• Hoje foram anunciados dois balanços que frustraram as expectativas do mercado, com resultados bem abaixo do esperado. Essas surpresas, porém, não ofuscam o fluxo positivo de informações geradas pelos balanços do segundo trimestre, confirmando o momento das empresas brasileiras, em recuperação após os ajustes efetuados durante os trimestres de queda da atividade. A Suzano jogou um mega prejuízo de R$ 1,86 bilhão, turbinado pelas despesas com a variação cambial do período. A Braskem também anunciou um resultado com queda de quase 60% em relação ao anterior. Outras empresas, porém, como Engie, Banco do Brasil, Energisa, Eneva, Movida e QGEP vieram com fortes altas em seus lucros, deixando espaço para o otimismo no segmento.

• O mercado acionário está desnorteado, oscilando rapidamente. Após abrir fraco, o índice Ibovespa subiu quase 700 pontos e, abruptamente, reverteu a alta. A maior parte das ações está caindo, levando o Ibovespa a uma queda de mais de 1,0% em poucos minutos. O motivo, aparentemente, é o resultado da pesquisa eleitoral a ser divulgada pela corretora XP. O nervosismo deve se manter como a regra para as próximas semanas, à medida que o processo eleitoral se intensifique.

• No exterior, a queda do petróleo ainda está deixando os mercados abalados, sobretudo porque a ofensiva dos EUA sobre seus parceiros e adversários está a todo pano. As sanções comerciais, usadas no atacado, deixam um rastro de ações por parte de governos e empresas que repercute nos mercados. O rublo continua se desvalorizando em função das novas sanções que a Rússia deve sofrer por conta da execução do espião em território inglês. Apesar dos abalos provocados pela ação diplomática dos EUA, os mercados acionários tentam se calçar nos fundamentos corporativos, que incentivam o otimismo da grande maioria dos gestores.

• O gráfico intraday do Ibovespa futuro talvez seja melhor do que qualquer parágrafo escrito para explicar o comportamento de incerteza no pregão de hoje:

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