Nova Futura Investimentos 11 de junho de 2019 5 minutos lendo
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Petrobrás, Braskem, BTG Pactual e outras

11 de junho de 2019   -   5 minutos lendo

Nesta terça-feira, o mercado fica atento à precificação da oferta de Units do BTG Pactual. O banco pretende oferecer cerca de R$ 2 bilhões em papéis no mercado. Atenção também para a Petrobras, que segundo notícias veiculadas ontem à noite pela imprensa internacional, vai receber propostas não vinculantes pela Liquigás.

Ainda sobre a estatal, a companhia recebeu o valor aproximado de R$ 265 milhões, em decorrência de acordo de leniência da Braskem celebrado com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU).

A Braskem já havia devolvido R$ 564 milhões à Petrobras (R$ 363 milhões em 07/12/2017 e R$ 201 milhões em 08/08/2018), em razão do acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal (MPF), que somado ao valor restituído agora, totaliza cerca de R$ 829 milhões.

No exterior, o clima é de otimismo nas bolsas europeias e nos índices futuros de Nova York, após os mercados chineses reagirem com um rali a novas medidas de estímulo de Pequim – o que pode favorecer empresas de commodities – e com investidores mantendo tom positivo depois de Estados Unidos e México chegarem a um acordo sobre crise migratória, no fim da semana passada.

Eletrobras

A Enel, ex-Eletropaulo, informa que, com o trânsito em julgado das homologações dos acordos realizados pela empresa com a Eletrobras, ocorridos em 25 de abril e 10 de junho, a companhia pagou hoje a primeira parcela do acerto. A Eletrobras informou que o valor atualizado foi de R$ 274,477 milhões, equivalente ao montante histórico de R$ 250 milhões, atualizado. Os acordos visavam encerrar a disputa judicial que envolvia a Eletrobras e a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) sobre um empréstimo feito à distribuidora paulista que se arrastou quase três décadas.

Pelo acordo, a Enel se comprometeu a desembolsar R$ 1,500 bilhão para quitar o débito oriundo do processo judicial, sendo R$ 1,400 bilhão para a Eletrobras e R$ 100 milhões de honorários de sucumbência aos advogados. A empresa resguardou seu direito de regresso contra a Cteep.

B3

A B3 divulgou seus destaques operacionais do mês de maio. O segmento de ações registrou um volume financeiro médio diário de R$ 15,010 bilhões, crescimento de 5,8% ante o mesmo mês do ano passado. Na comparação com abril, houve avanço de 1,9%.

No mercado à vista, a expansão foi de 6,9% na comparação anual, para R$ 14,609 bilhões.

No segmento Juros, Moeda e Mercadorias, o volume médio de contratos por dia caiu 16,3% na comparação anual, para 3.680 milhões. Em relação a abril, houve alta de 30,7%. A receita média por contrato foi de R$ 1,817, alta de 32,2% ante maio do ano passado.

TIM

A TIM enviou uma petição ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) alertando para a concentração de espectro de radiofrequência na compra da Nextel pela Claro. Na visão da TIM, a Claro deveria ser obrigada a devolver, renunciar ou compartilhar parte desse espectro com as demais operadoras como condição para que a compra da Nextel seja aprovada.

As informações constam em petição encaminhada pela TIM à Superintendência Geral do Cade no fim da noite de sexta-feira, 7, e protocolada ontem pelo órgão antitruste como parte do processo em análise.

O anúncio da compra da Nextel pela mexicana América Móvil, dona da Claro, foi feito em março, pelo valor de US$ 905 milhões (R$ 3,47 bilhões). Embora a Nextel tenha participação de 1,5% no mercado de telefonia móvel, a aquisição é considerada estratégica pelos espectros de propriedade da empresa, sobretudo em São Paulo.

Telecomunicação

O processo que analisa a compra da Nextel pela Claro dentro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ganhou novos contornos após contestações das concorrentes. A TIM e a Telefônica alegam que, se a transação for autorizada pelo órgão antitruste, a Claro passará a deter uma concentração elevada de espectro de radiofrequência, gerando desequilíbrios na concorrência entre as grandes teles.

A TIM protocolou uma petição no Cade na sexta-feira, 7, apontando a concentração excessiva e cobrando a aplicação de ‘remédios’ para amenizar esses efeitos. Segundo o Broadcast apurou, a Telefônica também encaminhou sua petição com alertas semelhantes. Já a Oi optou por ficar de fora da briga.

O anúncio da compra da Nextel pela mexicana América Móvil, dona da Claro, foi feito em março, pelo valor de US$ 905 milhões. Embora a Nextel tenha participação de apenas 1,5% no mercado de telefonia móvel, a aquisição é vista como estratégica justamente pelos espectros de propriedade da empresa, sobretudo em São Paulo, maior mercado de telecomunicações do País. O espectro funciona como uma “rodovia” por onde trafegam os sinais de telefonia móvel, sendo, portanto, um ativo essencial para as operadoras. Quanto mais, melhor a abrangência e a qualidade dos sinais.

Cemig

O jornal Estado Minas divulgou que Parlamentares mineiros questionaram a privatização da Cemig em reunião nesta segunda-feira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O presidente da Cemig, Cledorvino Bellini, deixou claro aos deputados estaduais que a melhor alternativa é a privatização. Ele pediu que ajudem nas negociações para que continue com a outorga de três usinas – Sá Carvalho, Nova Ponte e Emborcação – que devem vencer 2024 e 2025.

Segundo o executivo, como há uma alternativa que autoriza a prorrogação sem licitação dos contratos em caso de privatização de ativos, a Cemig poderia ser minoritária, e há um grupo de empresários mineiros interessados em participar, com a compra de 51% dos ativos. “Se não conseguirmos adiantar a outorga, a outra alternativa é essa, senão em cinco anos perderemos essas usinas”, afirmou.

Outras notícias

Klabin fará sua 13ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 1 bilhão e de certificados de recebíveis do agronegócio da 30ª emissão, da Vert Companhia Securitizadora, que serão emitidos com lastro nos créditos do agronegócio decorrentes das debêntures. A data de vencimento das debêntures é de 15 de junho de 2029.

Wilson Sons divulgou seus dados operacionais relativos ao mês de maio, quando seu movimento total subiu 10,9% em relação ao mesmo período de 2018, para 80,9 mil teus (um teu é equivalente a um container de 20 pés). No acumulado de 2019, houve aumento de 0,6% na comparação anual, para 404,6 mil teus.

FONTE: AE BROADCAST

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