Nova Futura Investimentos 22 de setembro de 2020 5 minutos lendo
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O aumento dos IPO’s ao longo do ano

22 de setembro de 2020   -   5 minutos lendo

Embora à crise de covid-19 e todos os fatores de riscos internos da economia brasileira gerando volatilidade para a bolsa de valores brasileira, muitos IPOs vem sendo feitos ao longo de 2020. Somente na bolsa brasileira, tivemos 16 IPOs Entre 05 de fevereiro e 17 de setembro. Para este mês, ainda há mais três IPOs previstos.

O IPO, em inglês “initial public offering” que em português significa “oferta pública inicial”, desse modo, como diz o nome é a primeira vez em que a companhia fará a oferta de suas ações trazendo novos sócios para a companhia.

O objetivo de a empresa realizar tal operação é captar recursos para financiar seus investimentos e operações para o crescimento. Assim, quando as companhias fazem seu IPO, elas ainda não estão em seu período de maturação. Pelo contrário, a companhia está buscando crescimento.

Como o capital da empresa acaba sendo diluído em vários “pedaços diferentes”, há maior liquidez para os empreendedores ou sócios da companhia. A liquidez facilita que grandes e pequenos investidores participem das empresas.

Outro fator importante, é que para fazer um IPO, é necessário passar por um procedimento criterioso e dispendioso. Dessa forma, a companhia terá de cumprir vários requisitos legais e regulatórios para ter suas partes.

Abertura de capital

Para realizar a abertura de capital, é preciso fazer o registro na CVM (comissão de valores mobiliários), órgão regulador do sistema financeiro nacional. Ele consiste em três etapas, sendo elas:

  • Nomeação do diretor de RI (relação com os investidores).
  • Contratação de uma empresa de auditoria independente.
  • Apresentação de documentos como demonstrações financeiras, estatuto social e outros documentos exigidos pela CVM.
  • Registro na Bolsa, o qual pode ser realizado paralelamente.

Após 30 dias, a CVM fará a análise do registro. Todavia, o processo pode ser interrompido, caso sejam necessárias informações adicionais. Além do registro, a empresa também passa por um período de roadshow. Ou seja, uma série de reuniões e apresentações dos executivos e diretores para bancos, corretoras, analistas financeiros e potenciais investidores. Com o objetivo de evidenciar o porquê o investimento na companhia faz sentido.

Com base nos roadshows, os possíveis investidores institucionais demonstram interesse pela companhia e indicam se desejam ou não comprar a ação. Nesse processo, são estabelecidos a quantidade e os preços aos quais as ações da companhia será lançada na empresa. Fixando assim um valor de acordo com as expectativas em torno do desempenho das ações da empresa.

Apesar de todo o dispêndio realizado para o processo, a companhia consegue melhorar sua imagem em relação à sociedade, sinalizando para o mercado que ela cumpre vários requisitos no que diz respeito à legislação, transparência, gestão, responsabilidade social e outros.

Assim, fornecedores, investidores, sócios e outros interessados contam com a diminuição do risco moral. Isto é, quando um dos lados possui informações que o outro não tem, por conta do aumento de informações disponíveis sobre a empresa, reduzindo a assimetria de informação entre as partes.

Registro

Um dos principais documentos que diminuem os problemas advindos da assimetria de informação é o prospecto que deve ser apresentado pela empresa, especificando os fatores de risco que a companhia apresenta, o quão sensível as ações podem ser a eventos econômicos específicos, política etc.

Tendo em vista as quedas nas taxas de juros que ficaram em níveis historicamente baixos, fazendo com que os ativos de renda fixa perdessem sua atratividade. Há tendência de que os investidores façam uma rotação para investimentos em bolsa, em busca de maior retorno.

Assim, o número de CPF’s cadastrados na bolsa brasileira subiu consideravelmente, a despeito de todos os riscos advindos da economia nacional e internacional. Tal processo, gera demanda por captação de recursos via bolsa.

Além disso, pensando pelo lado do investidor, mais empresas na bolsa de valores aumenta a possibilidade de diversificação e rentabilidade com diferentes ativos. Pois como uma das funções do mercado financeiro é realizar a transferência de recursos entre os agentes, maiores serão as oportunidades de fazê-los com mais empresas negociando seus ativos na bolsa.

Sendo assim, Para a sociedade, mais companhias terão de seguir um padrão rígido de conduta e procedimentos. Pois estará mais visível, limitando possíveis efeitos negativos de suas operações.

Petz

Um dos atuais casos de sucesso em IPOs foi a Petz, negociada pelo ticker PETZ3. Como a empresa está em um seguimento em crescimento, tendo em vista a mudança que o ser humano vem tendo com seus animais de estimação a o longo do tempo, tendo mais cuidado tanto em termos de saúde, quanto no que diz respeito a mimos, roupas e alimentação, o negócio se mostra promissor.

Além disso, em tempos de pandemia, a empresa também se mostrou resiliente, tendo 25% de suas vendas. Então com base em tais premissas, as ações da companhia dispararam 21,8% em seu primeiro IPO, fechando o dia catadas a R$ 16,75.

O caso da PETZ3 pode ter sucesso, pois houve boas expectativas dos agentes em relação ao negócio da companhia e em seu prospecto e informações financeiras, enxergam solidez e possibilidade de crescimento.

O mesmo sucesso também pode acontecer com outras empresas. Tal como desempenhos aquém do esperado. Dependendo das expectativas criadas, cenário do setor e da economia e informações financeiras disponíveis.

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