Nova Futura Investimentos 07 de agosto de 2019 8 minutos lendo
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BB Seguridade, Engie, Cesp e outras

07 de agosto de 2019   -   8 minutos lendo

A safra de balanços divide a atenção do investidor com a tramitação da reforma da Previdência e desdobramentos da guerra comercial entre os EUA e a China. Hoje pela manhã, a Gerdau divulga seus números do segundo trimestre. Ontem à noite, os destaques entre os resultados ficaram com BB Seguridade, Engie, Cesp, RD e Iguatemi. Olho também em Petrobras, já que está marcado para hoje o julgamento sobre a venda de ativos da estatal.

Nesta madrugada a Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-base da reforma da Previdência por 370 votos a 124. O texto aprovado pelos deputados ainda pode ser mudado na Câmara, pois sete trechos precisarão passar por votações específicas (são os chamados destaques), previstas para esta quarta-feira, 7. Sem mudanças, o texto garante uma economia de R$ 933,5 bilhões em dez anos, segundo cálculos do Ministério da Economia divulgados em julho.

No exterior, as bolsas europeias e os futuros de Nova York voltam a subir, enquanto na Ásia o humor do investidor continua pesado. Por lá, as bolsas fecharam em queda ainda em meio à preocupação com o desenrolar da guerra comercial sino-americana. Hoje, o Banco do Povo da China (PBoC) voltou a enfraquecer o yuan, definindo a taxa em 6,9996/dólar, ainda abaixo dos 7 dólares, mas acima da véspera (6,9225).

Petrobras

Está prevista para ser julgada hoje pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a ação que discute a validade ou não de um decreto da Petrobras que facilita a venda de ativos pela estatal, editado em 2018 (nº 9.355). O decreto permite à Petrobras vender, por exemplo, blocos de petróleo para outras empresas sem necessidade de fazer licitação.

A análise do ato pelo Supremo será feita através de uma ação do Partido dos Trabalhadores (PT), que contestou em maio do ano passado o documento assinado pelo ex-presidente Michel Temer.

Também nesta quarta-feira está previsto para a petrolífera receber as ofertas vinculantes finais para a venda de 100% da Liquigás. A Liquigás, que possui 20 milhões de clientes e cinco mil pontos de venda, teve receita de 5,6 bilhões de reais e lucro líquido de 147,5 milhões de reais em 2018. Em junho, o presidente da empresa, Roberto Castello Branco, já havia indicado que a Petrobras deixaria o setor de transporte e distribuição de gás, destacando que aguardava os próximos passos da venda da Liquigás.

Olho também nos preços do petróleo, que voltara a operar em queda, agora em bear market, penalizados pelas preocupações relativas à demanda pela commodity em meio a disputas comerciais entre os EUA e a China. Além disso, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA divulgou relatório no qual reduziu, pelo sétimo mês consecutivo, sua previsão para 2019 do consumo mundial de petróleo.

BB Seguridade

A BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, anunciou lucro líquido ajustado de R$ 1,078 bilhão no segundo trimestre, aumento de 18,5% ante o registrado no mesmo período de 2018, de R$ 909,966 milhões. A seguradora confirmou a revisão de guidances para cima, conforme antecipou a Coluna do Broadcast no dia 17 de julho. A companhia atrela à mudança em suas projeções ao fato de ter superado as metas traçadas na primeira metade do ano. A BB Seguridade espera que seu lucro líquido ajustado cresça de 8,0% a 13,0% neste ano frente a 2018 e não mais de 5,0% a 10,0%. No primeiro semestre, a alta foi de 15,1%.

Além disso, a BB Seguridade informou também que distribuirá R$ 1,778 bilhão de dividendos, equivalente a R$ 0,896572939 por ação. O montante equivale a 85% do lucro líquido apurado no primeiro semestre de 2019, acrescido do saldo de dividendos prescritos relativos a exercícios passados.

Gerdau

Antes da divulgação de seu balanço, aguardado para hoje, a Gerdau informou revisão de seu plano de investimentos este ano. Conforme fato relevante publicado na imprensa, a siderúrgica alterou a previsão (guidance) de desembolso de capex de R$ 2,2 bilhões para R$ 1,84 bilhão, “devido ao ritmo atual de investimentos”.

A companhia afirma que mantém inalterada a estimativa de R$ 7,1 bilhões de desembolso para o período de 2019 a 2021.

Engie

A Engie Brasil encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 385,4 milhões, o que corresponde a queda de 34,6% ante o apurado em igual período do ano passado. Com isso, no acumulado do semestre, o resultado alcançou R$ 950,9 milhões, montante 11,8% menor que o apurado nos primeiros seis meses do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) somou R$ 1,052 bilhão entre abril e junho, queda de 13,7% frente o registrado nos mesmos meses do ano passado. A margem Ebitda recuou 8,8 pontos porcentuais, para 48,3%. No ano até junho, o Ebitda ficou em R$ 2,264 bilhões, praticamente estável (+0,1%) ante o verificado no mesmo período de 2018.

Cesp

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou prejuízo líquido de R$ 4 milhões no segundo trimestre de 2019 ante lucro líquido de R$ 340,989 milhões apurado no mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 192,745 milhões entre abril e junho, uma queda de 61% ante igual etapa de 2018. O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 218,592 milhões, um aumento de 114% ante um ano.

