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  • Importantes encontros de executivos com analistas e investidores

    6 de dezembro de 2017
    Por Pedro Paulo Silveira e Alexandre Faturi

    Corporativo 

     

    Para esta quarta-feira estão marcados importantes encontros de executivos com analistas e investidores. Destaque para o Vale Day, que acontece em Nova York. Por aqui, ocorrem eventos promovidos por Banco do Brasil, CPFL, Tenda, Alpargatas e ABC Brasil. Atenção também para Usiminas, que confirmou mudanças nos contratos de fornecimento de minério com sua controlada Mineração Usiminas (MUSA). Por fim, no que diz respeito à Petrobras, a Câmara dos Deputados concluiu na madrugada desta quarta-feira, 6, a votação da Medida Provisória 705/2017, que trata da extensão do regime fiscal aduaneiro Repetro de 2020 a 2040.

    Apesar de aparentemente positivo, o fato pode pesar sobre os papéis da Petrobras. Isso porque a liderança do governo deu o sinal verde para a apresentação de um projeto de lei para atender às demandas da indústria e criar uma espécie de reserva de mercado para os fabricantes locais.

    O texto-base já tinha sido aprovado na semana passada, mas faltavam os destaques (sugestões de mudanças), que foram todos rejeitados nesta quarta-feira após acordo entre lideranças da base aliada. A matéria seguiu para análise do Senado. Sob a ameaça de derrota na votação de um destaque da MP, a base aliada firmou um acordo com representantes da indústria para engessar na lei os porcentuais de conteúdo local que serão exigidos no setor de óleo e gás – alguns até maiores do que os atuais.

    O prazo exíguo para a votação da MP do Repetro também jogou a favor dos representantes da indústria, que fizeram corpo a corpo no plenário e pressionaram pelo acordo. A MP norteou os lances das companhias de petróleo, principalmente estrangeiras, nos últimos leilões do setor e precisa ser votada até 15 de dezembro para não perder a validade – o que traria insegurança para os investimentos futuros.

    Ainda sobre a Petrobras, as conversas do presidente Michel Temer com o seu colega boliviano Evo Morales envolveram justamente a compra de gás do país vizinho pela estatal. Durante a conversa, o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Luis Alberto Sánchez, deixou claro que gostaria de maior previsibilidade de consumo por parte da estatal brasileira, segundo fontes presentes ao encontro.

    O Brasil é o principal consumidor do gás boliviano e a Petrobras é hoje sua única compradora no País. O atual contrato de fornecimento acaba em 2019. Segundo fontes, há sinais nos bastidores que, com o fim do atual contrato, a Petrobras pretende reduzir suas compras de gás pela metade. Os bolivianos esperam informações mais firmes sobre isso para decidir se abrem a venda de gás para outros compradores no Brasil.

    Usiminas

    O aditivo celebrado entre Usiminas e MUSA foi aprovado pelo conselho de administração em 24 de agosto, conforme noticiado pelo Broadcast. O volume de minério que a siderúrgica está obrigada a adquirir da MUSA a partir de 2018 até o fim de 2021 foi reduzido de 4 milhões de toneladas para 2,3 milhões de toneladas anuais, sem pagamento de qualquer compensação à MUSA em virtude da redução.

    A partir de 2022, a Usiminas e a MUSA definirão, de comum acordo, os volumes de minério que deverão ser adquiridos anualmente pela companhia.

    Gafisa

    A Gafisa pagou à Caixa Econômica Federal a última parcela da sua sétima emissão de debêntures, no montante de R$ 157,522 milhões, incluindo principal e juros. “Esse evento marca os últimos passos do plano estratégico da companhia que envolveu, além da separação operacional e societária entre Tenda e Gafisa, a venda de 70% de Alphaville”, diz a empresa.

    De acordo com a Gafisa, o novo posicionamento permite à companhia responder de forma mais ágil às oportunidades de negócios em seu mercado alvo, além de fornecer maior visibilidade sobre seu desempenho operacional.

    Oi

    Os desentendimentos entre acionistas e credores da Oi em torno do plano de reestruturação para a companhia estão afastando potenciais investidores de fazer um aporte na tele. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a China Telecom desistiu, por ora, de fazer uma oferta para operadora, enquanto os envolvidos não chegarem a um consenso sobre como recuperar a empresa.

    Fontes próximas ao governo já não contam mais com uma possível injeção de dinheiro novo antes de um consenso entre as partes, mas lutam para costurar um acordo. Há muitas dúvidas de que esse entendimento seja possível até o próximo dia 19 – nova data da assembleia da Oi, já remarcada duas vezes.

    O fundo de investimentos Aurelius deverá apresentar explicações à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a respeito da posição acionária detida na Nextel. O despacho é da Superintendência de Competição da Anatel e será avaliado pelo Conselho Diretor da agência, mas tem validade imediata. O fundo terá 15 dias para apresentar suas justificativas ao órgão regulador.

    A decisão é uma resposta à denúncia apresentada pelo fundo Société Mondiale, do empresário Nelson Tanure, segundo a qual o Aurelius teria assumido o controle da empresa sem ter comunicado oficialmente à Anatel.

    Na reclamação, apresentada à Anatel e à Justiça, o Société Mondiale também apontava “tentativa de tomada de controle hostil da Oi e da Oi Móvel”. Por essa razão, o Société Mondiale pedia uma cautelar para invalidar o voto do Aurelius na assembleia geral de credores da Oi, marcada para o dia 19 de dezembro.

    Dommo Energia

    A Dommo Energia informa que não foram atingidas as condições precedentes previstas no acordo com a Azibras Exploração de Petróleo e Gás, subsidiária do Grupo Seacrest, para a cessão de 30% do Bloco BS-4. Segundo a empresa, não houve aceite da transação pelas outras companhias que integram o Consórcio do Bloco BS-4. O valor anunciado em outubro da transação somava em torno de US$ 63 milhões.

    Estácio

    O grupo Estácio confirmou que promoveu no fim deste semestre uma reorganização em sua base de docentes. Segundo nota divulgada há pouco, o processo envolveu o desligamento de profissionais da área de ensino do grupo e o lançamento de um cadastro reserva de docentes para atender possíveis demandas nos próximos semestres, de acordo com as evoluções curriculares.

    Segundo matéria publicada na imprensa nesta terça-feira, a empresa estaria demitindo 1,2 mil professores e recontratando, em janeiro do ano que vem, outros 1,2 mil. Internamente, a Estácio teria justificado que os professores ganhavam uma remuneração acima do mercado.

     

    Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News

     

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