Nova Futura Investimentos 08 de abril de 2019 5 minutos lendo
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Engie, Petrobras e outras

08 de abril de 2019   -   5 minutos lendo

Os investidores devem ficar atentos hoje aos detalhes da venda da TAG para a Engie, conjuntamente com o fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), anunciada na sexta-feira pela Petrobras. A negociação será comentada pela TAG em teleconferência com analistas, a partir das 10 horas. Esta segunda-feira tem na agenda CCR, que realiza encontro com analistas e investidores durante o CCR Day. E ainda na área de transportes, a venda da Avianca pode ter desdobramentos.

Petrobras


O grupo Engie apresentou a melhor proposta no processo de venda de 90% da participação da estatal na Transportadora Associada de Gás. Trata-se da maior operação da Petrobras dentro do programa de desinvestimento. Após os ajustes e atualizações financeiras, a transação, quando concluída, representará para a Petrobras um valor total de cerca de US$ 8,6 bilhões. O valor inclui o pagamento, pelo comprador, das dívidas da TAG perante o BNDES, de US$ 800 milhões.

A proposta representou um valor da empresa (enterprise value) de R$ 35,1 bilhões para 100% da TAG, na data base de dezembro de 2017. A Petrobras disse que continuará a utilizar os serviços de transporte de gás natural prestados pela TAG, por meio dos contratos de longo prazo já vigentes entre as duas companhias, sem qualquer impacto em suas operações e na entrega de gás para distribuidoras e demais clientes. A conclusão do negócio está sujeita à aprovação por órgão de defesa da concorrência.

Azul


A Avianca Brasil também segue no radar. Em meio a um bate-boca entre os advogados da Azul e da Elliot durante a assembleia de credores da Avianca Brasil, o advogado da Gol, Luiz Otávio Lopes, do BMA, interveio e disse que a Azul deixou de honrar um dos compromissos que havia assumido, relacionados ao debt in possession (DIP), com a companhia aérea. Ele disse que a Elliot teve de socorrer a Avianca esta semana por falta da segunda tranche do DIP da Azul.

Segundo ele, esse teria sido o motivo do “adiantamento” de US$ 35 milhões da gestora norte-americana Elliot, que teria “socorrido” a Avianca. “Essa operação foi muito peculiar, havia uma cascata de pagamento e o Elliot é o único credor da Classe II, portanto, inclusive, para tirar qualquer desconfiança de beneficiamento, a Elliot e a Gol toparam modificar o plano”, afirmou.

Vale


Na Vale, destaque para a informação de que o governo de Minas Gerais trabalha para firmar ainda em 2019 o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) definitivo com a mineradora, em função da tragédia de Brumadinho. Nas contas do Itaú BBA, o acordo negociado entre a Vale, o governo de Minas Gerais e prefeituras de dez municípios pode representar a distribuição de R$ 1 bilhão entre 2019 e 2021 pela companhia para amenizar os impactos da suspensão de quase metade de suas atividades no Estado após a tragédia de Brumadinho.

O montante é cerca de 30% maior do que os dez municípios (Barão de Cocais, Belo Vale, Congonhas, Itabirito, Mariana, Nova Lima, Ouro Preto, Rio Acima, São Gonçalo do Rio Abaixo e Sarzedo) receberam só no ano passado em Contribuição Financeira pela Extração Mineral (CFEM): R$ 774 milhões. De acordo com o governo de Minas, o acordo ainda não está fechado.

Ainda sobre a Vale a informação de que com lucro de R$ 25 bilhões, a companhia deveria ter pago cerca de R$ 8,5 bilhões em Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) em 2018. Graças a três operações – totalmente legais – de planejamento fiscal, porém, a empresa conseguiu abater mais do que devia e terminou o ano com crédito de R$ 966 milhões, quase o mesmo montante que negocia repassar ao governo de Minas Gerais e a dez municípios cujas contas serão profundamente afetadas pela paralisação de aproximadamente metade de sua operação no Estado após a tragédia de Brumadinho.

Gafisa


A Gafisa soltou aviso neste final de semana de assembleia geral extraordinária dia 15 para pedir aos acionistas apoio em um novo Plano de Reestruturação e Gestão para a empresa. Entre os principais pontos estão autorizar o conselho de administração à contratação de um banco ou consultoria de primeira linha para elaboração de novo plano estratégico de longo prazo; autorizar o conselho a aprovar a emissão de novas ações até o limite atual do capital autorizado; e aumentar o limite do capital autorizado da companhia das atuais 71.031.876 ações ordinárias para 120.000.000 ações ordinárias. A administração discutirá e apresentará, também na AGE, propostas de contratação de dois assessores para impulsionar o plano.

Ultra


Um assunto que foi divulgado na noite de sexta e que deve repercutir hoje é que a Ultrapar informou que os investimentos estimados relativos à participação da Ipiranga e da Ultracargo nas licitações de áreas portuárias, somam aproximadamente R$ 450 milhões a serem desembolsados ao longo dos próximos cinco anos, incluindo os valores relativos à outorga e aos investimentos mínimos das áreas licitadas, e contribuirão para maior eficiência logística, geração de empregos e o desenvolvimento na região.

As subsidiárias venceram licitações em áreas portuárias para armazenagem e movimentação de granéis líquidos, especialmente combustíveis. Os certames foram concluídos na sexta-feira em leilões realizados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, na sede da B3 em São Paulo.

A Ipiranga venceu duas licitações no porto de Miramar, em Belém – PA, sendo o lote BEL02A, via consórcio em que a Ipiranga detém 50% de participação e que terá capacidade mínima de armazenagem de 41 mil m³, e o lote BEL04, área atualmente operada pela Ipiranga, assegurando a continuidade da sua operação na região, e que terá capacidade mínima de 23 mil m3. As áreas serão operadas pelo prazo mínimo de 15 anos, conforme previsto em edital.

A Ultracargo venceu a licitação do lote VDC12 no porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA). A capacidade mínima de armazenagem da área será de 59 mil m³ e o início de operação é esperado para 2023. A área será operada pela Ultracargo pelo prazo mínimo de 25 anos.

Cesp


Na Cesp, a informação de que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deferiu o registro de oferta pública de aquisição de ações ordinárias e preferenciais classe B de emissão da companhia (OPA) a ser realizada pela VTRM Energia Participações em virtude da aquisição do controle da elétrica. A VTRM venceu o leilão de privatização da elétrica. A íntegra dos termos e condições da oferta deverão ser publicados pela ofertante até 17 de abril.

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News)

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