O prejuízo foi na contramão das projeções de mercado, que apontavam para um lucro de R$ 73,6 milhões, segundo a média das projeções de cinco casas consultadas pelo Prévias Broadcast. O Ebitda ficou 10% abaixo dos R$ 214,3 milhões, segundo a média das projeções de três casas (BTG Pactual, JPMorgan, Safra).

A empresa anunciou também alterações em sua diretoria. Fabio Zanfelice, que estava no cargo de diretor presidente, passa a ser presidente do conselho de administração da companhia, no lugar de João Schmidt, que renunciou ao cargo. Para o cargo de diretor presidente, foi eleito Mario Bertoncini, que também exercerá o cargo de diretor de Relações com Investidores. Ele deixa de ser o diretor Financeiro da Cesp. Para esta função, foi escolhido Marcelo de Jesus.

Iguatemi

A Iguatemi reportou lucro líquido de R$ 60,1 milhões no segundo trimestre de 2019, recuo de 0,8% em relação ao mesmo período de 2018. O Ebitda atingiu R$ 137,6 milhões, aumento de 3,9%. A margem Ebitda caiu 2,3 pontos porcentuais, para 73,4%. O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) foi de R$ 91,6 milhões, crescimento de 4,3%. A margem FFO baixou 1,4 ponto porcentual, para 48,8%.

O lucro ficou 9,7% abaixo dos R$ 66,6 milhões previstos por analistas, conforme a média das projeções de oito instituições consultadas pelo Prévias Broadcast. Os cálculos do mercado para o lucro líquido da Iguatemi oscilavam entre R$ 60 milhões e R$ 72 milhões. Portanto, o lucro apresentado pela companhia bateu com estimativa mais baixa.

Já os demais indicadores – Ebitda, FFO e receita líquida – ficaram dentro das previsões.

Sucroalcooleiras

A Raízen, joint venture entre Shell e Cosan, fechou acordo com Femsa Comercio, pelo qual o braço de varejo do conglomerado de origem mexicana adquirirá 50% do capital social da Raízen Conveniências. Segundo o comunicado, o negócio ocorrerá por meio da subscrição de novas ações e também da compra de ações existentes e atualmente detidas pela Raízen Combustíveis no capital social do braço de lojas de conveniência. Para a transação foi considerado um “enterprise value” de R$ 1,122 bilhão, “tendo como premissa a aquisição de participação em uma empresa livre de quaisquer dívidas ou caixa”.

E por falar em etanol, a China está em fase de aprovação de nova lei obrigando o uso de 10% do combustível na gasolina local. A informação foi dada ao secretário paulista Gustavo Junqueira e ao presidente do Conselho Deliberativo da Unica, Marcelo Ometto, em Pequim, anteontem – durante conversa com a Anfavea local (CAAM). Isso representa 50% do consumo hoje de etanol em todo Brasil.

RD

A RD (Raia Drogasil) registrou um lucro líquido em IFRS 16 de R$ 140,745 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 13% em comparação ao mesmo período do ano passado. A empresa reportou ainda um lucro líquido ajustado de R$ 149,401 milhões, representando uma expansão de 16,1%.

O Ebitda ajustado, em IFRS 16, somou R$ 514,876 milhões, um aumento de 16,7%, com uma margem em relação à receita bruta de 11,6% – estável na comparação anual.

Guararapes

A Guararapes, controladora da rede varejista Riachuelo, registrou lucro líquido de R$ 54,9 milhões no segundo trimestre, 38,4% menor que o reportado no mesmo período de 2018. Desconsiderando os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro líquido teria sido caído 35%, para R$ 57,9 milhões.

O Ebitda ajustado subiu 4,4% no segundo trimestre, para R$ 234,8 milhões. Sem IFRS 16, o Ebitda teria chegado a R$ 173,3 milhões, 22,9% menor que no segundo trimestre de 2018.

Arezzo

A Arezzo teve lucro líquido de R$ 40,568 milhões no segundo trimestre deste ano, uma alta de 22,5% em relação ao mesmo período de 2018. Com os ajustes feitos levando-se em conta as regras contábeis IFRS 16, o lucro trimestral foi de R$ 42,356 milhões, crescimento de 27,9%. No primeiro semestre, o lucro foi de R$ 63,709, aumento de 5,8%, sem o IFRS 16.

O Ebitda fechou o trimestre em R$ 68,989 milhões, avanço de 22%. Com o IFRS 16, o indicador cresceu 4%, a R$ 58,818 milhões. No semestre, o Ebitda chegou a R$ 123,571 milhões, alta de 27%. Com IFRS 16, o aumento foi de 6,5%, a R$ 103,683 milhões.

Outras notícias

O Margan Stanley elevou a recomendação das ADRs de Itaú Unibanco de Equal-Weight (na média do mercado) para Overweight (acima da média do mercado), com aumento do preço-alvo de US$ 9,50 para US$ 13,50, o que implica em potencial de alta de 51% em relação ao fechamento de ontem. Além disso, o banco americano elevou também a recomendação das ações do Santander Brasil de Equal-Weight para Overweight.

Ainda no setor financeiro, o Banco Pan fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 117,7 milhões, crescimento de 22% em relação ao lucro de R$ 96,1 milhões do primeiro trimestre de 2019 e alta de 179% frente ao lucro de R$ 42,2 milhões do mesmo intervalo de 2018. No documento entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Pan diz ser este o melhor resultado registrado pela instituição.

FONTE: AE BROADCAST

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