Nova Futura Investimentos 14 de fevereiro de 2020 5 minutos lendo
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Fique atento à temporada de resultados com destaque para BTG e JHSF

14 de fevereiro de 2020   -   5 minutos lendo

O setor bancário, que tem chamado a atenção nos últimos dias em meio a balanços corporativos robustos, deve continuar no foco do mercado nesta sexta-feira. Hoje pela manhã, o BTG Pactual informou que seu lucro líquido no quarto trimestre atingiu R$ 1,179 bilhão, mais do que o dobro do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Em 2019 o lucro foi de R$ 3,828 bilhões, crescimento de 62,1% ante o observado em 2018. Fique de olho também em Usiminas, Rumo, B3, Sabesp, BMG, JHSF, Grendene e construtoras.

Um dos impulsos para o resultado foi o banco de investimento, diante da retomada do mercado de capitais no Brasil. A receita dessa unidade dobrou no ano para R$ 948,8 milhões, recorde desde a abertura de capital do banco, em 2012. Além disso, o retorno anualizado, o ROAE, ficou em 19,1% no intervalo, ante 15% há um ano e de 20,8% observado no três meses anteriores.

Bradesco, Itaú Unibanco e Banco do Brasil registraram ganhos após anunciar números considerados positivos pelos analistas, com destaque para o crescimento da carteira de crédito para pessoa física.

Por outro lado, o desempenho das ações tem sido afetado pelas preocupações vindas do exterior, sobretudo relacionadas à disseminação do coronavírus na China. O número atualizado de mortos subiu para 1.380. Enquanto isso, a questão comercial sino-americana volta às atenções, uma vez que a China deve reduzir pela metade tarifas sobre US$ 75 bilhões em importações dos EUA hoje, como parte do acordo comercial bilateral de “fase 1” assinado no mês passado. Os futuros de Nova York operam em leve alta, enquanto as bolsas europeias não definem tendência única.

Usiminas

A Usiminas viu seu lucro líquido referente ao quarto trimestre do ano cair 33% na relação anual para R$ 268 milhões. O resultado, contudo, reverteu prejuízo de R$ 139 milhões observado no terceiro trimestre do ano passado. No ano, o resultado da siderúrgica mineira caiu mais do que pela metade (-55%) para R$ 377 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Usiminas ficou em R$ 469 milhões no intervalo de outubro a dezembro do ano passado, recuo de 44% ante o visto um ano antes. As vendas de aço da Usiminas caíram 2% no trimestre para 1,009 milhão de toneladas na comparação anual. Já as vendas de minério de ferro cresceram 65%, somando 2,495 milhões de toneladas em um ano.

Rumo

A Rumo registrou lucro líquido de R$ 202 milhões no quarto trimestre de 2019, montante 47,6% maior que o reportado em igual intervalo do ano anterior. Os números foram impactados pelo reconhecimento do contrato de subconcessão da Malha Central (Ferrovia Norte-Sul), assinado em 31 de julho. Para 2020, a previsão é de que o Ebitda fique numa faixa entre R$ 4,150 bilhões e R$ 4,650 bilhões, ante R$ 3,829 bilhões em 2019.

B3

A B3 atingiu volume financeiro diário no mercado de ações de R$ 23,303 bilhões em janeiro de 2020, número 38,3% maior que no mesmo mês de 2019. Na comparação com dezembro, a alta foi de 1,7%. O número de investidores ativos chegou a 1,852 milhão, alta de 110,5% em um ano, e de 9,6% na comparação com o mês anterior. A Bolsa informou ainda que reduzirá a partir de segunda-feira, o tamanho do lote-padrão de negociação de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) não patrocinado Nível I, de 100 unidades para 10, com o intuito de aproximar o volume financeiro total ao do lote-padrão do mercado de ações.

Sabesp

A Câmara Municipal de Diadema, na Grande São Paulo, aprovou Projeto de Lei que autoriza convênio de cooperação entre a prefeitura e o governo do Estado para que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) possa tratar os resíduos sólidos urbanos da cidade. Isso abrange a destinação final do lixo e reaproveitamento em geração de energia. A companhia afirma que este é um passo na direção de diversificar os serviços oferecidos.

BMG

O Banco BMG registrou lucro líquido de R$ 163 milhões no quarto trimestre de 2019, valor quatro vezes maior que os R$ 40 milhões apurados no mesmo período de 2018. No ano, a instituição financeira acumulou ganhos de R$ 367 milhões, mais que o dobro dos R$ 171 milhões de 2018. O BMG também divulgou projeções para alguns de seus indicadores para o ano de 2020. O principal é o crescimento da carteira de crédito esperado pelo banco, entre 30% e 40%.

JHSF

A administradora de shopping centers JHSF registrou lucro líquido de R$ 211 milhões no quarto trimestre de 2019, valor quase 3 vezes maior que os R$ 70,9 milhões apurados um ano antes. Em todo o ano passado, a companhia teve ganhos de R$ 326,7 milhões, mais de 6 superior ao lucro de 2018. O Ebitda reportado pela JHSF somou R$ 312,2 milhões entre outubro e dezembro, crescimento de 58,3% comparado ao mesmo período de 2018.

Grendene

A Grendene reportou lucro líquido de R$ 210 milhões no quarto trimestre de 2019, queda de 16,4% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. No ano, o lucro líquido somou R$ 494,954 milhões, baixa de 15,47% na comparação com 2018. O Ebitda somou R$ 178,1 milhões entre outubro e dezembro, recuo de 8,5% na comparação anual. Em 2019, o Ebitda ficou em R$ 430,8 milhões, montante 17,6% menor que 2018.
A empresa anunciou também pagamento de Juros sobre Capital Próprio de R$ 110 milhões.

Construtoras

A retomada da liberação de recursos para repasses de recebíveis dos clientes de imóveis enquadrados nas faixas 1,5 e 2 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), suspensos desde meados de janeiro, deve começar, nesta segunda-feira, segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. Nas próximas semanas, o governo vai buscar uma “solução definitiva” para o impasse iniciado há um mês, informou o Valor Econômica. Os papéis de MRV Engenharia e Direcional têm registrado ganhos cada vez que uma ação em relação aos repasses do MCMV caminha.

Outras notícias

A empresa de serviços industriais Priner, ex-Mills, precificou sua ação em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em R$ 10, no piso na faixa indicativa de preço, que ia de R$ 10 a R$ 13, conforme antecipou o Broadcast. Com isso, a oferta movimentou R$ 200 milhões. A operação foi vendida apenas no mercado local e testou o modelo de mini-IPO, como foi apelidado dado o seu tamanho, em contraste daqueles que costumam ocorrer no mercado brasileiro. As ações da Priner, com o código PRNE3, estreiam na B3 na próxima segunda-feira, dia 17.

FONTE: AE BROADCAST

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