Os investidores devem reagir nesta sexta-feira ao rebaixamento do rating soberano do Brasil pela agência de classificação de risco S&P Global. O anúncio era esperado nas últimas semanas, à medida que falharam as negociações no Congresso para aprovação da reforma da Previdência no final do ano passado. As blue chips, principalmente bancos e Petrobras, devem reagir mais à mudança. Os American Depositary Receipt (ADRs) de empresas brasileiras negociados nas Bolsas de Nova York recuaram após no after-hours com o anúncio do rebaixamento do rating soberano do País pela S&P. Os ADRs da Ambev fecharam em baixa de 1,00%, do Bradesco (preferencial) caíram 0,92%, da Embraer cederam 0,66%, da Vale baixaram 0,30% e da Petrobras tiveram desvalorização de 0,18%.

No noticiário corporativo, atenção para o setor de telecomunicações. A possibilidade de acordos que substituam multas por investimentos está sob ameaça no setor de telecomunicações. O primeiro Termo de Ajustamento de Conduta (TACs), em negociação entre a Telefônica Vivo e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), sofre fortes críticas das concorrentes. O motivo da discórdia é o principal projeto do acordo, que prevê implantação de fibra ótica para internet de alta velocidade em locais onde outras empresas já atuam.

Para se livrar de multas de R$ 2,2 bilhões, a Telefônica se comprometeu a aplicar R$ 5,4 bilhões em projetos de melhoria no atendimento, ampliação da cobertura e implantação de 3G e 4G em 624 municípios de todos os Estados do País. Mais da metade disso, cerca de R$ 3,8 bilhões, serão usados para “fibrar” 105 cidades, das quais 104 já registram a presença de concorrentes que oferecem internet.

As concorrentes dizem que os TACs são instrumentos de política pública, e os investimentos devem ter caráter social, e não comercial. De acordo com as empresas, não há fibra ótica em 2.879 de um total de 5.570 municípios brasileiros, e o TAC da Telefônica seria um oportunidade para levar essa estrutura para essas localidades.

Eletrobras

Foco também em Eletrobras. O governo já declarou que irá recorrer à Justiça para derrubar a liminar que suspendeu a Medida Provisória 814/2017, que permite a privatização da Eletrobras e subsidiárias. Publicada em dezembro do ano passado, a MP teve seus efeitos suspensos ontem pelo juiz Claudio Kitner, da 6.ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco.

A decisão do magistrado partiu de uma ação popular elaborada pelo advogado e irmão do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014. Antônio Ricardo Accioly Campos alega que o governo federal não tinha motivos para aprovar a privatização por meio de MP. Para ele, a medida é inconstitucional e a privatização da companhia e de suas controladas se trata de um desvio de finalidade.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o juiz não consultou o órgão antes de tomar a decisão. O ministério explicou que a privatização será discutida em um projeto de lei ainda a ser enviado e discutido no Congresso.

AES Tietê

A AES Tietê atualizou suas projeções referentes a previsão de investimentos para os anos de 2018 e 2019 incluindo os investimentos estimados relacionados aos ativos solares Complexo Solar Boa Hora e o Complexo Solar Água Vermelha.

Para o período de 2017 a 2021, a companhia planeja investir um total de aproximadamente R$ 980 milhões que serão direcionados aos programas de modernização e manutenção de suas plantas hidrelétricas e os investimentos referentes à construção de Boa Hora e AGV Solar.

Marfrig

A Marfrig anunciou uma captação no exterior de US$ 1 bilhão com vencimento de 10 anos, com taxa de remuneração de 7,125% ao ano, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast. A primeira empresa brasileira a captar recursos no exterior esse ano foi a JSL, na semana passada, que reabriu uma emissão de bonds e levantou US$ 300 milhões, remunerados à taxa de 7,750% ao ano e vencimento em 26 de julho de 2024.

Grande parte do pipeline das emissões corporativas das companhias brasileiras deve prosseguir apesar do corte do rating brasileiro pela S&P, segundo fontes. Na renda fixa, JSL, Rumo, Marfrig e Rede D’ Or, que abriram a janela de captação externa de 2018, emitiram US$ 2,3 bilhões em bonds no exterior e evitaram a volatilidade que pode ocorrer com o corte da nota realizado pela classificadora de riscos.

Camil

A Camil Alimentos divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2017, referente aos meses de setembro, outubro e novembro, com lucro líquido de R$ 71,9 milhões, o que representa uma alta de 7% em relação ao registrado no mesmo período de 2016.

O Ebitda (lucro, antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 128,9 milhões no trimestre, com recuo de 11,6%. “Em um cenário com queda nos preços de arroz, feijão e açúcar, e desafiador para volumes de vendas no período, a Camil reforça novamente a resiliência de seu modelo de negócios e estabilidade de margens – com margem Ebitda de 11,1% no terceiro trimestre ante 10,4% no acumulado do ano”, diz a empresa no relatório de resultados.

Banco Pan


O Banco Pan informa que foram subscritas 122.530.885 ações ordinárias e 59.010.085 preferenciais da companhia no período do direito de preferência de seu aumento de capital até 8 de janeiro, pelo preço de emissão de R$ 1,88 por ação, totalizando R$ 341,297 milhões, equivalente a 85,32% do aumento de capital aprovado.

Durante o período de preferência restaram 3 ações ordinárias, que serão subscritas pelo Banco BTG Pactual, e 31.224.985 preferenciais, que poderão ser subscritas pelos acionistas que manifestaram interesse na reserva de sobras, desta sexta-feira até 18 de janeiro, inclusive.

 

Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News

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