Nova Futura Investimentos 21 de setembro de 2020 3 minutos lendo
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Forte queda nos mercados globais e bancos centrais

21 de setembro de 2020   -   3 minutos lendo

A sexta-feira (18) foi de forte queda nos mercados globais, mediante ao aumento da aversão ao risco por conta da possibilidade de retomada do coronavírus na Europa e com a queda das ações de tecnologia em Nova York.

Nos Estados Unidos, o anúncio de Donald Trump de quanto ao cancelamento dos downloads do aplicativo da empresa chinesa Byte Dance, Tik Tok alegando que o aplicativo pode ferir os princípios de privacidade de dados, influenciou negativamente as empresas de tecnologia. Todavia, no sábado (19) o presidente americano concordou com o a proposta de acordo entre o Walmart e Oracle para a compra das operações americanas da Tik Tok, formando uma nova empresa no Texas.

Além disso, pesando para o lado negativo, o embate político entre democratas e republicanos quanto aos pacotes de estímulo à economia americana também continuaram acirrados, gerando frustração aos investidores que esperavam mais uma rodada de ajuda.

O Dow Jones, teve queda de 0,88%. O S&P 500, caiu 1,12% e a Nasdaq, derreteu 1,07%.

Na Europa, os dados de covid-19 fecharam em queda. A preocupação com o aumento dos casos de coronavírus, assustaram os agentes, haja vista que a elevação no número dos infectados pode resultar em novas medidas de lockdown, fazendo com que a economia europeia demore ainda mais para se recuperar.

Entre os países de destaque no que tange o aumento de casos, França e Espanha são os mais afetados.

Madri, teve alta de 2,21%, seguida por Paris, que derreteu em 1,22%. Milão, teve queda de 1,09%. Frankfurt e Londres perderam 0,70% e 0,71% respectivamente.

No Brasil, o principal índice da B3 teve retração, influenciado pelo mau-humor estrangeiro, afetando inclusive ativos que resistiam à queda.

Além disso, sentimento de incerteza quanto ao cenário fiscal brasileiro, dificulta a criação de expectativas por parte dos agentes, trazendo volatilidade aos mercados.

O Ibovespa teve queda de 1,81%, a 98.289,71 e o dólar subiu 2,79%, a R$ 5,38.

As referências do petróleo fecharam sem direção única, mediante às dúvidas no que diz respeito à retomada da demanda e dos riscos para a produção da commodity no Golfo do México.

O WTI, teve alta de 0,24%, cotado a US$ 41,32. O Brent, teve aumento de 0,35%, a US$ 43,15.

Agenda Econômica: Bancos centrais fazem anúncios e disseminam informações

Com a agenda econômica com pouquíssimos dados, os bancos centrais fazem seus pronunciamentos e disponibilizam seus relatórios referentes às expectativas e condições atuais da economia de seus respectivos países.

Nos Estados Unidos, após à decisão da taxa de juros do FED e Jerome Powell se posicionar menos flexível com a inflação, mas com melhoras nas expectativas para o retorno da economia, o Chairman do banco central americano fará um novo discurso, a evidenciar os possíveis estímulos para a economia americana.

Além disso, mais dois membros do FOMC, Lael Brainard e John C. Williams, também farão seus discursos.

Na Alemanha, o Bundesbank (Banco Central da Alemanha), fará a publicação do seu relatório mensal, a abordar os próximos passos da economia monetária, tal como os dados relacionados à atividade econômica do país a as perspectivas da autoridade monetária.

No Brasil, como ocorre toda segunda-feira, o Bacen (Banco Central do Brasil) divulgará o Relatório Focus, a informar as expectativas em relação à economia brasileira com base nas perspectivas dos analistas de mercado financeiro.

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