Nova Futura Investimentos 03 de dezembro de 2020 3 minutos lendo
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Pedidos por seguro desemprego, PMI e PIB são destaques na agenda de hoje

03 de dezembro de 2020   -   3 minutos lendo

Os mercados na quarta-feira (02), fecharam sem direção única. Na Europa, fecharam majoritariamente em alta com notícias relacionadas às vacinas, o que também contribuiu para o movimento de rotação nos Estados Unidos, ajudando ativos de países emergentes como o Brasil.

Os investidores se animaram com as notícias em torno do início das aplicações de vacinas na Europa, fazendo com que os principais índices do continente fechassem em alta. O FTSE, principal índice do Reino Unido foi o destaque entre os pares, após a dupla Pfizer/BioNTech receber a autorização do uso emergencial de sua vacina. Como fator de risco, se destaca a possibilidade de um acordo entre o Reino Unido e a União Europeia não ter êxito.

Londres fechou com alta de 1,23%. Madri, ganhou 0,98%. Lisboa, teve valorização de 0,80% e Paris, subiu 0,02%. Em queda, fecharam Frankfurt e Milão, com perda de 0,52% e 0,58% respectivamente.

As bolsas americanas fecharam em alta. A possibilidade de a vacinação poder começar ainda neste ano ou no começo do ano que vem, fez com que o apetite pelo risco se ampliasse. Além disso, há o retorno da discussão referente à um plano bipartidário para a recuperação da economia americana.

O Dow Jones fechou com alta de 0,20%. O S&P 500, ganhou 0,18% e a Nasdaq, caiu próxima da estabilidade em 0,05%.

Com vistas para o noticiário externo, o principal índice da B3 fechou a sessão em alta, resistindo o movimento de possível realização que poderia acontecer. Do ponto de vista fiscal, mostrando que ainda há demanda pelos títulos do Tesouro, houve levantamento R$ 2,5 bilhões, contribuindo também para o desempenho do setor financeiro, um dos condutores da dívida brasileira.

O Ibovespa fechou com alta de 0,43%, a 111.878,53 pontos.

Europa: PMI’s de serviços e composto, e vendas no varejo

Após a divulgação dos números do PMI industrial na terça-feira (01), a agência Markit publicará o restante dos números dos demais indicadores relacionados à demanda por parte dos gerentes de compras. Os agentes esperam que PMI composto e o de serviços de novembro, continue nos mesmos níveis registrados na primeira observação do indicador, devido aos efeitos dos avanços da covid-19 no continente. Os números divulgados para a Alemanha foram de 46 pontos para o setor de serviços e de 41,7 na Zona do Euro. Quanto ao indicador composto, a Markit registrou 45,3 pontos para o bloco econômico e de 51,7 para a Alemanha.

A Eurostat, também divulgará dados importantes para o Euro Grupo. Os números das vendas no varejo de outubro, mostram como o consumo se comportou durante o mês de outubro. A expectativa do mercado era de avanço de 2,7% ao ano e de 0,8% ao mês superando os números registrados em setembro. Para outubro, o indicador foi de 1,5% ao mês e de 4,3% ao ano.

Estados Unidos: Pedidos por seguro-desemprego, PMI’s da Markit e da ISM Inc

Começando pela continuação dos PMI’s da agência Markit, o mercado espera que tanto para o indicador de serviços, quanto para o composto, continuem no mesmo parâmetro da primeira pesquisa referente ao mês de novembro, se mantendo em 57,7 e 57,9 pontos respectivamente.

Para o PMI dos setores não-manufatureiro a companhia de pesquisa americana ISM Inc. tem perspectiva de leve queda, saindo de 56,6 pontos, para 56,0.

Quanto aos pedidos iniciais por seguro-desemprego, divulgado pelo departamento do trabalho americano, há perspectiva de pequena queda, saindo de 778 mil pedidos para 775 mil, evidenciando certa estabilidade na demanda pelo benefício.

Brasil: PMI e PIB trimestral

Após dados um pouco abaixo do esperado pelo mercado e com o PMI elevado, mas em queda em relação ao mês de outubro, os agentes esperam um PMI composto de 55,2 pontos e de serviços em 56,5. Para o PIB, o indicador mais importante de atividade econômica que será disponibilizado hoje pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de que a economia brasileira tenha crescido em 9,0% no terceiro trimestre. Apesar do número positivo, ele ainda não é suficiente para recuperar a retração anual que tem expectativa de retração de 3,5% até o trimestre citado.

Autor: Matheus Jaconeli

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