Nova Futura Investimentos 30 de outubro de 2019 7 minutos lendo
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Pão de Açúcar, Cielo, Magazine Luiza e outras

30 de outubro de 2019   -   7 minutos lendo

Em dia de decisões do Copom e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre juros, os investidores começam a manhã desta quarta-feira dividindo as atenções também entre os números trimestrais do Santander, que deve ser divulgado em instantes, e da Gerdau, que acaba de anunciar queda de 63,5% no lucro líquido consolidado, para R$ 289 milhões. Segundo analistas já estão precificados os cortes de 0,50 ponto porcentual da Selic, para 5% ao ano, e de 0,25 ponto porcentual nos taxas dos Fed funds.

Na agenda de balanços, após o fechamento do mercado serão conhecidos os resultados trimestrais de Pão de Açúcar, destaque de queda no pregão de ontem, além de B2W, Lojas Americanas, Cesp, Odontoprev e Arezzo.

Cielo

Destaque entre os balanços da noite de ontem, os analistas ainda se perguntam quando virá a recuperação da Cielo, que reportou lucro líquido ajustado de R$ 362,4 milhões e o Ebitda de R$ 724,3 milhões no terceiro trimestre, ambos abaixo das projeções. No mercado, a média das estimativas indicava lucro de R$ 416 milhões e Ebitda de R$ 760 milhões.

Apesar de classificar o resultado como “negativo”, os analistas Daniel Federle, Marcelo Telles, Felipe Cheng, Otavio Tanganelli e Juan Pablo Alba, do Credit Suisse, ainda esperam que a inversão nos números ocorra em 2020. Na visão do Credit, o movimento de reprecificação da base de clientes da Cielo deve continuar pressionando a rentabilidade da companhia nos próximos trimestre a despeito de sinais de estabilidade nas ofertas mais recentes aos microempreendedores.

Para o diretor de renda variável da Eleven Financial, Carlos Daltozo, e os analistas Tatiana Brandt e Raul Grego, os resultados da empresa controlada por Bradesco e Banco do Brasil seguiram “ladeira abaixo”. Apesar de acelerar o crescimento do volume financeiro capturado em suas maquininhas, a casa aponta que a empresa não conseguiu reverter a expansão em maiores receitas e viu sua rentabilidade cair ainda mais enquanto que seus custos continuam crescendo. Diante disso, a Eleven espera que a inflexão ocorra apenas em 2021 e não mais no próximo ano. A própria gestão da Cielo, comandada por Paulo Caffarelli, havia prometido o feito para o ano que vem.

Para os analistas do Citi, sem dúvida os resultados fracos e abaixo das expectativas devem repercutir hoje nas ações da empresa. De acordo com os analistas Felipe Gaspar Salomao e Jörg Friedemann, deve pesar ainda o fato de que alguns investidores esperavam uma aceleração na adição líquida de clientes no período frente ao segundo trimestre, o que não se concretizou.

Magazine Luiza

Olho também em Magazine Luiza, que encerrou o pregão de ontem liderando entre as baixas pouco antes de reportar lucro líquido de R$ 235,1 milhões no trimestre – considerando os efeitos da norma contábil IFRS 16. No critério ajustado, o lucro líquido teria sido de R$ 136,3 milhões e o Ebitda ajustado ficou em R$ 300,7 milhões, ou seja, 7,8% maior na comparação anual.

Os lucros, tanto o contábil quanto o ajustado, vieram consideravelmente acima das expectativas do mercado. O Ebitda também foi maior que as estimativas no critério contábil, mas abaixo no ajustado.

EcoRodovias

A EcoRodovias encerrou o terceiro trimestre com um prejuízo líquido de R$ 408,6 milhões, revertendo o ganho de R$ 91,7 milhões registrado em igual período do ano passado. A cifra considera os valores referentes ao acordo de leniência firmado entre concessionárias do grupo e o Ministério Público Federal (R$ 400,0 milhões) e também o que foi assinado com ex-executivos da companhia que colaboraram com as autoridades públicas (R$ 66,8 milhões).

Desconsiderado o efeito dos acordos, contabilizados na rubrica “Outras Receitas/Despesas”, o lucro líquido da companhia foi de R$ 58,2 milhões, 36,5% abaixo do verificado um ano antes. Em release de resultados, a companhia descreve que a queda da ordem de 30% foi influenciada pelo resultado financeiro, devido a fatores como o início da contabilização da variação monetária sobre direito de outorga da Eco135 e custos de provisão para manutenção por causa do começo da operação da Eco135 e da Eco050 (MGO).

Renova

A Renova Energia foi atuada pela Receita Federal com base na Operação Descarte, questionando apuração de cálculo de impostos “supostamente devidos”. A companhia diz que tomou conhecimento do auto de infração e que vai analisar.

