Nova Futura Investimentos 19 de fevereiro de 2020 9 minutos lendo
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Mais um capítulo do caso IRB com seu balanço e outros resultados

19 de fevereiro de 2020   -   9 minutos lendo

A quarta-feira começa recheada de balanços corporativos, com o ressegurador IRB Brasil Re anunciando lucro líquido de R$ 632 milhões no quarto trimestre do ano passado, salto de 69,4% em relação ao mesmo período de 2018, de R$ 373 milhões. O resultado vem em meio ao imbróglio com a gestora carioca Squadra, que publicou duas cartas a cotistas nas últimas semanas questionando a recorrência dos resultados da companhia.

Sem mencionar a “briga”, o ressegurador anunciou a contratação de um novo auditor para seus números e ainda detalha ponto a ponto cada questionamento feito pela gestora. Agora, além da PWC, a EY (Ernst & Young) também fez a auditoria atuarial.

A despeito dos questionamentos, o ressegurador entregou os guidances de desempenho do ano passado. Para 2020, a companhia aumentou a quantidade de metas, como já havia sinalizado em uma tentativa de responder as dúvidas levantadas no mercado e ser mais transparente. Para este ano, a empresa prevê expansão de 22% a 27% nos prêmios emitidos no Brasil e de 23% a 28% no exterior neste ano frente a 2019.

Os analistas do UBS Mariana Taddeo e Kaio Prato ressaltaram que a empresa melhorou sua divulgação, mas apresentou baixa qualidade nos resultados. Segundo eles, houve melhora no índice de perdas, mas crescimento de prêmios abaixo do esperado. Mariana e Prato destacaram ainda que o avanço do lucro ocorreu principalmente devido “ao crédito tributário diferido sobre perdas no exterior”, de R$ 146 milhões. Ainda assim, o banco manteve a recomendação para o papel da empresa em compra.

O ressegurador IRB Brasil Re informou ainda a venda de participação em três shoppings no quarto trimestre. No ano, acrescentando um quarto negócio já feito, o ganho de capital líquido obtido pela companhia foi de R$ 103,4 milhões. Há pouco, a companhia anunciou recompra de 41.898.920 de ações (5% do total em circulação) para manutenção em tesouraria, conforme antecipado pelo Broadcast. O movimento ocorre após os papéis da companhia amargarem queda de mais de 19% somente no mês de fevereiro, impactados pelos questionamentos da Squadra.

Telefônica Brasil

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, apresentou ligeiros avanços no faturamento e no lucro operacional no fim de 2019, devido à expansão da receita de serviços móveis e ao corte de custos, conforme balanço publicado há instantes. No entanto, a companhia sofreu uma queda no lucro líquido em função do maior pagamento de impostos – relacionado à menor declaração de juros sobre capital próprio no período – e maiores gastos com depreciação dos ativos.

A Telefônica reportou lucro líquido recorrente contábil de R$ 1,396 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 9,9% na comparação com o mesmo período de 2018. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente contábil somou R$ 4,839 bilhões, alta de 17,1% na comparação entre os mesmos períodos.

Em relação ao setor de telecom, a Agência nacional de Telecomunicações (Anatel) conseguiu voltar atrás em uma decisão de 2018 e diminuir o reajuste do custo das ligações de telefones fixos para móveis e entre celulares de operadoras diferentes. Mesmo com a resistência de parte das empresas, o órgão regulador decidiu por um aumento menor das chamadas “tarifas de interconexão” (VU-M, de Valor de Uso da Rede Móvel) que entraria em vigor no dia 24.

RD e GPA

A RD informa que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a implementação da associação entre a RD e a Companhia Brasileira de Distribuição (GPA), com a criação da Stix Fidelidade – que vai oferecer o acúmulo e regaste de pontos no varejo. Segundo a empresa, não houve a apresentação de qualquer oposição por terceiros, o que possibilita o fechamento da operação. No momento, informa, a Stix trabalha no desenvolvimento da operação e parcerias estratégicas, objetivando seu lançamento para o segundo semestre de 2020.

Em novembro, quando a joint venture foi anunciada, as ações de ambas as empresas subiram mais de 1%, com analistas destacando que as sinergias entre as duas companhias podem alavancar o novo negócio, com destaque à complementariedade do mix de produtos oferecidos por cada companhia, diversificação geográfica e número elevado de lojas, “possibilitando uma rápida penetração da nova companhia”.

JBS

A JBS informa que sua subsidiária indireta, a JBS USA, celebrou um acordo de aquisição de participação acionária com a Empire Packing Company, L.P. para adquirir unidades produtivas de case ready e a marca Ledbetter por um total de US$ 238 milhões. Com a operação, a JBS dá mais um passo para ampliar sua atuação e diversificação nos Estados Unidos. A Ledbetter é uma marca de carnes embaladas com cortes prontos para o preparo. As ações de JBS têm se beneficiado – com destaque para as altas nesta semana – em meio a reabertura da China para importar carnes dos EUA.

EcoRodovias

A Ecorodovias Infraestrutura e Logística registrou lucro de R$ 79,2 milhões no quarto trimestre de 2019, aumento de 40% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado se refere à controladora da companhia. O lucro recorrente somou R$ 90,9 milhões, alta de 28,6% na comparação anual. Neste caso, o lucro exclui provisões dos acordos de leniência e com os ex-executivos da empresa, que foi alvo de investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Engie

A geradora Engie reportou redução de 18,9% no lucro líquido do quarto trimestre de 2019 frente ao mesmo período de 2018, para R$ 617,5 milhões. O lucro ficou 10% abaixo das projeções do mercado obtidas pelo Prévias Broadcast. O Ebitda da companhia, por sua vez, cresceu 21,6% em igual intervalo de comparação, alcançando R$ 1,317 bilhão. Já a geração de caixa medida pelo Ebitda reportado pela Engie foi superior a média das projeções, com as estimativas apontando para um Ebitda de R$ 1,224 bilhão, enquanto o resultado ficou 8% acima deste número.

