Mercados Globais

 

Os mercados ficam cautelosamente de olho na T-Note 10 anos, que retorna ao “temido” patamar de 3% ao ano. Enquanto isso, o dólar tem um dia de forte alta: o euro é cotado a $1,1847 e o índice para o dólar registra alta de 0,7% (a 93,233). Com alta no dólar e nas treasuries, os agentes econômicos devem evitar ativos de maior risco. Seguindo esta lógica, os índices futuros dos Estados Unidos sinalizam uma abertura com queda de 0,7% no Dow Jones, 0,67% no S&P e quase 1,0% no Nasdaq. A tendência de queda se espalha pelas demais bolsas, com queda na Europa e nos mercados emergentes.

 

 

Na Europa, o PIB da Alemanha registrou crescimento trimestral de 0,3% no 1° tri de 2018, indicando uma atividade econômica bastante lenta no principal país da Zona do Euro. O resultado foi tido como negativo, e a bolsa de Frankfurt (-0,38%) segue como destaque de queda na Europa. Já na China, a produção industrial ontem a noite mostrou um tom positivo na região. Com alta mensal de 7% em abril, a indústria chinesa surpreendeu positivamente os mercados, contrapondo os dados fracos de varejo. O dado impulsionou também o mercado de commodities, com algumas ressalvas: no caso do minério de ferro na China, que registrou uma forte queda de quase 2,5%, o alto nível de oferta de aço fez com que o cenário sofresse uma reversão durante a sessão de negócios no dia.

 

 

Voltando aos EUA, a queda nas bolsas não deve ser revertida pelos dados do varejo, que vieram abaixo do esperado pelo mercado neste primeiro trimestre. Com alta de apenas 0,3% (estimativa 0,8%) em março, o consumo em ritmo mais lento deve ser acompanhado pelo Fed, devido à importância do varejo na economia americana.

 

Brasil

 

O mercado local segue a queda generalizada, que se soma ao cenário eleitoral incerto. O mercado de juros tem uma forte alta, e os ativos de maior risco se tornam bem menos atrativos, com queda de 1,5% na bolsa. O setor financeiro é destaque de queda, e o índice tem altas isoladas, especialmente com ações de empresas mais expostas ao câmbio.

Na agenda econômica, o setor de serviços registrou variação negativa de 0,2% em março, acumulando queda de 2% em doze meses. Serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram o maior impacto negativo na pesquisa do IBGE.

 

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