Essa semana será mais movimentada no que diz respeito a balanços, alguns deles muito esperados pelos investidores, como é o caso de Banco do Brasil e Usiminas. Olho também na Vale, com a volta do feriado na China, e a retomada das negociações no mercado de minério de ferro no país asiático, além dos desdobramentos da tragédia em Brumadinho (MG).

A semana começa com os balanços de BB Seguridade e São Martinho nesta segunda-feira, após o fechamento dos mercados. Amanhã (12), o Banrisul anuncia os números do quarto trimestre de 2018 pela manhã, e à noite, é a vez da Biosev. Na quarta-feira (13), a Duratex divulga seu balanço após o fechamento da Bolsa.

Na quinta (14), o Banco do Brasil anuncia seus números antes da abertura dos mercados, e mais tarde, é a vez de Cosan, BRMalls e Grendene. Finalmente, na sexta (15), a Usiminas divulga seus resultados antes da abertura dos mercados, enquanto a Alpargatas divulga o balanço à noite.

Vale

A mineradora obteve autorização para um projeto de expansão das minas do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que contrariava recomendações de segurança do relatório da consultoria Tüv Süd, informou o site G1 no domingo, a partir do relato de engenheiros.

O laudo da companhia alemã, elaborado em julho de 2018, atestava estabilidade da estrutura, mas alertava que a estabilidade do alteamento da barragem estava no limite das normas de segurança brasileiras. Com isso, a consultoria recomendou a proibição de explosões nas redondezas das minas, evitar tráfego de veículos e equipamentos pesados e impedir a elevação do nível da água na estrutura.

No entanto, licenciamento para a expansão das minas, aprovado em 11 de dezembro de 2018 pela Secretaria do Meio ambiente de Minas Gerais (Semad), previa uso de explosivos, de retroescavadeiras para remoção mecânica de rejeitos e de caminhões de grande porte para transportar materiais.

Na sexta-feira, a Vale apresentou uma proposta para indenização aos familiares dos trabalhadores vítimas do rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Os termos foram levados em reunião de negociação com o Ministério Público do Trabalho (MPT), em Belo Horizonte.

Por danos morais, a Vale propõe indenizações de acordo com o parentesco em relação aos funcionários que foram vítimas do rompimento. Os maiores valores são de R$ 300 mil para cônjuges ou companheiros e para cada filho. Para pai e mãe, indenização de R$ 150 mil para cada um, e para irmãos, R$ 75 mil para cada.

Por danos materiais, a Vale propôs o pagamento mensal do correspondente a 2/3 de um salário mensal líquido do trabalhador até a data em que ele completaria 75 anos. Para os empregados, a Vale propõe garantia de emprego ou salário até o final deste ano.

A mineradora foi intimada a realizar um depósito judicial de R$ 7,413 bilhões em cumprimento das duas ordens de bloqueio de recursos no valor de R$ 10 bilhões, determinadas nas decisões liminares proferidas em requerimentos de tutela antecipada formulados pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

O assessor jurídico da Vale, Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP (Skadden) irá contratar, em nome de e sob a direção da companhia, quatro peritos externos para fornecer uma avaliação sobre as causas técnicas do colapso da Barragem I em Brumadinho, em Minas Gerais.

Sabesp

O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, tem se movimentado junto à bancada federal de São Paulo para emplacar uma emenda à Medida Provisória que altera o marco regulatório do saneamento no país. A intenção é excluir as estatais não dependentes do Tesouro Nacional do texto e, assim, evitar que a Sabesp perca valor de mercado.

O vice tem conversado com os colegas de partido na Câmara e, na semana passada, se reuniu com o presidente da Casa, Rodrigo Maia, que participou de reunião com o governador João Doria no Palácio dos Bandeirantes.

A ideia do governo paulista é capitalizar a Sabesp, mantendo o controle da companhia, com uma arrecadação estimada em R$ 5 bilhões – R$ 1 bilhão retornando à empresa. Se a MP for aprovada, no entanto, a empresa perde valor e a opção mais viável, segundo já disse o governo, será a de privatizar toda a companhia.

Gafisa

A Alvarez & Marsal, especialista em consultoria financeira e reestruturação de empresas, está buscando potenciais investidores para a Gafisa, conforme apurou o Broadcast com fontes do mercado.

A sondagem da consultoria, ainda preliminar, passa pelo estudo de alternativas para reequilibrar a estrutura de capital da incorporadora, que tem endividamento alto e pouco dinheiro em caixa.

Entre as opções estariam a intermediação de uma operação de compra e venda de participação acionária na companhia e alternativas para viabilizar novos financiamentos ou renegociações de dívidas.

Procurada, a Gafisa informou por meio de sua assessoria de imprensa que “não contratou o escritório Alvarez & Marsal e não considera a recuperação judicial uma opção. A Gafisa reforça a crença expressa de que a companhia é viável”. A Alvarez declinou de comentar.

Além disso, em resposta a questionamento feito pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Gafisa confirmou que um juiz da 33ª Vara Cível de São Paulo concedeu uma liminar a favor da Polo Capital Securitizadora, que determina a interrupção da emissão de boletos para receber pagamentos de clientes em seu favor, além de determinar a restituição dos recursos recebidos indevidamente. A construtora afirma que vai recorrer da liminar.

Petrobras

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, diz ter sugerido ao governo a criação de um cartão pré-pago para combustíveis, de modo a proteger o consumidor da volatilidade. A companhia reitera que segue com sua política de preços atrelados à cotação internacional.

Comgás

A disputa entre a Comgás e os setores da indústria após o reajuste médio de 36% no preço do gás natural teve que ser intermediada pelo Executivo estadual. Em reunião realizada na última sexta-feira, o governo paulista pediu para que setor, companhia e agência reguladora (Arsesp) voltem à mesa de negociações para discutir formas de diluir o aumento. Segundo fontes que participaram da reunião, a Comgás teria aceitado reabrir a discussão, mas nenhum próximo encontro ficou marcado.

A reunião é a segunda realizada nesta semana, após o reajuste anunciado pela Arsesp no último dia 1º. Na prática, o governo não pode interferir nas deliberações da reguladora, mas foi procurado pelos setores de químicos, cerâmica e vidros – entre os maiores consumidores de gás no país – para intermediar uma reabertura das conversas. As reuniões agora devem seguir sem a participação do Palácio dos Bandeirantes.

Oi

O conselho de administração da Oi aprovou a recompra de 1.800.000 ações preferenciais da companhia, 1,14% do total de ações PN e 0,03% do total de ações. A aquisição tem por objetivo assegurar o cumprimento de compromisso assumido pela companhia de transferir ações de sua emissão mantidas em tesouraria à Bratel, subsidiária integral da Pharol.

PetroRio

A PetroRio divulgou dados operacionais relativos ao mês de janeiro. A produção de petróleo no Campo de Polvo ficou em 9.997 barris por dia e no Campo de Manati, onde a companhia tem 10% de participação, atingiu 1.568 barris por dia. No total, a produção diária foi de 11.565 barris. Não foram divulgados os dados de vendas.

Banco Inter

O conselho de administração do Banco Inter aprovou a reestruturação da área comercial da instituição, com a extinção da diretoria responsável pela área específica de crédito imobiliário, ocupada pelo diretor sem designação específica, Luiz Carlos de Menezes, que será destituído do cargo.

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News)

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