Nova Futura Investimentos 15 de setembro de 2020 6 minutos lendo
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Correção nas bolsas e dados de produção industrial no exterior

15 de setembro de 2020   -   6 minutos lendo

A segunda-feira foi de alta para as bolsas do continente americano. Enquanto na Europa, questões geopolíticas pesaram para que os índices não fechassem em direção única. Em Nova York, após quedas consideráveis, os principais indicadores tiveram correção.

Os principais fatores que fizeram as bolsas americanas subirem, a despeito da continuação das desavenças entre Pequim e Washington, com a Casa Branca a anunciar que barrará empresas chinesas que se utilizam de trabalho forçado. Além disso, o vice-presidente americano disse estar contra as posições ditatoriais do país asiático, no que diz respeito à perseguição religiosa e étnica. As notícias quanto ao retorno aos estudos de vacinas e da compra do Tik Tok por parte Oracle, animaram os mercados.

A AstraZeneca e Oxford anunciaram que voltarão a fazer pesquisas e continuarão com os seus procedimentos, para encontrar uma solução contra o covid-19. Como o mercado considera que a aquisição por parte da Oracle pode ser considerada positiva pelo governo americanos, o mercado de tecnologia subiu ontem (14).

A Nasdaq, liderou os ganhos, avançando em 1,87%. O S&P 500, ganhou 1,27% e o Dow Jones, teve valorização de 1,18%.

Em conferência entre os países da União Europeia e China, os europeus disseram que querem fortalecer os laços comerciais com a potência asiática, mas foi requerido que a China tenha mais transparência quanto à propriedade intelectual e transparência no que diz respeito os subsídios.

Dentro do continente, os ruídos continuam entre Reino Unido e a Europa Continental. As questões em torno da Lei de Mercado Interno continuaram a serem fatores importantes.

Londres, teve queda de 0,10%. Milão, se desvalorizou 0,14% e Frankfurt, perdeu 0,07%. Paris e Madrid fecharam em alta de 0,35% e 0,11% respectivamente.

No Brasil, com o bom humor de Nova York, o mercado aumentou o apetite pelo risco, buscando ativos brasileiros.

Internamente, apesar do IBC-Br abaixo das expectativas em 2,15%, sendo impactado pela alta heterogênea dos setores que estão a se recuperar, muitos players revisaram suas expectativas para o crescimento da economia para o fim de 2020 para cima.

Todavia, o risco quanto ao equilíbrio fiscal continua no radar. O Instituto Fiscal Independente IFI, informou que o teto de gastos pode ser descumprido já me 2021.

O Ibovespa, teve elevação de 1,94% a 100.274,52 pontos. O real teve bom desempenha no dia, com dólar fechando em queda de 1,09%, a R$ 5,28.

O petróleo, fechou em queda novamente, mediante o relatório pouco animador da OPEP quanto à demanda pela commodity. Além disso, os países do norte africano e do oriente médio não possuem expectativa de novos cortes de produção.

O WTI, teve queda de 0,19%, a US$ 37,26. O Brent, se desvalorizou em 0,55%, a US$ 39,61.

Estados Unidos: Produção Industrial, Empire State e Preços dos Bens Importados e Estoques de petróleo

A agenda econômica dos Estados Unidos hoje (15), terá destaque para os dados de atividade econômica e de preços, procedendo a reunião do FOMC de amanhã.

O US Departament of Labor, publicará os preços de bens importados e exportados a evidenciar a demanda pelos bens com tais características.

Começando pelos bens exportados, a expectativa é de avanço de 0,4% nos preços, ante 0,8% em julho. Como a demanda por bens exportados depende da renda externa e do fluxo de comércio, os preços tendem a não aumentar, pois a maioria dos países ainda não se recuperaram internamente.

Quanto aos preços dos produtos de bens importados, o mercado espera avanço de 0,5%, ante 0,7%. Apesar de um avanço sensivelmente maior em relação ao dos bens exportados, o cenário ainda é desafiador para economia americana, pois a demanda por tais bens ainda não se recuperou, uma vez que ela de pende do avanço na renda do país.