EDP Energias do Brasil

A EDP Brasil registrou lucro líquido de R$ 499,2 milhões no quarto trimestre de 2019, redução de 4,7% em relação aos R$ 524,09 milhões obtidos em igual intervalo de 2018. No critério ajustado, o lucro da EDP ficou em R$ 315,952 milhões, crescimento de 25,5% na mesma base de comparação. O lucro superou em 146% a média das projeções obtidas pelo Prévias Broadcast. O conselho de administração da EDP Energias do Brasil aprovou dividendos de R$ 0,6097 por ação ON da companhia, equivalente a R$ 368,806 milhões.

Minerva

A Minerva Foods reportou lucro líquido de R$ 243,6 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo prejuízo de R$ 92,1 milhões registrados em igual período de 2018. No ano, o lucro líquido acumulado foi de R$ 16,2 milhões, após prejuízo de R$ 1,264 bilhão em 2018. O Ebitda ajustado somou R$ 603,3 milhões entre outubro e dezembro, aumento de 30,4% ante igual trimestre do ano anterior e recorde para a empresa.

A Minerva informou uma nova política no pagamento de dividendos. De acordo com a empresa frigorífica, no exercício social em que o índice de alavancagem da companhia for igual ou inferior a 2,5 vezes, será proposto o pagamento de proventos, a título de dividendo obrigatório e a título de dividendo adicional, de no mínimo 50% do lucro líquido ajustado.

Iguatemi

A Iguatemi, dona participações em 16 shopping centers e três torres comerciais, teve lucro líquido de R$ 111,8 milhões no quarto trimestre de 2019, montante 47% maior do que no mesmo intervalo de 2018. O salto foi impulsionado pela venda de shoppings, volume recorde de luvas e corte de despesas financeiras, segundo balanço publicado há instantes.

O lucro ficou 41% acima da média das projeções de sete instituições financeiras consultadas pelo Prévias Broadcast. Além disso, a empresa aprovou a distribuição de R$ 150 milhões em dividendos. A decisão será submetida à Assembleia Geral Ordinária a realizar-se em 16 de abril. O colegiado aprovou ainda, a título de antecipação, dividendos de R$ 37,5 milhões.

Smiles

A Smiles teve lucro líquido de R$ 179,5 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 9,1% ante o mesmo período de 2018. Em todo o ano passado, o lucro da companhia foi de R$ 626,7 milhões, queda de 3%. O Ebitda chegou a R$ 235,4 milhões entre outubro e dezembro, número 14,8% maior que o apurado um ano antes. Em 2019, o indicador somou R$ 792,7 milhões, alta de 4,4% ante 2018. A margem Ebitda da Smiles passou de 73,5% para 92,9% em um ano.

Petrobras

O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) suspendeu até 06 de março as demissões na Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná, anunciadas pela Petrobras no dia 14 de fevereiro. A fábrica possui 396 empregados diretos e, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), mais 600 indiretos.

O fechamento da Ansa e as demissões foram o estopim para que os petroleiros entrassem em greve no dia 1º deste mês, com adesão de cerca de 21 mil petroleiros, atualmente. Em meio a isto, surgiram rumores de que a estatal teria que importar combustível. Já a empresa diz que a produção não tem sido afetada. Segundo Felipe Kury, diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os estoques de combustíveis no Brasil, que podem compensar uma queda da produção da Petrobras caso a greve dos petroleiros avance, são suficientes para garantir o abastecimento da população pelo prazo de oito a dez dias, em média.

Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) prevê investimentos de R$ 10,4 bilhões para o período de 2020 a 2024. Para o ano de 2020, a projeção é de R$ 2,011 bilhões em investimentos. Desse total, R$ 1,667 bilhão para a área de distribuição, R$ 95 milhões para geração e R$ 249 milhões para o setor de transmissão.

Weg

A Weg anunciou há pouco que registrou lucro líquido de R$ 500,4 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 49,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Em todo o ano passado, o lucro totalizou R$ 1,6 bilhão, expansão de 20,6% ante 2018. Já o Ebitda da companhia somou R$ 666,4 milhões no quarto trimestre, avanço de 36% em um ano. Em 2019, esse mesmo indicador ficou em R$ 2,244 bilhões, acréscimo de 23,1% em relação a 2018. A companhia informou ainda que pagará dividendos complementares de R$ 351.891.998,41, correspondente a R$ 0,167761411 por ação.

Outras notícias

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou um total de R$ 249 mil em multas e penas de advertência em dois casos envolvendo ofertas irregulares de investimento em empreendimentos hoteleiros de incorporadoras controladas pela Helbor.

A Triunfo divulgou os dados operacionais prévios referentes ao mês de janeiro de 2020. A empresa registrou aumento de 4,4% no tráfego total das rodovias administradas por suas concessionárias, para 12,196 milhões de veículos.

O Banco Pine obteve prejuízo de R$ 24 milhões no quarto trimestre de 2019, perdas três vezes menores que os R$ 75 milhões de um ano antes. No ano, o prejuízo acumulado foi de R$ 118 milhões, quase o dobro dos R$ 60 milhões de 2018.

A Klabin realizou o pagamento antecipado de linhas de crédito referentes a operações de pré-pagamento de exportação no montante total de US$ 590 milhões, cujo prazo médio de vencimento era inferior ao prazo médio de dívida da Klabin.

FONTE: AE BROADCAST

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