Nova Futura Investimentos 10 de maio de 2019 8 minutos lendo
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Divulgação intensa de balanços: Vale, Suzano, B3, B2W e outras

10 de maio de 2019   -   8 minutos lendo

A noite de ontem foi movimentada pela divulgação de muitos balanços. O mais importante deles é a Vale, que apresentou prejuízo e Ebitda negativo, contrariando expectativas do mercado. Olho também em B3, Suzano, Carrefour, Rumo, Sabesp, Estácio, Lojas Americanas e B2W, além de Ser Educacional e BRF, nesta manhã. Fora os balanços, a Caixa Seguridade reabriu processo para seleção de parceiros para o Balcão Caixa, como havia antecipado a Coluna Broadcast, e a Totvs anunciou uma oferta de ações (follow on), que pode girar cerca de R$ 1 bilhão.

Vale


A Vale teve prejuízo líquido de US$ 1,642 bilhão no primeiro trimestre deste ano, revertendo o lucro de US$ 1,590 bilhão na comparação anual, sobretudo aos eventos relacionados à barragem de Brumadinho, como provisões.

O prejuízo veio na contramão do que os analistas consultados pelo Prévias Broadcast esperavam. A expectativa das sete casas consultadas apontava para lucro líquido de US$ 1,86 bilhão no primeiro trimestre de 2019.

Conforme apontou a empresa, as questões envolvendo Brumadinho levaram a empresa a apresentar o seu primeiro Ebitda negativo na história, de US$ 652 milhões no trimestre. Nos primeiros três meses de 2018, a empresa reportou Ebitda de US$ 3,926 bilhões. Já nos últimos três meses de 2018 a empresa reportou Ebitda de US$ 4,467 bilhões. A margem Ebitda ajustada ficou negativa em 8% ante positiva em 46% na relação anual e trimestral. Em relação ao Ebitda, a projeção das casas era valor positivo em US$ 4,38 bilhões.

B3


A B3 registrou lucro líquido recorrente de R$ 736,505 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando crescimento de 64,3% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, quando somou R$ 448,2 milhões. Frente ao quarto trimestre, o lucro líquido recorrente cresceu 3%.

O lucro líquido do período somou R$ 606,1 milhões, aumento de 92,6% frente ao primeiro trimestre de 2018, de R$ 312,7 milhões. Na comparação com o quarto trimestre, o lucro líquido aumentou 4%.

O Ebitda recorrente aumentou 27,7% no primeiro trimestre em comparação ao mesmo intervalo de 2018 e avançou 6,2% ante os últimos três meses do ano passado, para R$ 970,8 milhões. A margem Ebitda recorrente aumentou 207 pontos base (bps) no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, para 70,4%. Frente ao quarto trimestre, a elevação foi de 87 bps.

A B3 revisou para cima os orçamentos de depreciação e amortização como consequência, principalmente, do ajuste na curva de amortização de ativos intangíveis reconhecidos na combinação de negócios com a Cetip. De acordo com os números divulgados, a projeção para gastos com depreciação e amortização foi para a margem de R$ 1 bilhão e R$ 1,050 bilhão, de R$ 950 milhões e R$ 1 bilhão anteriormente.

Suzano


Em um cenário ainda desafiador e de demanda tradicionalmente mais fraca, a Suzano reportou prejuízo líquido pró-forma (incluindo as operações da Fibria) de R$ 1,229 bilhão no primeiro trimestre de 2019. Com o resultado, a empresa reverte lucro de R$ 1,4 bilhão registrado um ano antes e de R$ 2,987 bilhões do quarto trimestre de 2018. No informe de resultados, a Suzano explica que em razão da combinação de ativos com a Fibria (concluída em 1º de abril), foi realizada uma análise de avaliação do valor justo de mercado dos ativos adquiridos e passivos assumidos, e as alocações correspondentes foram contabilizadas no balanço patrimonial, movimento conhecido como Purchase Price Allocation (PPA).

