O último dia de divulgação dos balanços relativos ao primeiro trimestre foi dominado pelo setor de energia elétrica. Nesta quarta-feira, os investidores devem ficar atentos a Eletrobras, Cemig, Eletropaulo, CPFL e Copel, que anunciaram seus números na noite de ontem.

Atenção também para as construtoras. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julgará hoje, a partir das 13h30, a liminar que barrou a prática do “direito de protocolo” na capital paulista.

O lucro líquido de R$ 56 milhões registrado pela Eletrobras no primeiro trimestre ficou abaixo da expectativa do mercado, mesmo entre os mais pessimistas. As projeções obtidas pelo Prévias Broadcast oscilavam entre R$ 279 milhões e R$ 406 milhões, já sinalizando para uma queda no resultado líquido em relação ao ano passado, mas o número veio ainda pior, influenciado pelas provisões para contingências no montante de R$ 512 milhões, as provisões de impairment de R$ 174 milhões.

A Cemig, por sua vez, surpreendeu com números acima do esperado, ao reportar acréscimo de 35,5% no lucro líquido no comparativo anual, somando R$ 464,595 milhões. A média das projeções de seis casas consultadas pelo Prévias Broadcast (BTG Pactual, JPMorgan, Itaú BBA, Morgan Stanley, Safra e Santander) apontava para um lucro líquido de R$ 371,5 milhões, uma diferença de 25%. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) era esperado em R$ 923,8 milhões, e veio 9% acima, em R$ 1,007 bilhão.

 

Eletropaulo

A Eletropaulo registrou um prejuízo líquido de R$ 5,437 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo o lucro líquido reapresentado de R$ 12,925 milhões de igual intervalo do ano passado.

A Eletropaulo informou que, desconsiderando os efeitos não-recorrentes de PIS/COFINS e ressarcimentos de acordos bilaterais, registrados primeiro trimestre de 2017, o resultado líquido ajustado da Companhia totalizaria um prejuízo de R$ 34,2 milhões no período, o que representaria uma variação positiva de R$ 28,7 milhões para o primeiro trimestre deste ano.

O Ebitda atingiu R$ 251,1 milhões no primeiro trimestre, queda de 4,4%. A margem Ebitda encerrou o período em 7,8%, uma retração de 1,4 ponto porcentual.

A distribuidora paulista espera reduzir suas despesas operacionais este ano em R$ 150 milhões, dos quais R$ 26,8 milhões foram realizados no primeiro trimestre de 2018, e R$ 100 milhões são previstos para 2019, como resultado do ganho de eficiência na operação. A elétrica lembra que reduziu as despesas operacionais em R$ 203,0 milhões no ano passado (acima dos R$ 200 milhões previstos), com base principalmente em redução de compensações, “fruto da melhoria da qualidade dos serviços prestados, e ações para redução da inadimplência”.

 

CPFL

A CPFL Energia registrou um lucro líquido de R$ 419 milhões no primeiro trimestre, uma alta de 80,7% em comparação ao mesmo período de 2017.

O Ebitda atingiu R$ 1,366 bilhão entre janeiro e março, representando um incremento de 14,3% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

 

Petrobras

O Tribunal de Contas da União (TCU) fará uma reunião interna nesta quarta-feira para tratar do acordo de revisão da cessão onerosa da área de exploração do pré-sal. Segundo apurou o Broadcast, o tribunal está preocupado com o desenrolar das negociações do Tesouro Nacional com a Petrobras devido aos altos valores envolvidos.

O órgão também avalia a legalidade da cada operação a ser feita para permitir o megaleilão da área onde estão situados os excedentes de petróleo da cessão onerosa, que pode render R$ 100 bilhões.

Uma possibilidade que está em negociação é o pagamento em óleo dos valores devidos na revisão do contrato, embora a lei hoje só permita o pagamento em títulos públicos ou dinheiro.

 

Ambev

O conselho de administração da Ambev aprovou a substituição do atual diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Ricardo Rittes, por Fernando Mommensohn Tennenbaum. Ele assume a posição na companhia em 1º de julho, com mandato até o dia 1º de julho de 2021.

O colegiado da Ambev aprovou também o pagamento de dividendos extraordinários no valor de R$ 0,16 por ação ON da companhia, que será realizado com base na posição acionária do dia 15 de junho. A partir do dia 18 de junho, os papéis passam a ser negociados ex-dividendos. O crédito aos acionistas será efetuado a partir do dia 30 de julho.

Outra operação aprovada pela fabricante de bebidas foi o fechamento de contratos de troca de resultados de fluxos financeiros futuros com liquidação financeira, ou equity swap. Os contratos serão baseados nas ações ou American Depositary Receipts (ADRs) da Ambev, com exposição de até 80 milhões de ações ON, e valor limite de R$ 1,8 bilhão. Os contratos serão feitos com instituições financeiras que ainda serão escolhidas.

 

Celesc

A Celesc registrou um lucro líquido de R$ 70,994 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando uma retração de 30,1% em comparação ao mesmo intervalo do ano passado.

O Ebitda somou R$ 191,904 milhões entre janeiro e março, uma retração de 10,5% frente o mesmo período de 2017. A margem Ebitda encerrou o período em 10,8%, ante 13,9% de um ano antes

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News)

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