Todavia, apesar desses números ainda não recuperarem as perdas entre fevereiro e março, o número fica dentro da média para o período.

O FED de Nova York publicará seu indicador de medição da atividade industrial da região para setembro.

Apesar de todos os receios relacionados a segunda onda de covid-19, Nova York tem perspectivas de avanço no indicador, mostrando evolução saindo de 3 pontos em agosto para 6, em setembro, caso as perspectivas do mercado se concluam.

Contudo, o indicador ainda está longe dos números registrados antes da pandemia do covid-19.

O Federal Reserve System (FED), divulgará os dados da produção industrial americana.

Com base nos indicadores antecedentes de atividade econômica e por conta do avanço nas reaberturas, a produção industrial americana registrou avanços importantes, após a queda histórica de 13,70% em abril, o indicador começou a registrar reação.

Contudo, os dados posteriores de avanço, mesmo que as expectativas dos agentes se concluam ainda não superam as perdas acumuladas nos dois meses de queda, março e abril.

Contudo, caso os avanços nas vacinas continuem juntamente com o avanço da atividade econômica, ainda há possibilidade de recuperação ao longo doa ano.

A expectativa para o mês é de que o indicador alcance alta de 1,0% ao mês em agosto. Ao ano, espera-se avanço de 1,2%.

Por fim, serão divulgados os estoques de petróleo pela API (American Petroleum Institute) publicará os estoques de petróleo por parte do setor privado.

O dado, além do relatório da mensal da International Energy Agency (IEA), serão de grande importância para o mercado de petróleo, pois há temores quanto a estocagem da commodity em portos, além dos temores em relação a retomada da demanda.

A depender dos próximos dados do mercado de petróleo, os preços podem cair ainda mais, sendo um importante trigger para queda nos mercados.

Europa: Indicadores ZEW, mercado de trabalho e pronunciamento de autoridades monetárias

Na agenda econômica do velho continente, o Office for National Statistics divulgará os dados referentes ao mercado de trabalho do Reino Unido.

Como a economia britânica foi uma das que mais sofreram pelos impactos do covid-19, os dados referentes ao desemprego para o mês de julho tendem a não ser muito positivos.

O rendimento médio excluindo bônus e os incluindo há perspectiva de retração em -0,2% e 1,3% respectivamente, mostrando que a renda das famílias está em contração.

A variação do emprego mensal, apesar de evidenciar queda menor, ainda é negativo, com diminuição de 125 mil postos de empregos, ante redução de 220 mil no mês de julho.

A taxa de desemprego, apesar de baixa em comparação com outros países, tende a se elevar em para 4,1%, conta 3,9% em junho.

Para agosto, o número de desempregos tem expectativa de elevação, saindo de 94,4 mil pessoas sem emprego para 100,0 mil.

Na Zona do Euro, tendo em vista que muitos países sofreram muito com o covid-19 e estão com perspectivas de uma segunda onda de aumento no número de infectados conforme o outono se aproxima, também a ter redução nos números divulgados pela Eurostat.

A instituto publicará os salários do segundo trimestre, tal como o custo da mão de obra.

Os salários possuem perspectiva de alcançarem elevação de 3,1% no segundo trimestre, ante 3,4% do primeiro o custo da mão de obra, também tende a sair de 3,4% para 3,1%, caso as perspectivas do mercado se confirmem.

Indicadores de expectativas também serão divulgados, com o instituto ZEW a publicar o indicador de percepção econômica de setembro.

Os riscos oriundos da segunda onda de covid-19 e os dados antecedentes indicam que a percepção em relação a setembro pode ter desempenho pior em relação a agosto, saindo de 64,0 pontos para 62,8 em setembro.

Além disso, os ruídos em relação ao Brexit, também contribuem para a queda no indicador. Seguindo a mesma lógica, o Alemanha tende a ter comportamento parecido pelos mesmos motivos. Os agentes possuem perspectiva de alcançar 69,8 pontos, contra 71,5 pontos em agosto.

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