Nova Futura Investimentos 09 de setembro de 2019 4 minutos lendo
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Banco do Brasil, Suzano, Qualicorp e Marfrig

09 de setembro de 2019   -   4 minutos lendo

Economia e Mercados – Corporativo

Após a primeira semana de setembro começar com ganhos no Bolsa brasileira, a segunda-feira inicia com o mercado de olho nos movimentos altistas no exterior, de olho em possíveis estímulos de bancos centrais. Entre os destaques, a Petrobras mais uma vez volta ao centro das atenções, após o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltar a defender a privatização da companhia, mas ressaltou que o assunto é “mais complexo” e que será visto “mais à frente”. Fique de olho também em Banco do Brasil, Marfrig e Qualicorp.

No final da sexta-feira, Guedes aproveitou entrevista coletiva sobre o acordo comercial do setor automotivo com a Argentina, no Rio, para defender a aceleração da privatização das empresas estatais.

“Por mim, acho que devemos privatizar todas as estatais”, afirmou Guedes, ressaltando que os “monopólios” da Petrobras atrasaram a exploração e produção de petróleo no País.

No que se refere à cessão onerosa, as empresas que vencerem o leilão das áreas do megaleilão da cessão onerosa, no dia 2 de novembro, deverão entrar em acordo com a Petrobras em até 18 meses, contados a partir de 31 de março de 2020. Esse acordo de coparticipação deverá ser submetido à aprovação da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

O prazo de 18 meses já era conhecido, mas a data a partir da qual ele deveria ser contado foi definida na sexta-feira (06), em portaria publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em edição extra do Diário Oficial da União.

Além disso, a petrolífera informou que a Corte de Apelações do Segundo Circuito confirmou a decisão que aprovou o acordo para encerrar a Class Action contra a Petrobras nos Estados Unidos. Assim, o acerto não está mais sujeito a qualquer recurso na justiça norte-americana.

No exterior, o que era para gerar cautela entre os investidores nesta segunda-feira, acarretou em expectativas por novos estímulos. Após a China divulgar números abaixo do esperado de sua balança comercial neste fim de semana, com destaque para queda de 1% nas exportações em agosto, na comparação anual, as bolsas ao redor do mundo operam em leve alta, com o mercado otimista de que os dados fracos levem a uma nova rodada de estímulos dos bancos centrais globais.

Na contramão, a Bolsa de Londres recua pressionada pelo avanço da libra esterlina – o que acaba pesando nas ações de empresas exportadoras – após o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, dizer em coletiva de imprensa que acredita ser possível fechar um acordo do Brexit com a União Europeia até 18 de outubro. A data final para o Brexit é 31 de outubro.

Banco do Brasil

O Banco do Brasil confirmou que no âmbito dos estudos relacionados à otimização de seus negócios e investimentos, vem analisando alternativas para incrementar sua atuação no segmento de mercado de capitais, o que pode incluir a reorganização da estrutura de seu Banco de Investimentos e eventual constituição de parcerias complementares à sua atuação nesse mercado.

Conforme antecipou o Broadcast, o BB e o UBS avançaram nas negociações para constituírem uma joint venture no segmento de banco de investimento.

Suzano

A agência de classificação de risco Fitch reafirmou o rating da Suzano em BBB-, mas revisou sua perspectiva de estável para negativa.

Para a Fitch, a Suzano tem forte posição comercial, com estrutura de custos de produção muito competitiva. Contudo, a agência de classificação de risco considera que a empresa enfrentará “dificuldade para reduzir sua dívida líquida de US$ 13,7 bilhões em junho de 2019 para US$ 10 bilhões até o final de 2021, o que levou à revisão de perspectiva.

Qualicorp

O novo presidente da Qualicorp deve ser anunciado assim que for aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a compra de 10% da empresa pela rede de hospitais D’Or São Luiz. Está quase certo que o escolhido será Bruno Blatt, hoje executivo da Rede d’Or, apontou o colunista Lauro Jardim, do O Globo.

Marfrig

De acordo com a Coluna do Broadcast, Marcos Molina, sócio-fundador e dono da maior participação na Marfrig, está se preparando para o momento da venda da fatia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na companhia e já bate na porta dos bancos atrás de financiamento. O executivo quer garantir os recursos para adquirir a parte do banco de fomento e está “batendo na porta” das principais instituições financeiras.

Em sua peregrinação, já teria ido ao JPMorgan, Bradesco e Santander. O executivo detém 36,43% de participação na Marfrig, por meio da holding MMS Participações. O BNDES é seu maior sócio, com uma fatia de 33,74%, que deverá ser colocada à venda como parte da estratégia já anunciada de desinflar o braço de participações do banco, o BNDESPar.

FONTE: AE BROADCAST

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