Nova Futura Investimentos 29 de julho de 2020 4 minutos lendo
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Balança Comercial de Bens, Preços de Importados e outros indicadores

29 de julho de 2020   -   4 minutos lendo

A terça-feira (28) foi, novamente, um dia com os mercados fechando majoritariamente em baixa ao redor do mundo, mediante a espera da coletiva do FOMC de hoje, onde se espera um comportamento dovish por parte do FED.

As bolsas americanas fecharam em queda. Apesar do plano de reaquecimento já estar próximo, o governo encontra resistência por parte da câmera. Nancy Pelosi, juntamente com os demais democratas esperam um projeto mais amplo por parte dos republicanos.

As tensões na política americana, além do crescente número de infectados pelo covid-19 fizeram os mercados fecharem em queda:

A Nasdaq, teve queda de 1,27% O Dow Jones teve retração de 0,77% e o S&P 500 perdeu 0,63%.  O VIX, teve aceleração de 2,83%, a 25,44 pontos.

Na Europa, os mercados fecharam sem direção única, os avanços no número de casos de coronavírus na Espanha, fizeram com que Alemanha e Noruega se unissem ao Reino Unido no que diz respeito a medidas restritivas em relação aos turistas que saem do país.

Madrid, teve correção das perdas do dia anterior, com ganhos de 1,06%. Londres, subiu 0,40%. Milão, fechou em queda de 0,59%. Paris, perdeu 0,22% e Frankfurt, fechou próxima da estabilidade, caindo 0,03%.

Os agentes, no Brasil, seguiram o mau humor de Wall Street com os impasses em relação aos estímulos econômicos. Internamente, a política também pesou. Os partidos DEM e MDB começaram a se afastar de articulações com o presidente Jair Bolsonaro, o que gera expectativa de retorno de instabilidade no governo.

O Ibovespa teve perdas de 0,35%, a 104.109 pontos. O dólar teve retração de 0,02%, muito próximo da estabilidade a R$ 5,15.

O petróleo, fechou em queda mediante o retorno do covid-19 e a possibilidade da demanda pela commodity não se recuperar. O Brent fechou com queda de 0,66%, a US$ 43,61. O WTI teve retração de 1,35%, cotado a US$ 41,04 o barril.

Novos dados nos Estados Unidos

O Bureau of Economic Analysis divulgará os dados referentes à balança comercial para o mês de junho.

Devido a retração da renda do restante do mundo e o aumento da renda dos americanos após a reabertura da economia, o agregado macroeconômico pode ter retração. No entanto, há possibilidade de a redução de junho seja menor que a do mês anterior.

Além disso, o Census Bureau, divulgará os estoques no varejo, com exceção do setor de automóveis. Como a crise atual afetou também a oferta, a queda observada no começo do ano, se refere à impossibilidade dos vendedores ofertarem seus produtos.

A Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos Estados Unidos publicará as vendas pendentes de moradias para o mês de junho. Após, avanço histórico no mês anterior, alcançando crescimento de 44,3%, os agentes esperam que ocorra aceleração de 15%.

A Energy Information Administration divulgará os dados referentes aos estoques de petróleo em terras americanas. Após queda da de 6,829 milhões de barris no setor privado, os dados podem ter desempenho melhor que o esperado.

A expectativa do mercado, é de que o indicador alcance estoques de 357 mil barris, ante 4,892 milhões na semana anterior.

Por fim, o FOMC fará sua declaração determinando a taxa de juros e evidenciando as perspectivas em relação à economia americana.

A expectativa é de a taxa-alvo dos FED Funds continuar em 0,25%, mas os formuladores de políticas poderão fazer algum estímulo para amortecer o impacto da segunda onda de covid-19.

Europa: Preços de importados na Alemanha

A agência Destatis divulgará os preços dos bens importados da Alemanha para o mês de junho.

A recuperação da economia alemã contribui para que aumente a demanda por bens importados, devido ao aumento na renda dos agentes e por conta do retorno da produção de bens e serviços.  

Assim, o mercado espera que os preços tenham aceleração de 0,5% em junho ante 0,3% em maio e que, ao ano, o indicador saia de -7,0% para -5,1%.

Brasil: Contas externas e Índice de Evolução de Emprego

No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará a taxa de desemprego.

Devido a destruição de empregos ter sido menor em relação ao esperado, a taxa pode se elevar sensivelmente. Apesar da queda na atividade econômica, o que gera retração no emprego, a natureza do mercado de trabalho brasileiro somado às políticas de contenção do emprego, fazem com que o indicador tenha considerável demora para resposta.

No entanto, muitos trabalhadores, os que já desistiram ou estão aguardando para voltar a procurar emprego não entram no cálculo, sem evidenciar o que muitas pessoas estão perdendo renda, principalmente no setor informal.

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