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  • Realização dos mercados globais; Pesquisa mensal do comércio

    9 de fevereiro de 2018
    Por Pedro Paulo Silveira e Alexandre Faturi

    Mercados Globais

     

    Os mercados acionários continuam em seu ciclo de queda, com forte elevação da volatilidade que, medida pelo índice VIX, subiu do intervalo de 10% a 15% para mais de 30%, indicando um aumento considerável da aversão aos riscos. As principais bolsas do mundo zeraram os ganhos do ano e entraram em perdas, exceto o Ibovespa, que acumula um ganho de cerca de 6%, veja o gráfico:

     

     

    A realização dos mercados já zerou cerca de 70% dos ganhos obtidos no índice S&P 500 desde agosto até a máxima de 26 de janeiro, de 2.850 pontos. As taxas de juros longas, dos títulos de dez anos, é que estão atuando como principal fator de risco sobre os ativos globais, sinalizando que os preços estavam elevados demais.  Quase todo o ganho extraordinário, gerado a partir da aprovação do pacote de redução de impostos corporativos nos EUA, foi consumido em alguns pregões.

    Essa velocidade de queda, ou de realização, confirma que as posições dos agentes eram bem grandes e até agora reduziu em cerca de US$ 5,2 trilhões o valor de mercado das ações em bolsa.  Alguns setores têm sido mais afetados, como energia e indústria, que caíram mais de 10% nos EUA. O barril de petróleo do tipo WTI caiu de US$ 65,5 para os atuais US$ 60,5, e refletiu tanto a alta dos juros, como a alta do dólar frente às principais moedas. A onda de choque que está percorrendo o mundo parecia ter perdido força no início do dia, com alta nos futuros dos EUA e leve queda na Europa, mas voltou a ganhar força e deve engolir o que restou do otimismo na semana.

     

    Brasil

     

    No Brasil, o IBGE divulgou a pesquisa mensal do comércio de dezembro e ela mostrou que a vendas do varejo das principais capitais brasileiras caíram mais que o esperado. Elas recuaram 1,5%, acumulando uma modesta alta de 2%, veja o gráfico:

     

     

    Com esse fechamento, as vendas do varejo, que são o principal componente para medir o consumo das famílias, estão em um patamar inferior ao que estavam em 2014 em cerca de 8,5%. Dos itens de queda, destacam-se as vendas de supermercados (-3%) e móveis e eletrodomésticos (-2,7%).

    O mercado doméstico segue a tendência global, operando com ações em queda e dólar em alta. Os juros reagiram à queda nas vendas e estão um pouco mais baixos que os que prevaleciam no pregão de ontem.

     

     

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