Aliado a isso, em razão da adoção da norma IFRS 16 a partir de 1º de janeiro, a companhia reconheceu R$ 4,016 bilhões em passivos de arrendamento em relação aos contratos que atendem à definição de arrendamento.

De janeiro a março, o Ebitda ajustado da Suzano, termômetro do mercado para mensurar a capacidade operacional das empresas, atingiu R$ 2,761 bilhões. A performance representa retração de 18% ante igual intervalo de 2018 e queda de 22% ante o trimestre imediatamente anterior. A margem Ebitda ajustada passou de 52% em dezembro para 50% ao final de março. Em março de 2018, a margem estava em 53%.

O Ebitda ajustado veio dentro das estimativas do mercado. A média entre as cinco casas consultadas pelo Prévias Broadcast (Santander, BB Investimentos, Itaú BBA, BTG Pactual e Credit Suisse), apontava para um Ebitda ajustado de R$ 2,7 bilhões no período. Não houve um consenso entre os analistas com relação ao lucro líquido, com as estimativas variando de R$ 61 milhões a R$ 1,6 bilhão. O Prévias Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

A Suzano estima que a sua produção de celulose de mercado em 2019 deverá alcançar entre 9,0 milhões e 9,4 milhões de toneladas, implicando em uma redução gradual de produção ao longo do ano quando comparado à sua capacidade produtiva e volumes históricos.

Carrefour


O lucro líquido reportado aos controladores do Carrefour Brasil somou R$ 441 milhões no primeiro trimestre de 2019, já com a norma IFRS 16, informou a empresa nesta quinta-feira. O resultado representa alta de 57,5% na comparação com igual período de 2018. Já o lucro líquido ajustado aos controladores cresceu 26,7%, para R$ 407 milhões. O lucro total consolidado reportado, contando a participação dos minoritários, foi de R$ 505 milhões, alta de 52,1% em um ano.

Sem a aplicação da norma IFRS 16, o lucro líquido ajustado aos controladores somou R$ 413 milhões, alta de 28,8%.

O Ebitda pós-IFRS 16 ficou em R$ 1,095 bilhão no trimestre, alta de 40,2% na comparação anual. No critério ajustado, o indicador ficou em R$ 1,043 bilhão, crescimento de 23,7%. Sem o IFRS, o Ebitda ajustado somou R$ 983 milhões, alta de 16,7% em um ano.

Lojas Americanas


A varejista Lojas Americanas apresentou um prejuízo consolidado de R$ 53,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo um lucro líquido de R$ 23,8 milhões de igual intervalo do ano passado.

O Ebitda ajustado somou R$ 560,8 milhões, representando uma queda de 12,2%. A margem Ebitda encerrou o período em 15,8%, ante 15,9% de um ano antes.

B2W


A B2W apresentou prejuízo líquido consolidado de R$ 139,2 milhões, 19,1% maior do que o anotado no mesmo intervalo de 2018. Os dados excluem os efeitos da consolidação da Transportadora da B2W Digital.

O Ebitda ajustado somou R$ 83,2 milhões de janeiro a março, alta de 2,8% em um ano, com margem de 6,5%, alta de 1 ponto porcentual.

Rumo


Com ênfase na melhora da performance operacional, a Rumo reportou lucro líquido de R$ 27 milhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 59 milhões de um ano antes – considerando a norma contábil IFRS 16, em vigor desde 1º de janeiro deste ano. “Fizemos um bom primeiro trimestre e sabemos que o segundo trimestre deverá ser mais desafiador devido ao cenário de redução na safra de soja, porém com a expectativa de uma excelente safra de milho”, afirma a companhia em mensagem da administração que acompanha o demonstrativo financeiro.

Na mesma base de comparação, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 12,7%, passando de R$ 711 milhões para R$ 802 milhões, com queda de margem 1,9 pontos porcentuais, para 49%.

