O QUE É DAY TRADE?

O Day trade

Mercados globais dão feliz Ano Novo

O Day Trade é uma operação de com­pra e venda de minicontratos, ou ações de uma mesma empresa realizada em um único dia na Bolsa de Valores.

Também é consi­derado Day Trade uma operação de venda a descoberto de um ativo e a posterior compra deste mesmo ativo no mesmo dia.

O objetivo do investidor é obter lucro com a oscilação intra-diária de preço de um ativo financeiro, ou seja, o lucro é proveniente da venda do ativo por um preço maior que o preço da compra.

As operações de Day Trade podem ser realizadas tanto no mercado à vista (ações) quanto no mercado de deriva­tivos (opções, contratos futuros de dólar, índices como Ibovespa etc.).

Day trader

É o termo aplicado ao investidor que realiza compras e vendas do mesmo ativo, encerrando sua posição no mesmo dia.

O maior desafio é acertar o timing do mercado e ter consistência de lucro ao longo do tempo.

Scalping

É a modalidade para o investidor que visa obter lucro em intervalo curtíssimo de tempo. Vale ressaltar que hoje, esse tipo de atuação conta com uma presença forte de algoritmos de alta frequência, os HFTs.

NOTA: Se trata de uma estrutura de negociação de ativos automática que tem um horizonte de investimento muito curto, durando apenas alguns segundos, em que os negociadores obtêm lucros a partir de pequenas disparidades de preços.

Day Trade X Scalping

O Scalping se parece com o Day Trade, pois, as posições são abertas e fechadas no mesmo dia. A grande diferença se concentra no volume de operações e no curtíssimo pra­zo de tempo. Para realizar este tipo de operação, é preciso ter bastante conhecimento e usar bons sistemas. Assim, os scalpers usam sistemas de Negociação de Alta Frequ­ência, ou High Frequency Trading – HFT.

Em resumo, a HFT tem as seguintes características: gran­de quantidade; alta velocidade; e curto período de tem­po. Os softwares de High Frequency Trading podem usar a análise técnica, a análise fundamentalista ou métodos quantitativos para a tomada de decisão. Este tipo de negociação é realizada através de computa­dores de alta velocidade com vários padrões de algorit­mos, também chamados de robôs-investidores.


O QUE SÃO OS MINICONTRATOS?

Os minicontratos são partes, ou frações, de uma negociação de um contrato, como por exemplo, o futuro do índice, como o Ibovespa, ou derivado de outro ativo padrão. Eles facilitam o acesso a operações com valores menores. Os minicontratos funcionam como acordos de compra e venda de ativos na Bolsa, levando-se em consideração negociações com vencimentos futuros.

Para facilitar o acesso de pessoas físicas a esse tipo de mercado, a Bolsa de Valores brasileira, nossa B3, criou os minicontratos de índice e de dólar, que seguem os moldes dos contratos padrões, mas com o valor de apenas 20% do contrato cheio. Esses ativos fazem parte do mercado de derivativos, que é o mercado que negocia instrumentos financeiros que derivam de outro ativo.

O conceito é mais fácil do que parece: o dólar futuro, por exemplo, é um ativo que deriva do dólar.

O mundo dos minicontratos, em grande parte das vezes, é a porta de entrada para o Day Trade. Isso acontece, pois, esses ativos oferecem inúmeras vantagens ao operador por ser um mercado de alta volatilidade, alta liquidez, além de bastante acessíveis para quem não possui um capital de entrada muito grande.

São os ativos mais líquidos da Bolsa de Valores.

Ou seja, possuem uma enorme quantidade de ofertas. Isso acontece, pois, milhares de traders e investidores realizam negociações nos minis diariamente.

O que são minicontratos futuros de dólar?

mercado presta atenção na inflação
mercado presta atenção na inflação

Antes da criação dos minicontratos futuros de dólar, também chamados de mini dólar, o investidor que desejava apostar na alta ou baixa do dólar, tinha que ter um bom dinheiro na conta.

