Nova Futura Investimentos 24 de junho de 2020 5 minutos lendo
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Petróleo, reunião do BCE e Índice de Confiança do Consumidor

24 de junho de 2020   -   5 minutos lendo

Ontem o dia foi de alta nos principais mercados do mundo. O arrefecimento das tensões entre Estados Unidos e China, com o governo Trump se aproximando de um acordo comercial com o país asiático, juntamente com bons dados de atividade econômica no hemisfério norte, trouxeram apetite pelo risco.

Nos Estados Unidos, o anúncio por parte de Steven Mnuchin no que diz respeito a novos estímulos fiscais no mês de julho, juntamente com os dados positivos do PMI, animou os mercados americanos.

Do ponto de vista internacional, Larry Kudlow confirmou a fala do próprio presidente Donald Trump de que um acordo comercial com Pequim continuará de pé.

Todavia, as preocupações em torno de uma segunda onda de covid-19 continuaram a ser um fator que gerou risco, fazendo com que os ganhos não fossem mais expressivos.

Assim, a Nasdaq teve elevação de 0,74%. O S&P 500 e o Dow Jones também subiram em 0,46% e 0,50% respectivamente.

O VIX caiu em 1,86%, a 31,18 pontos evidenciando que os agentes enxergam menos risco em relação ao mercado americano.

As bolsas no velho continente tiveram forte alta com os uma possível calmaria entre Washington e Pequim.

Além disso, os dados do PMI para o continente também foram um fator que impulsionaram as bolsas na região, a evidenciar que a reabertura da economia está gerando resultados.

Assim, os bolsas ignoraram os riscos da segunda onda de coronavírus com Frankfurt a liderar o rali europeu, avançando 2,13%, seguida por Milão, que ganhou 1,86%. Paris teve elevação de 1,39%. Madrid e Londres também subiram em 1,26% e 1,21% respectivamente.

No Brasil, o mercado aumentou o apetite pelo risco seguindo os movimentos do hemisfério norte.

A bolsa ignorou o aumento da queda esperada para o PIB pela agência de classificação de risco Moody’s de 5,2% para 6,2% considerando o aprofundamento dos impactos do covid-19 na economia do país. A classificação de risco do Brasil ficou abaixo do nível de investimento em Ba2, com perspectiva estável.

Além disso, no cenário político, o caso Queiroz continua a escalar, com a Polícia Federal continuando a procurar por sua esposa.

Um fator positivo dos acontecimentos do dia foi o fato da Ata do Copom informar que prevê a possiblidade de aceleração da atividade econômica e da inflação e que os programas de estímulo ao crédito podem mitigar parcialmente os efeitos do covid-19 na economia.

Todavia, ainda há espaço para cortes na taxa de juros a depender das condições econômicas.

Quanto ao mercado de petróleo, os agentes levaram em conta possibilidade da segunda onda fazendo com que os agentes ficassem mais cautelosos aguardado os dados de produção de petróleo.

O Brent fechou com queda de 1,04%, cotado a US$ 42,63 o barril e o WTI tiveram perda de 0,88%, cotado a US$ 40 ,37 o barril.

EUA: índice de preços de imóveis e petróleo

O Office of Federal Housing Enterprise Oversight divulgará o quanto os preços dos imóveis variaram e o indicador de preços para o setor referente ao mês de abril. 

Como se refere a um mês em que boa parte dos negócios ainda não tinham voltado e havia muita insegurança por parte dos agentes quanto à retomada da economia, mesmo os investidores com caixa, preferiram aguardar dados mais concretos em relação a retomada da economia, postergando a decisão de aquisição.

Assim, o mercado espera que os preços do mercado imobiliário, tenha elevação saindo de 0,1% e alcançando 0,3% ao mês em abril. Ao ano, a perspectiva é de que os preços saiam de 5,9% e alcancem 5,7%.

Já o índice de preço dos imóveis, o indicador tem perspectiva de que alcance 288,7 pontos, contra 287,9 em março.

Pelo lado do petróleo, a agência Energy Information Administration divulgará os estoques de petróleo bruto ao longo da semana anterior.

Haja vista a continuidade dos esforços dos membros da OPEP+ em manter os cortes de produção e a expectativa de aumento da demanda por conta da reabertura da economia em muitos países, esperasse que a produção em solo americano seja menor. Além disso, a diminuição de sondas em operação ao fim da semana passada, também pode ser um indicador de que a produção se reduzirá.

Assim, o mercado espera que 299 mil barris sejam produzidos, contra 1,215 milhão produzidos na última observação. 

Já o estoque de petróleo em Cushing, Oklahoma, pode ter seu primeiro aumento de produção após várias semanas de cortes, com esperança de 132 mil barris.

Europa: reunião do BCE e indicadores IFO

Na Europa, os formuladores de política monetária do BCE (Banco Central Europeu). A reunião definirá as perspectivas da autoridade monetária em relação a situação atual da economia europeia e, posteriormente, Lane, Membro da Comissão Executiva do Banco fará seu pronunciamento evidenciando os pareceres da instituição em relação à economia a região. 

O dado ganha ainda mais relevância quando é levado em consideração o risco de uma segunda onda de covid-19 e seus impactos na economia. 

Na Alemanha, o instituto IFO da Alemanha divulgará dados referentes às expectativas e de clima dos negócios para a Zona do Euro.

Começando pelo Índice de Clima, o qual determina a situação dos negócios e as condições da zona do Euro com base na pesquisa de aproximadamente 7.000 empresas.

Levando em conta a reabertura da economia de muitos países da Zona do Euro e com muitos negócios voltando a funcionar, o mercado espera que o indicador de junho chegue a 85 pontos, contra 79,5 em maio.

O indicador de situação atual, que leva em conta as condições atuais dos negócios na Alemanha, sem levar em conta as expectativas futuras, tem esperança de que alcance 84 pontos em junho, contra 78,9 em maio.

A melhora esperada pelo mercado segue a mesma lógica do índice de clima. A reabertura da economia alemã, faz com que os agentes considerem que as condições de negócios melhorem, haja vista a flexibilização das restrições sociais.

Já o índice de expectativas, pode chegar a níveis mais altos, saindo de 80,1 pontos em maio, chegando a 87 pontos em junho.

Brasil: Índice de Confiança do Consumidor (FGV)

No Brasil, o IBRE da Fundação Getúlio Vargas publicará o Índice de Confiança do Consumidor para mês de junho.

Por mais que o Brasil esteja em um processo de reabertura gradual em muitas regiões, o mercado espera queda no indicador saindo de 62,1 para 49,5 pontos.

A queda na renda dos agentes ocasionadas pelo aumento do desemprego e pelo fato de boa parte da população que está emprega estar a receber salários mais baixos, o consumidor ainda pode ter receio, de modo que não ocorram fortes mudanças na demanda.

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