Nova Futura Investimentos 14 de maio de 2019 8 minutos lendo
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Cenário corporativo intenso

14 de maio de 2019   -   8 minutos lendo

Após a tensão de ontem dos investidores com a guerra tarifária entre Estados Unidos e China, o presidente norte-americano Donald Trump fez uma avaliação mais positiva sobre as negociações com o país asiático, o que pode amenizar o clima para os negócios nesta terça-feira. As bolsas europeias, por exemplo, estão em curva positiva nesta manhã. No entanto, a cautela ainda prevalece, o que levou as bolsas asiáticas a fecharem em queda.

No pregão de ontem, o Ibovespa fechou com queda de 2,69%, o que pode levar alguns investidores a aproveitarem eventuais oportunidades de compra nesta terça. Ainda assim, vale ficar atento às notícias nacionais, após o Tribunal de Justiça Rio (TJ-RJ) autorizou perda de sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e do ex-assessor Fabrício Queiroz. No setor corporativo, foco em balanços importantes, como Eletrobras, JBS, Cosan e Oi.

Eletrobras

A Eletrobras fechou o primeiro trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 1,347 bilhão, 178% maior que o de R$ 484 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado com operações continuadas foi de R$ 1,570 bilhão, queda de 34% ante o primeiro trimestre de 2018, e com as descontinuadas, ou seja, as distribuidoras, houve prejuízo líquido de R$ 223 milhões. O prejuízo de R$ 1,176 bilhão da Amazonas D foi compensado parcialmente pelo lucro de R$ 94 milhões da Ceal e o resultado da venda da elétrica de Alagoas de R$ 859 milhões.

Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), registrou aumento de 15%, para R$ 2,937 bilhões. O impacto no resultado do primeiro trimestre referente a provisão para o Plano de Demissão Consensual em 2019 foi de R$ 170 milhões. Já as provisões para contingências somaram R$ 293 milhões, a maior parte, de R$ 220 milhões referente a empréstimo compulsório. Também no trimestre ocorreu reversão de contrato oneroso de R$ 95 milhões.

A receita líquida cresceu 6%, para R$ 6,452 bilhões, influenciada pela Rede Básica do Sistema Existente (RBSE) de R$ 1,1 bilhão, conforme comentário da administração. A energia vendida (geração) apresentou aumento de 1,2%, para 17,2 terawatt-hora (Twh).

Oi

A Oi, em recuperação judicial, fechou o primeiro trimestre de 2019 com lucro líquido consolidado de R$ 766 milhões no primeiro trimestre de 2019, conforme seu balanço. O resultado representa queda de 97,5% em comparação com o mesmo período de 2018, quando a companhia teve lucro de R$ 30,526 bilhões impulsionado pelo enxugamento da dívida dentro do plano de recuperação judicial aprovado pelos credores.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de rotina foi de R$ 1,251 bilhão, baixa de 20,4%. A margem Ebitda de rotina caiu 3,4 pontos porcentuais, para 24,4%. A receita líquida totalizou R$ 5,130 bilhões, retração de 9,5%.

Entre os destaques, os custos e despesas operacionais (opex) de rotina da Oi totalizaram R$ 3,879 bilhões no primeiro trimestre de 2019, recuo de 5,3% ante o mesmo intervalo de 2018.

Além disso, o balanço da empresa no primeiro trimestre de 2019 contou com R$ 987 milhões que se referem ao reconhecimento do ganho dos créditos de PIS e COFINS sobre ICMS, bem como da recuperação dos valores indevidamente recolhidos a tal título. A Oi registrou em 31 de março de 2019 o montante R$ 2,024 bilhões relativos aos créditos.

JBS

A JBS apurou lucro líquido de R$ 1,092 bilhão no primeiro trimestre de 2019, crescimento de 115,7% frente aos R$ 506,5 milhões registrado no mesmo período de 2018. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, o avanço foi de 94%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 14,4% em um ano, para R$ 3,191 bilhões. O valor já inclui os efeitos da norma IFRS 16, informa a JBS. Na comparação com os três últimos meses do ano passado, o indicador caiu 5,9%.

Minerva

A Minerva informou que foi postergada a Oferta Pública Inicial de ações de sua subsidiária Athena Foods na Bolsa de Comercio de Santiago (Bolsa de Valores de Santiago), como efeito das recentes condições adversas no mercado global.

Cosan

A Cosan registrou lucro líquido de R$ 395,7 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 14,5% sobre lucro de R$ 345,7 milhões de igual período de 2018. O período, entre janeiro e março deste ano, corresponde ao quarto e último trimestre da safra 2018/2019 de cana-de-açúcar, um dos principais ramos de atividade da companhia. A companhia relatou lucro ajustado proforma de R$ 401,3 milhões, ante lucro proforma de R$ 360,6 milhões no primeiro trimestre de 2018, alta de 11,3%.

O Ebitda da Cosan somou R$ 1,447 bilhão no trimestre inicial de 2019, contra R$ 1,193 bilhão no primeiro trimestre de 2018, alta de 21,4%. O Ebitda ajustado proforma atingiu R$ 1,459 bilhão, alta de 11,2% na mesma base de comparação.