Isso acontecia porque o tamanho de um contrato de dólar futuro é US$50.000,00, e o lote padrão são 5 contratos, logo o operacional era de US$250.000,00!

Havia a necessidade de ter apenas uma parte desse valor em conta (margem), mas ainda assim era inacessível para a pessoa-física. As coisas mudaram quando a Bolsa de Valores criou o mini dólar, um contrato 25 vezes menor.

Veja abaixo as especificações técnicas desse ativo:

No mini dólar, o último dia de negociação do contrato é no dia útil anterior ao vencimento. Assim, nesse dia ocorre a rolagem, que é o dia que iniciam as negociações no contrato posterior.

Pense no seguinte exemplo: estamos negociando o contrato WDOH22, cujo vencimento é dia 01/03/2022. Neste caso, o dia 28/02/2022 é o último dia de negociação do contrato. Neste dia, a liquidez tende a ir para o contrato posterior, que é WDOJ22, com vencimento no dia 01/04/2022. Ou seja, os players começam a parar de negociar o contrato com vencimento em março/2022 e iniciam suas operações no contrato de vencimento em abril/2022.

O que são minicontratos futuros de Índice Bovespa? O mini índice

Assim como no dólar, era caro operar na Bolsa de Valores brasileira antes dos minicontratos futuros de Índice Bovespa, também conhecidos como mini índice. Havia algumas opções, como investir nas principais ações ou no índice futuro.

O problema era, novamente, o valor na conta.

O Contrato padrão é o Futuro de Ibovespa. Ele é calculado a partir de cada ponto do índice, sendo que cada ponto corresponde a R$ 1,00. E, o lote mínimo para investir no Ibovespa Futuro é de 5 contratos. Ou seja, se o Ibovespa estiver em 100.000 pontos, o contrato padrão irá custar R$ 100 mil.

Percebeu a dificuldade de acesso para o investidor iniciante? Apenas com uma opção mais ¨barata¨, isso poderia acontecer. Essa alternativa foi o mini índice, contrato 25 vezes menor que seu contrato padrão.


RISCOS

Qual a variação, oscilação mínima dos minicontratos?

A variação mínima da cotação desse contrato é de 5 em 5 pontos, sendo assim, ele se “movimenta” de 5 em 5 pontos e não de 1 em 1 ponto.

Essa variação mínima é chamada tick, e pode variar de acordo com o ativo que você está analisando ou operando. No caso do mini dólar por exemplo, a variação mínima é de 0,5 pontos, ou meio ponto.

Essa é a grande diferença, se compararmos ao mercado de ações. Onde a variação mínima será de R$ 0,01. Já nos minicontratos, normalmente os traders e investidores acompanham a variação em pontos.


ALAVANCAGEM

Em operações na Bolsa de Valores, é a possibilidade de usar determinados recursos para aproveitar oportunidades de multiplicar seus resultados. Ela funciona como um limite de crédito, possibilitando que você opere um valor maior do que tem em conta.

A alavancagem amplia a nossa força e permite mover objetos pesados com facilidade. E essa ideia funciona para seus investimentos. Essa é a definição para entendermos o conceito, agora vamos entender um pouco mais sobre seus riscos e como utilizar a seu favor de maneira consciente.

Risco

Se permite lucros maiores, também pode gerar prejuízos maiores se os ativos alvo dos investimentos, não se valorizarem no período estipulado. Aqui, fica claro a importância de se ter um conhecimento profundo de mercado para realizar operações utilizando essa ferramenta.
Em vista dos valores das margens representarem um percentual do valor dos contratos negociados, o inves­tidor pode se expor a posições muito maiores do que os valores depositados na sua corretora, e é aqui onde você deverá depositar sua atenção para poder colher o sucesso.
Apesar da corretora determinar a margem operacional mínima, cabe ao investidor analisar qual o percentual de suas reservas está depositado como margem e se quer utilizar a alavancagem máxima permitida pela corretora.