A autuação é por não comprovação de despesas, falta de recolhimento do IRPJ sobre a base de cálculo estimada e a não comprovação de custos e despesas operacionais, nos valores de R$ 8.036.715,86 a em IRPJ, R$ 2.893.217,69 em CSLL e R$ 78.387.828,86 em IRRF, incluindo multas e juros.

Multiplan

A empresa de shopping centers Multiplan apresentou um lucro líquido de R$ 121,525 milhões no trimestre, desempenho 4,4% superior ao reportado no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, o desempenho foi puxado pelo aumento da receita, parcialmente compensado pelo crescimento da depreciação devido à recente aquisição do BH Shopping e pelo efeito das despesas de remuneração baseadas em ações. Excluindo a conta de remuneração baseada em ações, o lucro líquido teria aumentado 12,0% chegando a R$ 132,2 milhões.

O Ebitda somou R$ 235,072 milhões no terceiro trimestre, uma expansão de 3,4% na comparação com igual intervalo do ano passado. A margem Ebitda foi de 71,5%, queda de 3,2 pontos porcentuais. O Ebitda ficou em linha com a média das estimativas, de R$ 234,5 milhões.

Smiles

A Smiles Fidelidade registrou um lucro líquido de R$ 149,5 milhões no terceiro trimestre deste ano, cifra 29,5% inferior à reportada no mesmo intervalo de 2018. No critério ajustado, que exclui efeitos extraordinário do terceiro trimestre de 2018 (R$ 38,1 milhões, referentes a créditos fiscais extemporâneos de imposto de renda, contribuição social, PIS e COFINS), a queda teria sido de 2,5%.

O Ebitda somou R$ 205,8 milhões, queda de 11%. A margem Ebitda atingiu 73,7%, representando uma retração de 14,1 pontos porcentuais na comparação anual.

Petrobras

A Petrobras avalia a formação de duas novas empresas para oferecer os seus controles no mercado de capitais. Uma delas formada por gasodutos de escoamento, que interligam plataformas à costa – as Rotas 1,2 e 3. A outra reunirá usinas térmicas que não são consideradas estratégicas pela estatal.

Nos dois casos, a ideia é manter participação acionária relevante, porém minoritária, segundo a diretora de Refino e Gás Natural, Anelise Lara, que participou da OTC 2019. “Vamos ao mercado buscar outros parceiros, no mercado de capitais provavelmente”, afirmou Lara, complementando que a empresa “vai precisar de tempo para conseguir fazer tudo isso.”

Oi

A demora para a definição das regras do leilão da internet de quinta geração (5G) esfriou o ímpeto do mercado brasileiro de telecomunicações, que vinha dando sinais de que iria iniciar um grande movimento de fusões e aquisições. Em vez disso, as operadoras Vivo, TIM e Claro decidiram colocar em compasso de espera suas ofertas potenciais para a compra das redes móveis da Oi, conforme apurou o Broadcast com fontes de mercado.

Um dos principais ativos da rede móvel da Oi que atrai as concorrentes são as frequências – espécie de “rodovias” por onde trafegam dados e voz. Quanto mais frequência, melhor para cada operadora, pois esse ativo é essencial para ampliação da capacidade de cobertura, representando um diferencial competitivo importante.

Neste momento, Vivo, TIM e Claro estão aguardando a definição dos custos e das regras de exploração das frequências que serão oferecidas no leilão de 5G, previsto para 2020, embora sem data. Ou seja, elas estão calculando o que sai mais em conta: comprar as redes móveis da Oi e levar junto as frequências, ou arrematar estes ativos por meio do leilão.

Copel

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) lançou um novo Programa de Demissão Incentivada (PDI). A companhia estima gastar R$ 85 milhões em indenizações, e afirma que a potencial redução das despesas é de R$ 142,1 milhões ao ano a partir de 2020.

O programa ficará aberto a adesões entre os dias 1º e 15 de novembro, e será destinado a empregados que tenham no mínimo 55 anos de idade e 25 anos de Copel. Segundo a empresa, 492 pessoas se enquadram nestes requisitos atualmente. Caso o orçamento estimado não seja totalmente atingido, a Copel vai abrir uma segunda fase do PDI, entre 16 e 30 de novembro, que vai possibilitar a adesão dos demais empregados até o atingimento do valor pretendido em indenizações.

Outras notícias

O conselho de administração da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) aprovou a realização da 8ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em até quatro séries no valor inicial de R$ 400 milhões para distribuição pública. O valor poderá ser elevado com eventual exercício da opção de debêntures adicionais.

O conselho de administração da Grendene aceitou a renúncia de Francisco Olinto Velo Schmitt aos cargos de diretor Administrativo e Financeiro e de Relações com Investidores. Para os dois primeiros postos, foi eleito o diretor presidente, Rudimar Dall’Onder. Já para a diretoria de RI, foi escolhido Luís Antônio Moroni. Eles ficam nos cargos até a reunião do conselho para apreciar os números de 2021, que será realizada em 2022.

FONTE: AE BROADCAST

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