A votação da cessão onerosa deve ficar mesmo para 2019. Segundo apurou o Broadcast Político, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, acertaram deixar as negociações do projeto para o ano que vem. Mesmo em meio à pressão de governadores interessados na partilha do bônus, os dois se comprometeram a encerrar as conversas sobre uma solução para garantir o repasse da verba de assinatura do contrato para Estados e municípios. Nos últimos dias, as ações da Petrobras vinham reagindo de acordo com as expectativas sobre a votação do projeto.

Em meio a isso, a revisão do acordo pode ganhar mais um novo capitulo. Segundo apurou o Broadcast, o Tribunal de Contas da União (TCU) informou à equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro que o acordo não depende da aprovação do projeto de lei pelo Senado. Olho também em Vale, que ontem divulgou a investidores em Nova York algumas estimativas importantes para 2019.

O TCU já esclareceu à equipe de transição do governo Bolsonaro que não é preciso a aprovação do projeto de lei que tramita no Senado Federal para o acordo de revisão do contrato de cessão onerosa entre a Petrobras e a União, segundo apurou o Broadcast. O contrato é um processo negocial entre as duas partes e não é pré-requisito para a revisão e posterior leilão dos excedentes.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) pode, portanto, decidir encaminhar os parâmetros para o acordo sem que haja a necessidade de aprovação do projeto de lei, que virou alvo de disputa política no Congresso, envolvendo governadores e prefeitos que contam com a divisão de recursos do leilão.

Em pouco mais de três meses, a Petrobras registrou o segundo incêndio no seu parque de refino. Nesta terça-feira, aconteceu na unidade de coqueamento da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), instalada em Pernambuco. No fim de agosto, o acidente foi na Replan, em São Paulo. Com o registro desses dois episódios no segundo semestre deste ano, a empresa chega ao fim do ano com duas unidades produtoras de combustíveis paralisadas.

Vale

A Vale estima um potencial aumento de US$ 7,7 bilhões no Ebitda ajustado em 2023 em comparação a 2018, informou a empresa ontem.

No segmento de minerais ferrosos, a empresa estima um Ebitda ajustado (excluindo manganês e ferroligas) variando de US$ 39/t a US$ 40/t no segundo semestre de 2018, e variando de US$ 44/t a US$ 47/t em 2023, equivalente a um aumento estimado de até US$ 2,7 bilhões em 2023, em comparação a 2018.

A companhia estima um fluxo de caixa livre acumulado de 2019 a 2021 variando de, aproximadamente, US$ 23 bilhões (média anual disponível no fluxo de caixa em torno de US$ 8 bilhões) para, aproximadamente, US$ 37 bilhões (média anual disponível no fluxo de caixa em torno de US$ 12 bilhões).

A mineradora estima uma produção anual de 400 milhões de toneladas de minério de ferro de 2019 a 2023, informou a empresa há pouco. Já a produção de níquel deve chegar a 244 mil toneladas no próximo ano, subindo para 320 mil toneladas em 2023. Para o cobre, a previsão é de produção de 417 mil toneladas em 2019, chegando a 500 mil toneladas em 2023. Para o carvão, a estimativa é de produção de 14 milhões de toneladas no próximo ano, subindo para 20 milhões em 2023.

No que se refere a custos, a empresa prevê uma redução do custo caixa unitário em 2018 de US$ 1,2/t para o minério de ferro e redução entre US$ 1,0/t e US$ 2,0/t de 2019 a 2023. Para o custo frete, a estimativa é de US$ 18,3/t em 2018 e US$ 17,7/t em 2023. Segundo a empresa, as operações canadenses têm potencial de redução de custo de US$ 140 milhões em 2019.

O diretor-executivo de ferrosos e carvão da Vale, Peter Poppinga, afirmou que a companhia vai investir US$ 770 milhões até 2022 para elevar a capacidade de produção do complexo de produção de minério de ferro S11D, em Carajas. A empresa já aplicou na área US$ 14,3 bilhões nos últimos cinco anos.

JBS

O conselho de administração da JBS elegeu, por unanimidade, Gilberto Tomazoni como CEO Global da companhia. Gilberto Tomazoni é executivo da JBS desde 2013 e tem mais de 35 anos de experiência em posições de liderança no setor de alimentos, de acordo com a empresa. No último ano, ocupou a posição de COO da companhia, período em que esteve diretamente envolvido na estratégia de negócios da JBS globalmente. Ele sucederá José Batista Sobrinho que se manterá membro do conselho de administração da companhia.

AES Tietê e Renova Energia

Em Fato Relevante, a AES Tietê informa que fez uma proposta à Renova Energia para adquirir o total da participação acionária nas sociedades de propósito específico que compõem o complexo eólico Alto Sertão III. A AES Tietê não deu mais detalhes sobre a proposta.

Minerva

A Minerva realizou ontem a liquidação da oferta de recompra antecipada de títulos perpétuos representativos de dívida emitidos no exterior pela sua subsidiária Minerva Luxembourg S.A. com taxa de juros de 8,75%.

O valor principal agregado dos títulos liquidados na oferta foi de US$ 216.970.000,00, ou 75,48% dos títulos em circulação, excluídos aqueles detidos pela companhia. Ao final, o valor total pago pela Minerva atingiu US$ 224.506.281,65, o que inclui juros.

Telefônica Brasil
A Telefônica Brasil aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 1,350 bilhão. Os juros por ação equivalem a R$ 0,7497 por ação ordinária e R$ 0,8247 por ação preferencial. Os juros deverão ser creditados individualmente aos acionistas, obedecida a posição acionária constante dos registros da Companhia ao final do dia 17 de dezembro de 2018. Após esta data, as ações serão consideradas “ex-juros sobre capital próprio”.

CSN

A Fitch Ratings manteve em Observação Negativa os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) de Longo Prazo em Moedas Estrangeira e Local ‘B-‘, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘BB-(bra)’ e o rating ‘B-/RR4’ das notas seniores sem garantias da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Segundo a agência de risco, o rating ‘B-‘ reflete a pressão que o perfil financeiro da CSN tem sofrido nos últimos anos, decorrente da alta alavancagem e de elevados riscos de refinanciamento. Os preços baixos do minério de ferro em 2015 e 2016 e a grave recessão macroeconômica no Brasil, que reduziu a demanda por produtos siderúrgicos, além das altas taxas de juros, afetaram negativamente o fluxo de caixa da empresa e resultaram em uma estrutura de capital insustentável.

Triunfo

A Triunfo Participações informou, em fato relevante, que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região deferiu o efeito suspensivo da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal contra a companhia. Dessa forma, de acordo com a Triunfo, fica restabelecida a cobrança da tarifa na praça de pedágio de Jacarezinho, bem como está suspensa a redução das tarifas em 26,75% nas demais praças da Econorte. As contas bancárias da companhia, Econorte e Rio Tibagi encontram-se desbloqueadas. A cobrança do pedágio estava suspensa desde o dia 23 de novembro.

(Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News)

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