Para melhor entendimento desta mecânica, imagine um investidor que possua somente R$1.000,00 em sua conta na corretora e que ela exija margem operacio­nal de R$100,00 por minicontrato de Ibovespa. Neste ce­nário, o investidor poderia negociar até 10 contratos, o que representaria um nocional próximo a R$200.000,00, ou seja, uma alavancagem de 200 vezes, considerando o Ibovespa a 100.000 pontos.

Controle de alavancagem

De forma a garantir controle de alavancagem da negociação dos investidores, a margem mínima requerida em operações day trade deverá ser R$100,00 por minicontrato de Ibovespa e R$150,00 de dólar comercial.


As principais vantagens dos minicontratos.

Os minicontratos oferecem inúmeras vantagens aos traders, pois são ativos que possuem volatilidade adequada, alta liquidez e baixos custos operacionais que ajudam pequenos investidores a ingressarem na Bolsa.

Um dos pontos que mais se destacam dos minicontratos são as baixas margens exigidas. Para quem não sabe, a margem ou “garantia” é o valor financeiro que a corretora exige para que você tenha sua conta para realizar operações com minicontratos.

Essa garantia irá auxiliar tanto você quanto a corretora. É justamente essa margem que permite você alavancar os seus investimentos em mais de 50 vezes.

Vamos às contas:

O valor financeiro de um minicontrato de dólar, por exemplo, é de US$10.000,00.

Então quer dizer que você precisa ter esse valor na conta? Não, a corretora irá exigir somente uma parte deste valor (margem).

Se a corretora possibilita uma alavancagem de 200 vezes para minicontratos, isso significa que se você tiver R$ 1.500,00 em conta, pode operar o valor total de R$ 20.000,00.

Nesse exemplo anterior você conseguiria operar até 10 minicontratos de dólar futuro com R$ 1.500,00. Percebe a praticidade desses ativos?

Obviamente uma alavancagem muita alta pode ser bastante prejudicial para a sua saúde financeira, então você deve tomar cuidado quando for utilizar este recurso.


ESTATÍSTICAS DO DAY TRADE

Em um estudo dos economistas Bruno Giovannetti e Fernando Chague, da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), com dados de 2012 a 2017, de todos que tentaram alguma coisa no Day Trade, 92,1% pararam em menos de um ano. Dos que seguiram – aqueles que fizeram operações diárias por ao menos 300 pregões – 97% perderam dinheiro. Nos 3% que saíram no azul, 2,6% ganharam menos do que 300 reais por dia (ou até 6.000 reais em um mês com 20 dias úteis).





Entre os investidores que fizeram apenas um dia de day trade, 30% tiveram ganhos, ou algo próximo de 50% se desconsiderarmos o que eles gastaram com corretagem. É muito parecido com cassino, em que há basicamente o preto e o vermelho na roleta e a chance de acertar na primeira vez é de 48%. Conforme a pessoa repete as jogadas, a chance de continuar acertando em metade das vezes diminui. Nosso levantamento mostrou a mesma coisa. Entre quem seguiu operando no day trade de dois a 50 dias, o total de pessoas que ganharam cai para 14%. Entre os que operaram de 51 a 100 dias, 10% ganharam; de 101 a 200 dias, 8% ganharam, até os com mais de 300 dias, com apenas 3% ganhando. É claramente como em uma roleta. O que os números mostram é isso: day trade é muito mais sorte do que técnica. –
Bruno Giovannetti em entrevista à Revista Exame





Rotineiramente, a B3 divulga em seu site as estatísticas de Day Trade de Pessoas Físicas.

% médio de clientes ganhadores por dia e por mês – (jul/ago/set – 2021)
Ganho (verde) e Perda (Vermelho) – em R$ – mediana diária e mensal

ZERAGEM COMPULSÓRIA: O QUE É, QUANDO OCORRE, CUSTOS ENVOLVIDOS

A zeragem compulsória é o encerramento de posição do investidor ou especulador, realizado pela própria instituição financeira.

O termo “compulsória” se refere ao fato de que não é o especulador que toma a decisão de fechar a posição. Ela é mais comum em operações de Day Trade, mas ocorre igualmente em outras formas de especulação e mesmo no caso de investimento a longo prazo.

