Por Pedro Paulo Silveira e Alexandre Faturi 13 de março de 2019 6 minutos lendo
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Minerva, Braskem, Tenda e outros

13 de março de 2019   -   6 minutos lendo

Nesta quarta-feira, os investidores devem ficar atentos principalmente às empresas que divulgaram balanços referentes ao quarto trimestre de 2018 na noite de ontem. Minerva, Tenda e Sonae Sierra anunciaram seus números. No caso da Minerva, a empresa divulgou também seu guidance para receitas em 2019, e a saída de seu diretor de Relações com Investidores. Fique de olho também em Braskem, que divulgará seus números trimestrais hoje após o fechamento do mercado.

A Minerva Foods reportou prejuízo líquido de R$ 92,1 milhões no quarto trimestre de 2018, 70,6% menor que o de R$ 313,3 milhões registrado em igual período de 2017. No ano, o prejuízo acumulado foi de R$ 1,264 bilhão, pior que o de R$ 280,7 milhões do ano anterior, com variação de 350,6%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 462,8 milhões entre outubro e dezembro, aumento de 27,4% ante igual trimestre do ano anterior. A margem Ebitda ajustada passou de 9,2% para 10% na mesma base de comparação. No ano, o Ebitda ajustado alcançou R$ 1,550 bilhão, expansão de 22,5% ante 2017.

Além disso, a empresa do setor de proteína anunciou a projeção para sua receita líquida consolidada em 2019. A companhia estima que o indicador ficará entre R$ 16,5 bilhões e R$ 17,5 bilhões, usando como base uma taxa de câmbio a R$ 3,80.

Outro comunicado feito pela companhia é a saída do diretor de Relações com Investidores, Eduardo Pirani Puzziello. Ele será substituído por Edison Ticle, que já exercia o cargo de diretor de Finanças, e agora passa a ser diretor de Finanças e Relações com Investidores da Minerva.

Tenda

A Tenda, construtora e incorporadora que atua com residências do Minha Casa Minha Vida (MCMV), obteve lucro líquido de R$ 48 milhões no quarto trimestre de 2018, montante 32,5% superior ao do mesmo período de 2017. Já no acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 200,3 milhões, 87,7% mais do que no ano anterior, conforme balanço publicado há pouco.

O Ebitda ajustado somou R$ 69,5 milhões no trimestre, crescimento de 18,9%. A margem Ebitda ajustado, entretanto, recuou 1,1 ponto porcentual, para 15,3%. No ano, o Ebitda ajustado totalizou R$ 278,8 milhões, aumento de 64,5%, enquanto a margem cresceu 4,4 pontos porcentuais, para 16,6%.

O lucro ficou 9,4% abaixo da média das projeções de quatro instituições financeiras (Bradesco BBI, Itaú BBA, JPMorgan e Santander), que apontava para R$ 53 milhões. O Ebitda ajustado ficou bem próximo da média das estimativas, que estava em R$ 70,7 milhões.

Klabin

O conselho de administração da Klabin aprovou uma emissão privada de debêntures no valor total de R$ 1 bilhão, dividida em duas séries. Os títulos serão vinculados a uma emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).

A primeira série terá vencimento de sete anos, em 16 de março de 2026, enquanto a segunda terá prazo de 10 anos, em 15 de março de 2029. As remunerações serão equivalentes a 98% da taxa DI, no caso da primeira série, enquanto as da segunda série pagarão o rendimento dos títulos públicos lastreados em IPCA com vencimento em 2028, mais um prêmio de 0,25% ao ano.

Sanepar

O conselho de administração da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) autorizou que a companhia inicie estruturação de operação, visando emissão de debêntures, não conversíveis em ações, no montante de até R$ 350 milhões. Os recursos serão destinados ao complemento do Plano de Investimentos e capital de giro.

Multiplus

A Multiplus foi comunicada da intenção de renúncia por parte de Ronald Domingues, atual diretor Financeiro e de Relações com Investidores. Ele fica no cargo até o dia 02 de abril. Em comunicado, a companhia informa que a partir desta data, o diretor presidente, Roberto José Maris de Medeiros, assumirá interinamente a diretoria Financeira e de RI.

Unidas

A Unidas informa que seu conselho de administração e a assembleia geral extraordinária de acionistas da companhia aprovaram a décima terceira emissão de 1 milhão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em até três séries, com valor unitário de R$ 1 mil perfazendo o montante total de R$ 1,0 bilhão. As debêntures serão objeto de distribuição pública com esforços restritos de distribuição, sob regime de garantia firme.

As debêntures da primeira série terão prazo de vigência de 60 meses, com vencimento em 10 de abril de 2024; as da segunda série terão prazo de 96 meses, vencendo em 10 de abril de 2027, e as da terceira terão prazo de 120 meses, com vencimento em 10 de abril de 2029.

BR Properties

A BR Properties fechou acordo com a REC Empreendimentos e Participações e HSI Real Estate – Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia para aquisição do imóvel comercial em desenvolvimento, a ser denominado “Torre Corporativa B1 – Aroeira” por R$ 596 milhões). O imóvel tem área bruta locável (ABL) de 45.677,89 m² e está localizado no empreendimento imobiliário “Condomínio Parque da Cidade”, na Cidade e Estado de São Paulo.

Petrobras

A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou ontem com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede a anulação do acordo firmado entre os procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e a Petrobrás, que prevê a criação de uma fundação para gerir recursos oriundos de multa de R$ 2,5 bilhões paga pela Petrobras em ação nos Estados Unidos. Diante da repercussão negativa, a própria força-tarefa já havia pedido ontem à Justiça a suspensão da criação do fundo, que seria gerido por entidade privada.

Segundo Raquel Dodge, chefe da PGR, o acordo entre a estatal e a força-tarefa da Lava Jato ofende princípios como da separação de Poderes, da preservação das funções essenciais à Justiça, da legalidade e moralidade na “independência finalística e orçamentária do Ministério Público”. Ou seja, para a procuradora-geral da República, o MPF teria extrapolado suas competências ao fechar o acordo, que foi chancelado pela 13.ª Vara Federal de Curitiba.

Sonae Sierra

A Sonae Sierra Brasil apresentou lucro líquido gerencial consolidado de R$ 96,714 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 114,0% frente ao apurado no mesmo período de 2017, conforme balanço publicado há pouco pela companhia. Já o lucro consolidado (que considera a integralidade do portfólio) bateu em R$ 179,705 milhões, expansão de 127,4%. Os dados a seguir são gerenciais.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) chegou a R$ 35,7 milhões no quarto trimestre, alta de 16,5% na comparação anual. A margem FFO cresceu de 39,7% entre outubro e dezembro de 2017 para 42,0%.

A Sonae Sierra Brasil mostrou um Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 59,1 milhões, correspondente a uma alta de 8,3% na mesma base de comparação. A margem Ebitda caiu de 70,7% para 69,6%.
O conselho de administração do Banco Indusval propôs à assembleia geral de acionistas um aumento de capital no valor mínimo de R$ 245 milhões e no máximo de R$ 325,500 milhões, mediante a emissão de até 93 milhões de novas ações ordinárias, pelo preço de R$ 3,50, para subscrição privada, sem alteração do grupo de controle da companhia e com compromisso de subscrição e integralização do valor mínimo do aumento de capital pelos atuais acionistas controladores do BI&P.

Será permitida a homologação parcial do aumento de capital, desde que o montante subscrito atinja o mínimo de R$ 245 milhões.

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News)

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