Nova Futura Investimentos 20 de janeiro de 2021 4 minutos lendo
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Exterior abre positivo em dia da posse de Biden

20 de janeiro de 2021   -   4 minutos lendo

Após os mercados fora dos Estados Unidos começarem operando em alta, a COVID-19 acabou ofuscando a fala de Yellen fazendo com que os mercados brasileiro e europeu fechassem em queda.

As bolsas na Europa fecharam majoritariamente em queda. A crise política na Itália e os receios quanto ao aumento dos números da COVID-19, fazendo com que países como a Alemanha e Reino Unido ampliarem o tempo do isolamento social, para conter o avanço da doença. Tais problemas, acabaram por ofuscar os sinais positivos oriundos dos EUA. Londres, perdeu 0,11%. Frankfurt, caiu a 0,24%. Paris, teve retração de 0,33%. Milão, teve queda de 0,25% e Madri recuou 0,67%.

Apesar dos receios quanto ao avanço da COVID-19, a fala de Yellen em relação ao apoio do pacote de estímulos nos Estados Unidos, animando a ponta compradora do mercado da commodity energética. O WTI teve alta de 1,18%, a US$ 52,98 e Brent, teve elevação de 2,10%, a US$ 55,90.

Nova York, ao contrário dos seus demais pares, fechou o pregão em alta mediante à fala de Yellen em relação às prioridades com as quais ela se comprometerá, com o pacote fiscal e à véspera da posse de Biden que acontece hoje (20). O Dow Jones teve alta de 0,38%. O S&P 500 e a Nasdaq, ganharam 0,81% e 1,53% respectivamente.

No Brasil, o principal índice da B3 fechou em queda, mediante os riscos em torno do avanço da COVID-19, apesar do início da vacinação. A queda se deve aos temores em torno da possibilidade de mais gastos destinados ao auxílio emergencial a depender da situação da COVID-19 no país. O Ibovespa teve perda de 0,50% a 120.636,39 e o dólar fechou com alta de 0,77% a US$ 5,35.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem sinal único. Um dos destaques da sessão foi uma mensagem de Jack Ma em uma conferência voltada à filantropia. Na China continental, Xangai e Shenzhen, tiveram alta de 0,47% e 1,43% respectivamente. Em Hong Kong, teve avanço de 1,08% e Taiwan, teve recuo de 0,45%. Na Coreia do Sul, o mercado teve alta de 0,71% e Tóquio queda de 0,38%.

Para hoje:

Os mercados estão abriram majoritariamente em alta, com as expectativas de medidas que podem ser tomadas após a posse do presidente democrata. No Brasil, os agentes ficarão de olho no Copom e no avanço das questões que envolvem a COVID19 dentro do país, ainda gerando risco para o país, fazendo o mini índice abrir em leve queda.

Europa: Inflação sob a ótica do produtor e do consumidor

Começando pela evolução dos preços sob a ótica dos consumidores, os números são divulgados para o Reino Unido e Zona do Euro. Os agentes já esperavam que os preços tivessem leve valorização. A expectativa para o IPC do Reino Unido era de 0,5% ao ano e de 0,2% ao mês. Para a Zona do Euro, é esperado deflação de -0,3% ao ano e de avanço na mesma proporção ao mês. Os números divulgados pela Escritório de Estatísticas do Reino Unido e da Eurostat foram de 0,6% ao ano e manutenção da deflação de -0,3%, respectivamente. Ao mês, o IPC teve avanço de 0,3% para Zona do Euro e para o Reino Unido.

Quanto ao IPP (Índice de Preços ao Produtor), serão divulgados os números da Alemanha. O indicador tinha expectativa de 0,3% ao mês. O número divulgado ficou acima das expectativas chegando a 0,8%. Ao ano, houve elevação de 0,2% superando as perspectivas de queda de 0,3%.

Estados Unidos: Fala de Joe Biden e Estoques de Petróleo

Nos Estados Unidos, não haverá muitos dados importantes de atividade econômica. Todavia, há um evento importante para o mercado que é a posse de Joe Biden. Com a Guarda Nacional nas ruas e toque de recolher em Washington, até mesmo um muro em torno do capitólio devido ao temor de que um acontecimento análogo ao dia 06 de janeiro se repita.

Também haverá os dados semanais referentes à produção de petróleo nos Estados Unidos por parte do setor privado pela API.

Brasil: Decisão da Taxa de Juros

Ao fim da Reunião do Copom, será divulgada o comentário à imprensa por parte da autoridade monetária do Brasil. A expectativa do mercado é de que os formuladores de política monetária estejam preocupados com a condição fiscal do país, que podem se deteriorar conforme o aumento do número de casos da COVID-19 podendo ocasionar a manutenção de auxílios por parte do governo, a exemplo do que têm ocorrido em Manaus.

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