Nova Futura Investimentos 14 de julho de 2020 4 minutos lendo
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Alta da bolsa brasileira e mundial

14 de julho de 2020   -   4 minutos lendo

Na semana passada a bolsa brasileira fechou o pregão com chave de ouro, rompendo o limite dos 100.000 pontos, gerando ganhos para os investidores e recuperando boa parte das perdas acumuladas ao longo do ano.

Todavia, é preciso entender o que está por traz de tal movimento que gera tanto ânimo nos investidores e expectativas de lucro.

A bolsa sobe mesmo com a crise

As bolsas caíram fortemente no mundo inteiro depois que o covid-19 se espalhou. Apesar da letalidade baixa, foi constatado que ele é altamente contagioso. Levando muitos países a fecharem suas fronteiras e tomarem medidas de isolamento.

O fato da economia estar fortemente globalizada e, além disso, com forte dependência da China para produção de bens de capital, impactando diretamente o lado da oferta impedindo que empresas produzissem ou ofertassem produtos. Pelo lado da demanda, as medidas tomadas para conter o avanço da pandemia gerou queda na renda dos agentes por conta do aumento no desemprego.

Assim, os efeitos da crise geraram contração econômica em todos os países do mundo. Além disso pode se estender até 2021 e com a economia voltando aos níveis de antes da crise apenas 2022.

Todavia, mesmo em meio à crise as bolsas internacionais voltaram a níveis elevados, com recorde históricos.

O motivo das bolsas subirem

Inicialmente, a crise gerou muita instabilidade, o risco de uma crise sem precedentes levou os agentes saíres de suas posições em ativos mais arriscados como ações, o que os fez alocarem em ativos mais seguros como ouro e títulos públicos de países desenvolvidos como Estados Unidos e Alemanha.

Entretanto, como medida de estímulo à economia, os bancos centrais e os governos federais realizaram inúmeras medidas expansionistas com o objetivo de amenizar o impacto da crise.

Do ponto de vista monetário, as autoridades monetárias cortaram as taxas de juros em todo mundo, com o objetivo de dar mais liquidez ao sistema financeiro e influenciar os bancos a conceder empréstimos a taxas mais baratas como forma de sustentar o consumo e investimento.

Além disso, muitos bancos centrais começaram a comprar títulos de dívida corporativa, dando liquidez ao sistema financeiro e ajuda às empresas.

Do lado fiscal, foi realizada política de renda para complementar ou gerar renda para pessoas que perderam seus empregos ou que tiveram seu saldo reduzido.

Após a reabertura das economias, no ocidente e nos países da Ásia, as expectativas dos agentes melhoraram com mudança de percepção, isto é, os temores em relação ao contágio se transformaram em alívio, com a ideia de que “o pior já passou” nos países desenvolvidos.

Nesse momento, de melhora de expectativas, o risco percebido por parte dos agentes acabou diminuído e, com as taxas de juros no chão em todo mundo, o valuation dos ativos cotados em bolsa melhoraram e, em contrapartida, os ativos seguros perderam rentabilidade, fazendo com que os agentes migrassem para bolsa. Tal movimento ocorreu no exterior e também no Brasil.

No Brasil

No Brasil, apesar do investidor estrangeiro estar a retirar recursos do país, os investidores locais estão a buscar cada vez mais aplicações em renda variável, a despeito da crise do covid-19 que continua a evidenciar elevados números de contaminação.

Dessa forma, tal migração pode ser evidenciada pelo Boletim de Fundos de Investimento ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). A publicação mostra que houve capitação de R$ 49,5 bilhões de janeiro até junho, com nenhuma saída líquida. Os fundos renda fixa, saída líquida de R$ 95,2 bilhões.

Pois esses números mostram que os agentes, buscaram alocar os seus recursos em ativos mais arriscados, no caso, ações.

Outro fator que precisa ser levado em consideração são os dados econômicos. A maioria dos dados de atividade econômica, apesar de serem típicos de uma crise, eles superaram as expectativas do mercado fazendo com que os agentes melhorassem suas expectativas em relação à economia brasileira.

Ibovespa

Assim, a queda nas taxas de juros, a busca por ativos de mais risco e as perspectivas de que a queda na atividade econômica não seja tão profunda quanto o esperado anteriormente, somado ao fato de que as medidas de auxilio conseguiram sustentar o consumo, gerando bons números para o varejo, fizeram o Ibovespa subir, saindo de 69.729,30 pontos em março e chegando próximo dos 100.000 pontos.

O gráfico acima mostra a valorização do Ibovespa desde seu fundo até o pico ao fim da semana passada.

Apesar da marca de 100.000 pontos ser algo positivo, pois o motivo da alta mostra que as empresas conseguiram ter bom desempenho durante a crise, avanços em reformas e melhora das perspectivas econômicas, devemos levar em consideração que o número em si é uma barreira psicológica que está relacionada a uma barreira psicológica, isto é, os agentes tendem a aumentar suas expectativas quando algum índice chega próximo de um pico histórico, fazendo com que a demanda aumente e, por consequência, os preços subam.

Assim, para evitar que as decisões sejam tomadas apenas por conta dos vieses, é sempre positivo acompanhar os resultado das empresas e os dados econômicos que vão sendo divulgados ao longo do tempo.

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