Nova Futura Investimentos 13 de janeiro de 2021 4 minutos lendo
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Crise política e COVID-19 geram cautela aos agentes em dia de PMS, IPC-EUA e Livro Bege

13 de janeiro de 2021   -   4 minutos lendo

Os mercados fecharam sem direção única na última terça-feira (12). Os receios em torno da COVID-19 e os ruídos políticos nos EUA, fizeram os agentes terem cautela em meio a correção nas bolsas de São Paulo e Nova York.

Os mercados europeus, após abrirem com desempenho misto, encerraram o pregão majoritariamente em queda, devido aos receios em torno dos lockdowns que devem ser estendidos no Reino Unido. Na Itália, a possibilidade de Giuseppe Conte renunciar ao cargo de premier, também foi um fator observado pelos investidores.

Londres, perdeu 0,65%. Frankfurt, teve perda de 0,08%. Paris, caiu 0,20%. Milão recuou 0,33% e, na península ibérica, Madri e Lisboa tiveram desvalorização de 0,14% e 0,21% respectivamente.

Não obstante ao aumento das restrições na Europa e os riscos políticos nos Estados Unidos, o petróleo fechou em alta devido o movimento do dólar, indicando queda no mercado internacional. O WTI, teve alta de 1,84% cotado em US$ 53,21. O Brent, ganhou 1,65%, em US$ 56,58.

Em Nova York, houve correção de perdas em relação aos pregões anteriores, quando as bolsas sofreram com a instabilidade política e com o avança da COVID-19 no país. Membros do partido democrata buscarão um projeto de direitos de pagamento dentro do pacote fiscal prometido por Biden, saindo de US$ 600 para US$ 2000, o que também animou os mercados.

O Dow Jones, teve alta de 0,19%, o S&P 500, ganhou 0,04% e o Nasdaq, teve valorização de 0,28%.

O principal indicador da B3 também resistiu aos efeitos das incertezas políticas e fiscais que ainda assolam o país. O fluxo contra o dólar e a favor do real, chamou atenção no pregão, devido ao espaço para a realização dos ganhos no dólar. Internamente, os agentes continuarão observando os movimentos relacionados às eleições na câmara e, consequentemente, às possíveis aprovações de pacotes e reformas que contribuíram para o lado fiscal. A inflação fechou o ano acima do esperado, mas as expectativas são de que, caso o auxílio emergencial seja retirado, a inflação perderá força. O Ibovespa revê alta de 0,60%, a 123.998,00 pontos e o dólar caiu 3,29%, R$ 5,32.

Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única influenciadas pela alta em Wall Street, mas houve cautela com a retomada da COVID-19 em todo mundo. Na China continental, Xangai perdeu 0,27% e o Shenzhen, teve perda de 1,08%. No Japão, o Nikkei, avançou 1,04%, Seul, teve alta 0,71%. Hong Kong, ficou próximo da estabilidade, com ganhos de 0,02%.

Para hoje:

Os mercados globais começam a operar com cautela devido ao aumento dos casos da COVID-19 a os ruídos políticos nos Estados Unidos.

No Brasil, serão feitos leilões de rolagem de swap cambial apartir das 11:30. A Conab divulgará a produção de grãos e Pazuello fará discurso em Manas, cidade fortemente impactada pela COVID-19

Europa: Produção Industrial na Zona do Euro

Na Europa, a Agência Eurostat, publicou os números referentes à produção industrial para o mês de dezembro. Após a alta de novembro, o mercado esperava queda de 3,3% ao ano e, ao mês, o indicador saindo de 2,1% e alcançando 0,2% no último mês do ano. Tendo em vista o cenário atual, com a ampliação de medidas mais severas em relação à contenção da COVID-19. Todavia, o indicador superou as expectativas, saindo alcançando queda de 0,6% ao mês de 2,5% ao ano. O destaque, segundo o relatório foram os bens intermediários para que o resultado superasse as projeções.

Quanto ao discurso de Lagarde, a banqueira central, ainda considera continuar com os estímulos do QE, caso seja necessário e que os lockdowns dentro alguns países do grupo devem continuar até o fim do primeiro trimestre do ano, além de considerar necessário um euro digital e a necessidade de regulação bitcoin.

Brasil: Serviços

Após o indicador de inflação divulgado ontem (12), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), publicará o avanço do setor de serviços para novembro. Devido ao avanço no número de casos da COVID-19, alguns governos começaram a restringir o horário das atividades, fazendo com que as expectativas em relação ao setor de serviços sejam menores, quando comparado com o mês anterior, saindo de 1,7% para 1,0%. 

Estados Unidos: Inflação e petróleo

O Bureau of Statistics, divulgará os números referentes à inflação do mês de dezembro. O fato de a atividade econômica americana ser heterogênea, faz com que os serviços tenham forte impacto para que o índice de inflação americano não suba, tendo em vista que boa parte da demanda não teve força para se recuperar ao longo do ano, corroborando para o argumento em torno da retomada em “K” e da necessidade de estímulos. Os agentes, para o núcleo do indicador, esperam avanço de 0,1%, contra 0,2% no mês anterior, acumulando alta de 1,6% no ano. Para o indicador amplo, considerando todos os bens, o mercado projeta avanço de 0,4% em dezembro, ante 0,2% no mês anterior e, ao ano, acúmulo de 1,3%.

Os agentes também aguardarão as notícias em torno do Livro Bege, que traz consigo as expectativas e pareceres dos formuladores de política monetária dos Estados Unidos.

Autor: Matheus Jaconeli

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