Nesta sexta-feira, a atenção dos investidores devem se voltar novamente para a Eletrobras. Os acionistas aprovaram a privatização das seis distribuidoras nas regiões Norte e Nordeste. A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) começou com atraso, por conta de manifestações que impediram a entrada dos acionistas no local. Os acionistas controladores da Usiminas fecharam termos de um acordo com regras para melhorar as relações entre as partes, com previsão de alternância na nomeação do diretor presidente e do presidente do conselho. Lojas Renner, IRB Brasil Re e São Martinho divulgaram os balanços relativos ao quarto trimestre de 2017.

A AGE da Eletrobras aprovou a privatização das seis distribuidoras de energia no Norte e Nordeste do País. Com 51% do capital votante, a União votou a favor da privatização de todas as empresas, conhecidas por má gestão e pelo acúmulo de dívidas bilionárias. Essa decisão era considerada fundamental para viabilizar a posterior privatização da própria Eletrobras, que deve ocorrer por meio do aumento de capital, que vai diluir a participação da União.

Maior entrave ao processo de privatização, a dívida dessas companhias, de R$ 19,7 bilhões, ficou integralmente com a holding. O voto contrariou a orientação da diretoria da empresa, para quem os débitos de R$ 11,2 bilhões deveriam ficar com a Eletrobras, e os R$ 8,5 bilhões restantes, detidos junto a fundos setoriais, deveriam ser assumidos pelos futuros concessionários.

A posição da União permitirá que as distribuidoras sejam adquiridas “limpas” pelos novos investidores. Sozinho, o governo já conseguiria aprovar a venda do controle das empresas e evitar a liquidação. Mas acionistas minoritários deram apoio massivo ao voto da União. A avaliação era de que era melhor assumir toda a dívida do que correr o risco de não vender as empresas e, eventualmente, liquidá-las.

Usiminas

Os acionistas do bloco de controle da Usiminas, a Ternium e a Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation (NSSMC), fecharam termos de um delineamento básico de acordo para estabelecer novas regras para regular suas relações como acionistas e membros do grupo de controle da siderúrgica. O acordo visa ainda a adotar “todas as medidas necessárias para resolver e terminar amigavelmente as disputas legais pendentes em relação à Usiminas”. Os termos são vinculantes entre as partes e passam a vigorar hoje.

A partir de abril/maio de 2022, haverá alternância entre elas para a nomeação das duas funções. A Ternium pretende nomear o atual diretor presidente, Sérgio Leite, para permanecer no cargo para o mandato de maio de 2018 a maio de 2020. E a NSSMC pretende nomear Ruy Hirschheimer como presidente do conselho. Ele foi CEO da América Latina da Electrolux AB e da Bunge Foods Brazil, entre outros.

A diretoria da companhia será composta por seis membros, incluindo o presidente, três pela parte que tiver o direito de nomear o presidente do conselho e dois pela que tiver o direito de nomear o diretor presidente.

Lojas Renner

A varejista de moda Lojas Renner reportou lucro líquido de R$ 331,8 milhões no quarto trimestre de 2017, resultado 10,7% maior que o do mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro chega a R$ 732,7 milhões, crescimento de 17,2% ante 2016.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia atingiu R$ 570 milhões entre outubro e dezembro, elevação de 4,2% na comparação com os mesmos meses de 2016. No ano, o Ebitda acumulado foi de R$ 1,416 bilhão, alta de 10%.

O lucro ficou abaixo do esperado por analistas consultados pelo Prévias Broadcast. O resultado foi 8% menor do que os R$ 362 milhões previstos na média das projeções de cinco instituições financeiras consultadas (BTG Pactual, Goldman Sachs, Itaú BBA, Morgan Stanley e Santander). O Ebitda ajustado da rede varejista também ficou aquém do esperado. O resultado apurado no trimestre foi de R$ 603 milhões, 6,5% inferior aos R$ 645 milhões esperados pelos analistas.

Suzano

A Suzano contratou uma operação financeira de pré-pagamento de exportação, estruturada na forma sindicalizada, no valor de US$ 750 milhões, com prazo de cinco anos e três anos de carência. Em comunicado, a empresa diz que os recursos obtidos serão utilizados para a liquidação da operação financeira de pré-pagamento de exportação contratada em 14 de maio de 2015 no valor de US$ 600 milhões, bem como para o financiamento de operações de exportação.

Klabin

O conselho de administração da Klabin elegeu, interinamente, Cristiano Cardoso Teixeira, diretor geral da companhia, como diretor Financeiro e de Relações com Investidores. Ele acumulará as funções até a eleição do novo diretor Financeiro e de RI. Eduardo de Toledo, que ocupava esta função, renunciou ao cargo.

Gol

A Gol publicou os números prévios de tráfego de janeiro. No primeiro mês do ano, a taxa de ocupação dos voos ficou em 83,5%, ante 83,2% em janeiro de 2017. No acumulado em 12 meses, a taxa chegou a 79,8%, ante 77,6% em 12 meses até janeiro do ano passado.

A oferta de assentos da Gol, representada pela sigla ASK, teve crescimento de 4,9% mês passado, enquanto a demanda (RPK) registrou alta de 5,2%. O número de decolagens no mês cresceu 3,8%, e o número de passageiros transportados subiu 2,4%. Em 12 meses, a oferta teve variação de 1,6%, enquanto a demanda cresceu 4,4%.

Oi

A Pharol, controladora da Bratel e maior acionista individual da Oi, informou que tomará todas as providências para que as deliberações da assembleia de acionistas, realizada ontem, sejam respeitadas. Convocada pela Brastel, a assembleia reuniu 34,12% do capital total da Oi e votou pela substituição de parte da diretoria, inclusive do presidente da empresa, Eurico Teles.

“Sobre a liminar proferida pelo juízo da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, na qual inviabiliza a Assembleia de Acionistas devidamente convocada e realizada ontem, a Pharol esclarece que tem plena confiança que os seus direitos como acionistas serão respeitados, e está convicta acerca das inúmeras irregularidades contidas no Plano de Recuperação Judicial da Oi”, disse a empresa em nota, referindo-se ao plano já homologado pela Justiça.

IRB

O ressegurador IRB Brasil Re registrou lucro líquido de R$ 249 milhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 32,6% inferior à vista um ano antes, de R$ 370 milhões. Em relação ao terceiro trimestre, porém, o resultado apresentou crescimento de 12,2%.

A queda do lucro no quarto trimestre, explica o IRB em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, impactou o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), que foi a 29% no período ante 44% um ano atrás. O IRB espera que seus prêmios de resseguros emitidos cresçam entre 9% e 16% este ano em relação a 2017, conforme projeções divulgadas em fato relevante há pouco pela companhia. O intervalo do ano passado apontava para incremento de 12% a 15%.

São Martinho

O Grupo São Martinho reportou lucro líquido de R$ 168,483 milhões no terceiro trimestre do ano-safra 2017/18, encerrado em 31 de dezembro. O resultado é 201,7% maior do que o registrado em igual período da temporada 2016/17, de R$ 55,844 milhões. Nos primeiros nove meses da safra, entre abril e dezembro do ano passado, o lucro líquido ficou em R$ 338,371 milhões, alta de 105,8% sobre igual período do ano anterior

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia sucroenergética aumentou 45,6% na mesma comparação trimestral, para R$ 497,44 milhões. Em nove meses, o indicador somou R$ 1,364 bilhão, avanço de 30,7%.

 

Fonte do noticiário corporativo: Agência Estado News

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