A empresa divulgou que o guidance proforma de Ebitda consolidado para 2019 está estimado entre R$ 5,6 bilhões e R$ 6 bilhões, ante R$ 5,038 bilhões no ano passado. A companhia estimou Ebitda de R$ 2,9 bilhões a R$ 3,2 bilhões na Raízen Combustíveis, contra R$ 2,773 bilhões em 2018, e investimentos de R$ 950 milhões a R$ 1,15 bilhão no braço de distribuição e comércio de combustíveis em sociedade com a Shell.

A Cosan manteve o guidance de moagem em 61 milhões e 63 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2019/2020 da Raízen Energia, braço sucroenergético da empresa e da Shell, e também as projeções de Ebitda, entre R$ 3,4 bilhões e R$ 3,8 bilhões e de investimentos, entre R$ 2,7 bilhões e R$ 2,9 bilhões para o período até março do próximo ano.

Cesp

A Cesp registrou prejuízo de R$ 158,243 milhões no primeiro trimestre deste ano, resultado 42 vezes pior frente ao prejuízo de R$ 3,729 milhões do mesmo período do ano passado. O balanço foi impactado pelo programa de demissão voluntária (PDV) da elétrica, que somou R$ 102,504 milhões no primeiro trimestre deste ano e afetou a linha do Ebitda.

O Ebitda ajustado somou R$ 41,597 milhões no primeiro trimestre, representando uma queda de 86,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Excluindo ajustes, o Ebitda ficou negativo no primeiro trimestre em R$ 74,050 milhões, ante desempenho positivo de R$ 111,517 milhões de um ano antes.

Gol e Azul

A Avianca Brasil sofreu mais um duro golpe. Nesta semana, desembarcam na capital paulista executivos da Avianca Airlines – a empresa mãe do grupo colombiano também controlado pelo empresário Germán Efromovich – para desenhar a nova estrutura do conglomerado após o cada vez mais provável fim da Avianca Brasil. Os colombianos já conversam, inclusive, com Azul, Gol e Latam para acordos de compartilhamento de voos dentro do território brasileiro.

Após a Avianca Brasil perder quase 50 aviões nos últimos meses por falta de pagamento, executivos do grupo dono da marca começaram a estruturar a nova operação brasileira da chamada Avianca Airlines – grupo da Colômbia e filiais na América Latina – já sem o braço nacional. A medida é encarada por executivos do setor aéreo como, simbolicamente, uma pá de cal na remota hipótese de sobrevivência da marca no Brasil.

O grupo colombiano confirmou ao Broadcast que avalia atualmente opções com outras empresas aéreas da região para continuar servindo o mercado brasileiro. A empresa diz ainda que lamenta a situação da Avianca Brasil – que é chamada de Ocean Air pelo grupo – e que não está abandonando a filial brasileira. “Não é correta (a avaliação de abandono). Nosso interesse e compromisso é com o passageiro”, diz a companhia em nota.

Também em relação à Gol, vale destacar que um dos donos da Gol Linhas Aéreas, o empresário Henrique Constantino afirmou em delação premiada ter repassado R$ 7 milhões em propina a pedido do ex-presidente da República Michel Temer e de integrantes da cúpula do MDB. O empresário também cita “benefícios financeiros” pagos ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Via Varejo

Única alta do Ibovespa ontem (+2,60%), a Via Varejo (dona das Casas Bahia e Ponto Frio), controlada pelo GPA, deve permanecer no radar dos investidores com a notícia veiculada pela imprensa nacional de uma parceria entre XP Investimentos e a família Klein para adquirir a fatia de 36,27% do GPA na empresa.

O Estado apurou com fontes a par do assunto que a gestora XP avalia comprar uma participação da Via Varejo, mas não há uma proposta firme ainda pelo negócio. Fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que o empresário Michel Klein poderá ser aliar à XP e a outros fundos investidores que avaliam o negócio, mas não deve fazer aporte de grandes somas.

Outros balanços

A Anima Holding registrou lucro líquido ajustado de R$ 49,1 milhões no primeiro trimestre do ano, elevação de 6,7% em um ano. O Ebitda entre janeiro a março somou R$ 72,3 milhões, alta de 20,5%.

A Alliar registrou lucro líquido dos acionistas de R$ 9,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando alta de 39,2% frente o mesmo período do ano passado.

A varejista de produtos esportivos Centauro encerrou o primeiro trimestre de 2019 com prejuízo líquido de R$ 4,143 milhões, montante 58,9% menor que o prejuízo de R$ 10,092 milhões apurado no mesmo período do ano passado, já pela norma IRFS 16. O Ebitda somou R$ 81,417 milhões entre janeiro e março pela norma IFRS 16, com crescimento de 133,6% ante o apurado um ano antes.

Outras notícias

A Petrobras começou o processo para vender sua participação de 93,7% na Breitener Energética, com a etapa de divulgação de oportunidade (teaser).

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) informou que o Tribunal de Contas do Estado do Paraná concedeu medida cautelar pedida pela 2ª Inspetoria de Controle Externo do mesmo órgão, para suspender a implementação pela empresa do reajuste tarifário anual de 2019, de 12,12944%, a ser aplicado nas contas de água e esgoto.

A SulAmérica fechou a venda de sua carteira de capitalização para o Grupo Icatu a carteira de capitalização, assim como da sua participação minoritária na Caixa Capitalização (CaixaCap). A operação foi antecipada pela Coluna do Broadcast.

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News)

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