A T-Note 10 anos da uma folga aos mercados, oscilando entre 3,057 e 3,059 e retornando aos níveis de 2011. Um pouco longe das máximas de 3,09, o risco de novas altas se estabiliza. Apesar disso, a tendência de alta do dólar continua, e a fuga de capital de ativos de maior risco se manteve, preocupando os mercados globais — em especial, os mercados emergentes.  O euro é cotado a $ 1,177, acumulando queda de 2,5% em maio. A apreciação do dólar é mais agressiva em relação às moedas emergentes (exceto pelo rublo russo), acumulando altas relevantes em relação ao peso argentino (16,1%), lira turca (8,5%), peso mexicano (5,1%), real brasileiro (4,6%), etc. Na Europa, o índice de preços veio em linha com estimativas e a bolsa de Milão é destaque de queda (-2,0%), pressionada pela incerteza política.

 

 

Nos Estados Unidos, os índices futuros sinalizavam uma abertura de queda, até a divulgação da produção industrial. A indústria americana apresentou uma alta mensal de 0,7% em abril, a terceira alta consecutiva, apesar da revisão das estimativas anteriores para baixo. Destaques da alta: o setor de serviços básicos cresceu a uma taxa mensal de 1,9% em abril, enquanto o setor de mineração subiu 1,1%. Ainda hoje, o mercado de petróleo deve aguardar a divulgação dos estoques (11h30), em um dia em que os preços da commodity são pressionados pela expectativa de enfraquecimento da demanda no ano que vem (pesquisa publicada pelo departamento de energia dos EUA).

 

Brasil

 

O mercado local se destoa da tendência global, mesmo com uma decepção na percepção de crescimento econômico para o primeiro trimestre. Hoje foi divulgado o índice de atividade econômica do Banco Central, que apresentou uma queda de 0,74% em março, seguindo uma queda de 0,10% em fevereiro. A estimativa do PIB brasileiro para o primeiro trimestre de 2018 deve ser revisada, e o mercado terá de ajustar suas expectativas. No entanto, ao que parece, no curto prazo, o mercado se mostra bastante otimista com uma atividade mais fraca, pois ela deve retirar as preocupações recentes de alta na inflação. Sem essa preocupação, o Banco Central tem mais espaço para atuar com sua política monetária.

 

 

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