Nova Futura Investimentos 17 de novembro de 2020 4 minutos lendo
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Saiba como funciona a rotação de mercado em tempos de pandemia

17 de novembro de 2020   -   4 minutos lendo

Após as eleições americanas, os investidores mudaram consideravelmente o foco de seus investimentos. No começo da pandemia a atenção estava voltada para o setor de tecnologia e outros setores que poderiam se beneficiar com o stay at home, como por exemplo aquelas que investiram fortemente em estratégias online.

NNo Brasil, exemplos de companhias que se beneficiaram com ambiente online foram: Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3). As companhias se adaptaram migrando para as vendas online. Isso também foi sustentado pelo auxílio do governo, impactando positivamente a renda das famílias. Além disso, no exterior tivemos valorização considerável dos ativos de tecnologia. As com maiores destaques foram empresas como Amazon (AMZN), Facebook (FB), Apple (AAPL), PayPal (PYPL) e Zoom Video Communications (ZM).

Pandemia

Outro fator levado em consideração no início da pandemia, foi o aumento do risco global. Pois, isso fez os agentes investirem em ativos que apresentassem maior segurança. Países em desenvolvimento apresentam maior nível de risco, o que acaba por impactar os seus ativos. Isso pode ser evidenciado pelo prêmio de risco do país e média do prêmio de risco das companhia. Como pode ser visto no gráfico abaixo, países em desenvolvimento tendem a ter um prêmio de risco maior:

Os países desenvolvidos e com maior estabilidade política possuem prêmio de riscos menores. Tal qual ocorre com as companhias presentes neles. O movimento de saída dos mercados emergentes, pode ser visto pela desvalorização dessas moedas frente ao dólar. Basta comparar com o desempenho de outras moedas como o Euro, Franco-Suíço, Iene entre outras:

O comportamento das moedas mostra o aumento da posição em países com maior segurança. A instabilidade política e os riscos relacionados às contas públicas, contribuem para a retirada nas posições dos ativos.

Rotação

Não obstante ao avanço na curva de infectados pelo coronavírus no hemisfério norte, as eleições americanas tendo Biden na Casa Branca e controle republicano no Senado, trazem perspectivas positivas quanto a um pacote de estímulos para a economia do país. Um plano econômico robusto, ajuda companhias mais relacionadas ao ciclo econômico o que envolve assim, as mais afetadas pela crise.

Ativos que eram vistos com riscos elevados, começaram a ser observados como oportunidades de ganhos. Assim, levando os investidores a realizarem seus lucros em companhias voltadas à tecnologia. Tal rotação nos ativos, pode ser vista no desempenho acumulado entre outubro e novembro:

Rotação de mercado

As notícias positivas em torno das vacinas contra o COVID-19, contribuíram para que companhias de setores mais tradicionais da economia se recuperassem. Apesar de um dos próprios pesquisadores da vacina que está sendo feita pela Moderna, apresentar eficácia de 94,5% e a Pfizer e BionTech apresentarem 90%, o professor Ugur Sahin, cofundador da BionTech, informou que a vida em sociedade voltará ao normal ao final de 2021. Contudo, os avanços foram suficientes para a melhora na percepção dos investidores em relação aos ativos que estavam descontados.

As expectativas de novos estímulos à economia americana e os noticiários relacionados às vacinas, contribuíram positivamente para ativos que tiveram fortes perdas ao longo do ano. Em novembro, até o momento, as ações que maior elevação foram de companhias que dependem da reabertura da economia, da atividade econômica e interna e global, principalmente no caso de Petrobras (PETR4) e Cosan (CSAN3):

Rotação de mercado

No entanto, vale lembrar que alguns fatores internos contribuíram para a elevação dos ativos. Os números de atividade econômica acima das estimativas do mercado, os bons números de balanços e a diminuição das tensões políticas, colaboraram para que setores que estavam descontados tivessem aumento nos preços de seus ativos.

Índices

A rotação para ativos descontados também pode ser vista nos retornos acumulados durante o mês ao comparar o Ibovespa com o S&P 500. Segundo dados coletados na Investing, o principal índice da B3 registrou retorno de 10,70% entre o dia primeiro de outubro e 13 de novembro. O índice mais amplo de Wall Street, para o mesmo intervalo de tempo, evidenciou ganho 6,61%. Além disso, o comportamento pode ser visto na bolsa de valores da Argentina, com o índice Merval, ganhando 20,93% para o mesmo período.

A rotação vista nos últimos meses deixa evidente o quão o mercado financeiro é dinâmico e como inúmeras variáveis podem impactar os preços das ações como política, economia, uma pandemia, instabilidade internacional, etc. Por isso é importante o investidor estar sempre atento ao que acontece buscando cada vez mais informação. Tendo em vista tal cenário, a Nova Futura sempre disponibiliza textos em seu blog e possui o Call de Abertura e Fechamento em seu canal no YouTube, trazendo suporte sobre temas técnicos e o acompanhamento do noticiário econômico e financeiro.

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Autor: Matheus Jaconeli

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