A zeragem de posição ocorre em duas situações diferentes. No caso de Day Trade, ela pode se dar quando o especulador permanece na posição além do horário de negociação. Isso é conhecido como dormir com o papel e muitas instituições zeram a posição diante da prática.

O funcionamento da zeragem compulsória se baseia, inicialmente, em um acompanhamento a respeito das operações de todos os traders. Quando ocorrem perdas acima da margem de risco da instituição, o mecanismo é acionado. Ou seja, o fechamento pode ocorrer diante da perda de toda a margem de garantia, causada por resultados negativos ou contrários à posição assumida.

Custos envolvidos


A IMPORTÂNCIA DA OFERTA LIMITADA E DIFERENÇAS EM RELAÇÃO ÀS ORDENS A MERCADO

O que é oferta/ordem limitada

Quando um investidor deseja realizar a compra ou a venda de um valor mobiliário negociado no mercado, ele o faz através do envio de uma ordem ao intermediário contratado.
Ordem é a instrução dada por um cliente à corretora para a execução de uma compra ou uma venda de ações. Conforme definição constante no artigo 1º, inciso V, da Instrução CVM 505, de 27 de setembro de 2011, ordem é o ato pelo qual o cliente determina que um intermediário negocie ou registre operação com valor mobiliário, em seu nome e nas condições que especificar.

Diferenças:

  • Ordem Limitada: é aquela que deve ser executada por preço igual ou melhor do que o especificado pelo cliente. Preço maior ou igual, no caso de venda a limite, ou preço menor ou igual, no caso de compra a limite;
  • Ordem Casada: é aquela composta por uma ordem de compra e outra de venda, e só podem ser cumpridas integral e simultaneamente.
  • Ordem a Mercado: é aquela que especifica somente a quantidade e as características dos valores mobiliários a serem comprados ou vendidos, sem que seja fixado o preço, devendo ser executada a partir do instante em que for recebida;

Quanto à validade, as ofertas (ordens encaminhadas à B3) podem ser:

  • Validade para o dia: só é válida para o dia em que foi encaminhada;
  • Validade até a data especificada: a oferta terá validade até a data especificada (máximo de 30 dias);
  • Validade até cancelar: a oferta terá validade até que o investidor a cancele (máximo de 30 dias);
  • Validade tudo ou nada: a oferta só tem validade quando é encaminhada, sua execução é feita integralmente ou o sistema a cancelará;
  • Validade execute ou cancele: a oferta só tem validade quando é encaminhada, o sistema executará a quantidade possível e cancelará o saldo remanescente automaticamente.

APRENDENDO COMO ENVIAR UMA ORDEM LIMITADA


CUSTOS E RISCOS ENVOLVIDOS DAS ORDENS DE MERCADO

Custos operacionais dos minicontratos

Os custos operacionais são corretagem, emolumentos e ISS. Corretagem é o valor que a corretora cobra por intermediar a negociação. Emolumentos são custos de bolsa. ISS, o imposto sobre as corretagens.

Risco: É importante que o investidor estude com atenção e com­preenda os custos e taxas envolvidas nas operações de Day Trade para não ser surpreendido com gastos inespe­rados o que pode resultar em prejuízos financeiros. Veja a seguir a lista dos principais custos e taxas:

Corretagem

É uma taxa cobrada pelos intermediários de uma opera­ção (bancos ou corretoras). As taxas de corretagem va­riam de acordo com a instituição e o tipo de ativo ne­gociado. Alguns intermediários têm taxa de corretagem zerada.

Em relação ao Day Trade, é importante realizar uma pes­quisa entre os intermediários para verificar quais pos­suem as melhores tabelas de preços. Em relação aos con­tratos futuros, em especial os mini índice e mini dólar, a taxa de corretagem se aplica em relação ao número de contratos negociados, independentemente do número de ordens enviadas. Há intermediários que aplicam taxa de corretagem zero se os investidores estiverem com RLP ativo.

