Nova Futura Investimentos 09 de abril de 2019 3 minutos lendo
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Abertura tímida à espera da CCJ e do CNPE

09 de abril de 2019   -   3 minutos lendo

·      O mercado teve uma abertura tímida, com o futuro do Ibovespa caindo 400 pontos e o dólar estável. O mercado vai esperar os resultados das reuniões da CCJ, que avaliará a PEC da previdência e do CNPE, que pode definir a aguardada questão da cessão onerosa. Se ambas forem aprovadas, o mercado fica livre para volta à sua trajetória de alta, ainda que limitada pelas incertezas do exterior. Se algo der errado, sobretudo na CCJ, o mercado deve realizar forte. Essa assimetria no pay off explica a falta de apetite pelo risco do mercado hoje.

·      No exterior, o mercado aguarda a divulgação da Ata do FED e a reunião de política monetária do BCE, ambas amanhã. Elas devem ser um contraponto ao clima menos otimista com crescimento, que se disseminou no mercado. Hoje o FMI divulga o World Economic Outlook, e ele não deve trazer bons sinais ao mercado. Na liderança do ceticismo está a expectativa dos analistas para a queda na taxa de crescimento dos lucros corporativos, que deve fazer do primeiro trimestre, o pior em vários anos. Os primeiros anúncios ocorrerão na sexta-feira.  

·      As commodities estão em trajetória descolada das expectativas de crescimento global. O índice CRB subiu 12% no ano, puxado pela alta do petróleo, que subiu mais de 50% no período. Nos últimos pregões a alta tem sido intensificada pelas restrições de oferta da Líbia e pelos relatórios de grandes bancos globais, colocando o preço em perspectiva de alta no trimestre. O mesmo movimento ocorreu no minério de ferro, que está sendo negociado a US$ 94 a tonelada em Qingdao. Se esse patamar de preços é compatível com o crescimento da demanda global é algo que não está sendo discutido. O  mercado tem sustentado essas altas de forma convincente, mas pode repetir o movimento encerrado em dezembro passado. Nele, o preço do barril WTI despencou de US$ 74 para US$ 42 em algumas semanas.

·      O IBGE divulgou a Pesquisa Mensal do Comércio de fevereiro e ela ficou estável em relação a fevereiro. O ampliado veio com queda de 0,8%. Essa pesquisa sustenta a tese de que a recuperação perdeu força e que teremos um primeiro trimestre muito fraco. Nesse cenário, dado os pesos do quarto trimestre de 2018 e o primeiro de 2019, o crescimento anual pode fechar entre 1% e 1,5%, mesmo com uma recuperação mais intensa no segundo semestre.

·      A FGV divulgou o indicador antecedente de emprego e ele veio em queda de 5,8 pontos, batendo 93,5 pontos. Segundo a FGV, o indicador devolveu 75% da melhora que teve no final do ano passado, em função do recuo do otimismo dos empresários em relação às condições do mercado. 

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