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  • Rumo, Ecorodovias e construtoras

    11 de janeiro de 2018
    Por Pedro Paulo Silveira e Alexandre Faturi

    Corporativo 

     

    As ações da Eletrobras, que acumulam queda de pelo menos 12% neste começo de 2018, permanecem no radar dos investidores nesta quinta-feira em meio às incertezas sobre o processo de privatização da estatal. Ontem, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, declarou que o projeto de lei sobre a privatização deve ser enviado ao Congresso no início de fevereiro, alguns dias antes do fim do recesso parlamentar. Além da resistência de parlamentares, ainda existe a expectativa sobre que soluções serão aprovadas pelos acionistas para as distribuidoras.

    Ontem, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, disse que a Medida Provisória 814 resolveu uma dívida de R$ 8,5 bilhões que as distribuidoras tinham com fundos setoriais do governo. Segundo ele, por meio da MP 814, publicada no fim de dezembro, créditos que as concessionárias acreditavam ter nesse mesmo valor se tornaram líquidos, ou seja, deixaram de ser duvidosos.

    De acordo com Ferreira Jr., a MP dá segurança aos investidores interessados nessas empresas de que o imbróglio dos fundos setoriais não vai se tornar um novo rombo no futuro. O presidente da Eletrobras disse que a MP traz comandos legais que vão permitir que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconheça o direito das distribuidoras a créditos nesse mesmo valor, de R$ 8,5 bilhões. “As distribuidoras vão ter créditos equivalentes por meio da MP”, afirmou.

    Rumo

    Atenção também para as ações da Rumo, que confirmou no final da tarde a precificação e colocação de títulos de dívida no mercado internacional, por meio de senior notes 2025, de emissão de sua subsidiária, Rumo Luxembourg, no valor total de US$ 500 milhões. A captação, antecipada pelo Broadcast, terá vencimento em janeiro de 2025, com juros de 6,000% ao ano, pagos semestralmente. As notas 2025 receberam classificação BB- pela agência Fitch Ratings e B+ pela agência de rating Standard & Poor’s, segundo a empresa.

    Construção

    A Caixa Econômica Federal ameaça ser menos ativa no repasse aos recursos para habitação e infraestrutura caso o Tribunal de Contas da União (TCU) não conceda sua benção para a operação de R$ 15 bilhões junto ao FGTS.

    Em entrevista exclusiva ao Broadcast, o presidente da Caixa defendeu a capitalização com recursos do FGTS. Gilberto Occhi, garante que a estrutura não é uma ponte para a instituição se igualar ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que no passado recebeu injeção de recursos do Tesouro, mas possibilitar até mesmo um retorno maior para os recursos dos trabalhadores depositados no Fundo.

    Apesar de admitir que uma capitalização por parte do dono do banco, neste caso, o próprio Governo, seja um caminho mais natural para resolver a questão do capital versus política de crédito para habitação e infraestrutura, o executivo lembra que este e talvez o próximo ano ainda sejam de déficit nas contas públicas. No entanto, garante que a operação com o FGTS permite, sem mexer na liquidez do fundo, que a Caixa permaneça ativa.

    EcoRodovias

    A EcoRodovias deverá recorrer tanto ao mercado local quanto externo para financiar a concessão do trecho Norte do Rodoanel, conquistada em leilão do governo paulista ontem, afirma uma fonte.

    Como o capex para obras no trecho é relativamente baixo, de cerca de R$ 230 milhões nos primeiros anos de concessão, o que mais pesa na equação é o valor da outorga fixa: foram ofertados R$ 883 milhões pela EcoRodovias, um ágio de 90,97% em relação ao valor mínimo estipulado para a disputa. Como o BNDES não financia outorga e o valor do capex é mais baixo, o banco de fomento não é uma opção para funding, lembrou o próprio presidente da companhia, Marcelino Seras, em conversa com jornalistas após o certame.

     

    Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News

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