Também é importante saber quais são os valores das cor­retagens em caso de liquidações automáticas pelas corre­toras, pois estas costumam ser bem mais elevadas.

Taxa de custódia

É um custo cobrado mensalmente por intermediários pela manutenção da carteira de investimentos. A taxa de custódia pode variar de uma corretora para outra, e em alguns casos, há isenção. Mais uma vez é importante ana­lisar as taxas cobradas pelos diferentes intermediários e tomar a decisão com base na análise do custo x benefício (sistemas, atendimentos, custos, assessoria etc.).

Emolumentos

O valor cobrado pela B3 varia de acordo com o tipo de operação (normal ou Day Trade), o tipo de investidor (pessoa física ou Fundos e clubes de investimento) e o valor investidor. Para contratos futuros de índice e de dólar os emolumentos são cobrados sobre a negociação do contrato (abertura ou encerramento). Pode haver um desconto sobre esta taxa dependendo do volume nego­ciado por cada investidor. Estas taxas são calculadas au­tomaticamente pela bolsa e podem ser visualizadas nas notas de corretagem.

Imposto de renda (IR)

O IR incide sobre os lucros das operações. Se não tiver lucro, não há incidência de IR. Atualmente, em relação ao Day Trade, tanto para ações quanto para minicontratos, é cobrado 20% de IR sobre o lucro da operação, sendo que 1% fica retido na fonte. Dessa forma, quando o investidor gerar a DARF para pagar o imposto devido à Receita Fe­deral, ele terá que pagar os outros 19% até o último dia subsequente ao período da apuração. É importante reite­rar que o tema imposto de renda não é de competência da CVM, mas sim da Secretaria da Receita Federal.


Vantagens da ordem limitada e desvantagens da ordem a mercado

VantagemDesvantagem

Indique o seu preço.
Usando uma ordem com limite, você pode estabelecer seu preço de entrada, ou saída e aguardar uma execução dentro de par metros pré-estabelecidos.
Como resultado, você tem a garantia de que a ordem não será comprada ou vendida a um preço pior do que o especificado.
Na verdade, às vezes as
ordens limitadas são atendidas por um preço ainda melhor, o que resulta em uma boa surpresa!.

Seu pedido atenderá.
Embora um pedido com limite forneça o controle do preço em que seu pedido potencialmente será executado, ele não garante o atendimento. O pedido de limite só será atendido se o preço atingir o preço especificado e houver oferta ou demanda suficiente no outro lado do mercado.
Nesse sentido, as oportunidades de entrar ou sair do mercado podem ser perdidas com ordens com limite.

ORDEM STOP

Gerenciamento de risco

O que é: O stop pode ser definido como uma ordem para instruir o corretor, ou mesmo o próprio operador autônomo de investimentos em uma negociação.

Como usar: Ele é muito comum na prática de trade e pode ser usado quando níveis menos favoráveis do que o preço de mercado atual de um ativo for atingido. É como se perguntasse a si próprio: A partir de onde não quero estar mais nessa posição.

Benefício: Ordens de Stop impossibilitam que o investidor perca muito ou mais que o permitido em uma única operação. Essa estrutura de ordens, alinhada a um bom método para gerenciar riscos é um grande salto para a evolução do trader.

As operações de Day Trade possuem alto risco e não são recomendadas para pessoas que não tenham capacidade de compreender os riscos e as características dessas operações. Neste tipo de operação, o risco concentra-se principalmente na alavancagem das transações no mercado de derivativos.

Em vista disso, é extremamente importante que o day trader use a alavancagem com prudência, fazendo operações de modo consciente através de técnicas de gerenciamento de risco.

Investir em conhecimento

Por ser um mercado de alto risco, é fundamental que o day trader invista bastante tempo em conhecimento de análise gráfica, métodos analíticos, sistemas e tenha disciplina para gerenciar os riscos.

No mercado de renda variável estamos cientes que perder faz parte do processo de investimento. Por isso o gerenciamento de risco impacta diretamente no desempenho da carteira de investimentos. Para isso utilizamos mecanismos de limitação de prejuízos, conhecidos como STOP.

