com margem de 22,3%, abaixo de 25,1% no quarto trimestre de 2017. No acumulado de 2018 somou R$ 990,2, 11,1% superior, com margem de 21,6%, também menor que a de 23,2% no ano anterior. A justificativa para o ajuste é que “a companhia entende que a receita financeira de aplicações relacionadas aos ativos garantidores, bem como a receita por recebimento em atraso e eventuais descontos concedidos a clientes são parte integrante da operação, devendo, portanto, ser considerados no cálculo do Ebitda ajustado”, além de eventos não recorrentes.

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News)

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