Nesta quarta-feira, atenção para a BR Distribuidora, que ontem divulgou o balanço relativo ao quarto trimestre de 2017, o primeiro após a abertura do capital da companhia. Hoje pela manhã, a Randon apresenta seus números. Olho também em Eletrobras, depois que o Broadcast Político apurou que há uma grande resistência ao Projeto de Lei da privatização da companhia. A Eletropaulo está muito próxima realizar oferta de ações, segundo a Coluna do Broadcast.

Investidores ainda estarão atentos as companhias do setor financeiro, após a agência de classificação de risco Fitch ter revisado os ratings de uma série de instituições financeiras brasileiras. As modificações nas notas dos bancos se segue ao rebaixamento do Brasil de BB para BB-, em 23 de fevereiro.

O rating do Bradesco passou de BB+ para BB. Já as notas da Caixa e do BNDES seguiram a do Brasil, e passaram de BB para BB-, com a mudança da perspectiva de negativa para estável. Na visão da Fitch, entretanto, os principais índices de crédito do sistema bancário brasileiro, capitalização e financiamento e liquidez, bem como a rentabilidade e a qualidade dos ativos, continuarão a se estabilizar em 2018.

BR Distribuidora

A BR Distribuidora, que abriu capital no final do ano passado, registrou um lucro líquido de R$ 531 milhões no quarto trimestre de 2017, cifra cerca de 10 vezes maior da registrada no mesmo período do ano anterior, quando o ganho foi de R$ 52 milhões. Em relação ao terceiro trimestre o lucro cresceu 34,8%. No ano o lucro somou R$ 1,151 bilhão, revertendo prejuízo de R$ 315 milhões observado em 2016.

O forte aumento do ganho na relação anual ocorreu porque no quarto trimestre de 2016 o resultado tinha sido afetado por conta de provisão para indenizações do Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV) que tinha sido realizado e pelas maiores perdas e provisões em processos judiciais e administrativos.

O Ebitda (lucro antes de juros,impostos, depreciação e amortização) chegou em R$ 980 milhões nos últimos três meses do ano passado, ante uma geração de caixa de R$ 82 milhões no mesmo intervalo do ano anterior. Em 2017 o Ebitda foi de R$ 2,574 bilhões, aumento de 486,3% na relação anual.

Eletrobras

O governo enfrentará resistência na Câmara para aprovar o projeto de lei que autoriza a privatização da Eletrobras, admitem lideranças dos 10 maiores partidos da base aliada (MDB, PSDB, PP, PSD, PR, DEM, PRB, PTB, SD e PPS) ouvidos pelo Broadcast Político. Líderes e vice-líderes desses partidos, que reúnem juntos 322 deputados, apontam que a resistência vem principalmente das bancadas do Nordeste e de Minas Gerais, que possuem subsidiárias da estatal, e é motivada tanto por problemas em relação ao mérito da proposta quanto pelo medo dos parlamentares de votarem a matéria em ano eleitoral.

“É difícil. Não é um tema fácil. Tem que fazer uma avaliação do negócio. Não é só vender, tem que saber por quanto, o que vai entrar”, afirmou o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL), que comanda a terceira maior bancada da base aliada, com 45 deputados. Segundo ele, parlamentares têm muitas “dúvidas” em relação ao projeto. “Não sei se privatizar é o melhor caminho, ainda mais pelo valor (a privatização inclui pagamento de bônus de outorga que podem render R$ 12,2 bilhões para União), que não sei se compensa por tudo que foi investido. Tem muita resistência”, disse o deputado Áureo (RJ), vice-líder do Solidariedade.

A comissão especial que analisa o projeto de lei de privatização da Eletrobras elegeu como presidente o deputado Hugo Motta (MDB-PB). Ele era o único candidato ao cargo e foi eleito por 18 votos favoráveis e um voto em branco.

Até então, presidia a mesa o deputado Simão Sessim (PP-RJ), que, por ser o parlamentar com mais legislaturas, era o decano da comissão no dia de hoje. Motta assume agora o comando dos trabalhos da comissão.

Motta designou o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) como relator do projeto, a despeito dos protestos da oposição, que reclamou do início da ordem do dia no Plenário da Câmara.

Eletropaulo

A Eletropaulo está muito próxima de lançar sua oferta subsequente de ações de até R$ 2 bilhões, incluindo uma emissão primária e secundária de papéis, que permitirá à AES sair do capital da empresa, segundo informa a Coluna do Broadcast. A operação foi viabilizada após a distribuidora paulista ter chegado a um acordo com a Eletrobras para encerrar uma disputa judicial bilionária que se arrastava há décadas, passivo que vinha pesando no valor da empresa.

O assunto tem chances de ser apreciado na próxima semana pelo conselho da Eletropaulo. Na última segunda-feira, executivos da companhia reiteraram que a Eletropaulo avalia uma oferta como fonte para seu crescimento, mas disseram que até o momento a decisão não foi tomada. Eles salientaram que a operação “não necessariamente” seria para financiar o pagamento do acordo com a Eletrobras, que exigirá um desembolso total de R$ 1,5 bilhão ao longo dos próximos quatro anos.

Petrobras

A agência de classificação de risco Moody’s elevou as projeções para o preço do barril do petróleo neste ano, mas alertou que o impulso pode perder força em 2019.

Na avaliação da Moody’s, a faixa de preço em que o barril do petróleo irá operar em 2018 será entre US$ 45 e US$ 65. A estimativa anterior era de intervalo entre US$ 40 a US$ 60.

Segundo a agência de risco, a força dos preços virá do contínuo cumprimento dos cortes de produção liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a queda dos estoques globais. “Esses impulsos vão compensar o rápido aumento na produção de xisto nos EUA”, disse a Moody’s.

Sonae Sierra

A Sonae Sierra Brasil apresentou lucro líquido consolidado de R$ 79,018 milhões no quarto trimestre de 2017, queda de 37,5% frente ao resultado do mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 126,357 milhões. Em 2017 o lucro líquido teve alta de 1,8% ante o ano anterior, para R$ 252,247 milhões.

O Ebitda cresceu 8,2% de outubro a dezembro, para R$ 72,0 milhões. A margem Ebitda variou de 71,5% para 76%. Em 2017, o Ebitda totalizou R$ 253,2 milhões, expansão de 5,6%.

Fertilizantes Heringer


A Fertilizantes Heringer fechou o quarto trimestre de 2017 com prejuízo líquido de R$ 23,177 milhões, revertendo o lucro de R$ 52,444 milhões registrado no mesmo período de 2016. No ano, a companhia teve prejuízo de R$ 125,604 milhões, ante ganhos de R$ 43,190 milhões em 2016.

O Ebitda ficou em R$ 71,249 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, queda de 48,4% na comparação anual. Em todo o ano de 2017, o indicador ficou em R$ 91,898 milhões, recuo de 63,2% ante 2016.

 

Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News

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