Sabesp


A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) registrou lucro líquido de R$ 647,3 milhões no primeiro trimestre de 2019, o que representa um crescimento de 11,5% ante o registrado no mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,544 bilhão nos primeiros três meses do ano, um avanço de 10,4% ante igual trimestre de 2018. A margem Ebitda ajustada atingiu 39,8%, ante 37,8% do mesmo intervalo do ano passado.

O lucro ficou 8,5% abaixo da média das projeções de cinco instituições financeiras consultadas pelo Prévias Broadcast (JPMorgan, BTG Pactual, Morgan Stanley, Itaú BBA e Santander), que era de R$ 707,7 milhões. O Ebitda veio em linha com os R$ 1,552 bilhão projetados na média pelos analistas.

Estácio


A Estácio Participações encerrou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido pro-forma de R$ 246,7 milhões, aumento de 25% em relação ao apurado no mesmo período do ano passado. Estes resultados são pro-forma, excluindo os impactos da adoção das regras contábeis do IFRS 16. Sem esta exclusão, o lucro foi de R$ 240,8 milhões, ante R$ 197,4 milhões um ano antes.

O Ebitda pró-forma ficou estável entre os primeiros trimestres, em R$ 329,6 milhões, com margem de 35,3%, também estável. Com o IFRS 16, o Ebitda foi de R$ 384,6 milhões ante R$ 330,1 milhões no primeiro trimestre de 2018.

Embraer


A Embraer não divulgará, excepcionalmente, as informações financeiras trimestrais (ITR) referentes ao primeiro trimestre de 2019 no prazo previsto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Isto ocorre em razão do trabalho de separação de ativos e passivos da Aviação Comercial e serviços associados para fins de aplicação inicial do tratamento contábil requerido, tendo em vista a aprovação da parceria estratégica com a The Boeing Company pela assembleia geral extraordinária da companhia realizada em 26 de fevereiro”, diz.

BRMalls


A BRMalls, maior empresa de shopping centers do País, com investimentos em 39 unidades, fechou o primeiro trimestre de 2019 com lucro líquido ajustado de R$ 171,049 milhões, conforme balanço publicado há pouco. O resultado foi 13,8% maior do que no mesmo intervalo de 2018.

O Ebitda ajustado somou R$ 234,569 milhões, avanço de 0,5% na mesma base de comparação. A margem do Ebitda diminuiu 3,3 pontos porcentuais, para 74,7%.

O FFO (lucro excluindo depreciação, amortização e outros efeitos não caixa) ajustado alcançou R$ 176,305 milhões, alta de 14,0%. A margem do FFO subiu 4,4 pontos porcentuais, para 56,1%.

O balanço da BRMalls referente ao primeiro trimestre de 2019 trouxe lucro líquido ajustado e FFO ajustado acima da média das projeções , enquanto o Ebitda ajustado e a receita ficaram dentro do calculado.

O lucro líquido ajustado foi 12,1% maior que as previsões de sete instituições financeiras consultadas pelo Prévias Broadcast (BTG Pactual, Credit Suisse, Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley, Santander e XP Investimentos), que apontavam para R$ 152,5 milhões. O FFO ajustado foi 14,9% acima das estimativas, que estavam em R$ 153,4 milhões. Por sua vez, o Ebitda ajustado ficou bem próximo ao previsto, de R$ 236 milhões.

Cyrela


A incorporadora Cyrela Brazil Realty apresentou lucro líquido de R$ 48 milhões no primeiro trimestre de 2019, conforme balanço publicado há pouco. O resultado positivo representa uma reversão frente ao registrado no mesmo trimestre de 2018, quando houve prejuízo líquido de R$ 51 milhões.

A receita líquida totalizou R$ 826 milhões, crescimento de 83,4% entre os períodos. A companhia não publica o Ebitda.

O lucro líquido foi 2,5 vezes maior do que o montante de R$ 18,7 milhões esperados pelos analistas d analistas de cinco instituições financeiras (BTG Pactual, Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley e Santander) consultadas pelo Prévias Broadcast. E a receita líquida de R$ 826 milhões superou em 15,4% as expectativas.

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News)

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