Sem uma tendência única, os mercados globais seguem aliviados com a atenuação dos riscos nesta segunda-feira, após o lançamento de mísseis na Síria. De oito possíveis mísseis, três foram lançados, sem que houvesse uma devida resposta da Rússia. Apesar da possível escalada das tensões geopolíticas, nada ainda ocorreu, e o medo de que mais conflitos pudessem ocorrer é diminuído no curto prazo. Os rendimentos de títulos estão em alta, o dólar tem queda e as bolsas europeias e asiáticas têm um pregão misto. Nos Estados Unidos, o índice futuro do S&P sinaliza uma alta, enquanto o VIX, que mede a volatilidade do S&P, registra uma nova queda:

 

 

No campo das commodities, os preços do petróleo WTI e Brent têm uma queda, acompanhando a reversão das tensões geopolíticas. Ainda em relação ao petróleo, a quantidade adicional de novas plataformas em operação realizou uma pressão sob os preços, na expectativa de uma maior oferta de petróleo bruto.

 

 

Já nas commodities metálicas, o minério de ferro tem uma queda, seguindo os preços do aço. O minério de ferro com maior concentração de ferro, por sua vez, tem uma alta em seu prêmio. O mercado de commodities deve ser fortemente influenciado pela divulgação do PIB chinês, que sairá a noite (23h00). O mercado estima uma taxa de crescimento econômica inalterada no ano, em 6,8%. Já a estimativa para a produção industrial para março é de desaceleração, de 7,2% para 6,4%; seguindo a mesma tendência apresentada pelo Markit nos indicadores de PMI para o período. Ainda hoje, os mercados ficarão de olho na série de discursos de dirigentes do Fed: Kaplan (13h00), Kashkari (13h00) e Bostic (14h15).

 

Brasil

 

No Brasil, o mercado digere o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. A tendência baixista para os índices de preço e para o crescimento econômico deve manter os agentes atentos, com queda de 3,53% para 3,48% no IPCA neste ano. Já a mediana das expectativas para o PIB deste ano foi de 2,80% para 2,76%. O BC divulgou também o seu índice de atividade econômica, que registrou uma variação positiva de 0,09%, após uma queda de 0,65% em janeiro. Os dados sugerem que o PIB para o primeiro trimestre deve vir abaixo do esperado pelo mercado, com a maioria dos setores econômicos mostrando uma dificuldade em retomar a atividade. O destaque desta semana será o IPCA-15, além do início da safra de balanços nacional, que deve contar com grandes empresas como: Weg, Usiminas, Engie e outras.

 

 

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