  • Limitar os prejuízos por operação é uma forma de otimização do gerenciamento de risco pois recuperar prejuízos exige maiores ganhos em percentual do que nas perdas, como exemplo para recuperar 50% de prejuízo é necessário um ganho de 100%.

Dessa maneira torna essencial que as operações ganhadoras tenham lucro médio acima das operações perdedoras.


O TRADER DEVE OBSERVAR A RELAÇÃO DE RISCO X RETORNO FAVORÁVEL DA OPERAÇÃO ANTES DA ABERTURA DA POSIÇÃO.

A relação 3×1 é bastante utilizada no mercado. Como por exemplo para cada R$3 de alvo de ganho a perda deve ser limitada a R$1, ou seja, arrisca-se 1 para ganhar 3.

Quais são os fundamentos para avaliar um bom risco x retorno?

Deve-se sempre ter em mente que, principalmente na renda vaiável, o nível de retorno de um ativo está diretamente condicionado ao risco que se permite aceitar. Perder é inerente.

O fundamental é que o prejuízo médio das operações perdedoras seja significativamente menor que o lucro médio das operações ganhadoras. Contudo, busca-se uma adequada relação retorno x risco da operação, usualmente igual ou maior que 3×1, sendo definido antes da operação.

OBJETIVO DO LUCRO: Stop de ganho (GAIN)

PERDA MÁXIMA ACEITÁVEL: Stop de perda (LOSS)


Stop de ganho

Quando falamos em OBJETIVO DE LUCRO (GAIN), além de pontos subjetivos que são inerentes ao investidor, a decisão envolve:

  • Atuais tendências dos preços
  • Volatilidade do ativo
  • Tempo considerado

NOTA: A análise técnica pode auxiliar na definição de objetivos, seja ele de GAIN ou de STOP.

Stop de perda

A definição prévia da perda máxima aceitável (Stop LOSS), é fundamental para a segurança do investidor quando o mercado se move contra a sua expectativa. Em movimentos de tendência, o stop loss não precisa estar fixado em determinado nível de preço. Pode-se assegurar parte do lucro potencialmente obtido movendo-o para cima nas compras, e movendo-o para baixo nas vendas a descoberto.

O stop móvel pode ser utilizado com a observância de novos fundos ou novos topos, ou com a ajuda de indicador específico contida na análise técnica.


VIESES COMPORTAMENTAIS

O que são

Vieses comportamentais são atalhos mentais que exigem menos esforço na tomada de decisão, levando ao sentido oposto da racionalidade. Existem diversos vieses cognitivos que podem envolver excesso de confiança, apego à experiência e insistência em opções sem perspectivas. Ninguém está livre.

No livro “Rápido e Devagar”, de Daniel Kahneman, ganhador do prêmio Nobel de Economia, o autor diz que:

“…o excesso de confiança provoca uma ilusão de habilidade nos investidores. Kahneman diz que a ilusão da habilidade está profundamente arraigada na cultura do mundo financeiro à medida que os profissionais altamente qualificados pensam que são capazes de vencer o mercado ao longo do tempo…”

Entretanto, o autor cita que poucos traders são dotados de habilidade necessária para superar o mercado constantemente, se é que há algum que consegue, ano após ano.

Viés de autocontrole – Autoconfiança excessiva

Como o próprio nome diz, este viés diz que o investidor não consegue controlar seus próprios impulsos, deixando a emoção se sobrepor à razão. Um exemplo deste tipo de viés ocorre quando o investidor apresenta uma série de resultados negativos no mercado, tem dificuldade em manter o autocontrole e decide continuar a montar posições para tentar ganhar o que perdeu anteriormente. Tal situação pode levá-lo(a) a perdas significativas.

Aversão à perda

Este viés diz que o investidor analisa tanto os ganhos quanto as perdas, mas não dá o mesmo valor psicológico. Ou seja, a dor da perda é maior do que o prazer de um ganho na mesma proporção. Como exemplo, podemos dizer que o investidor sente muito mais a dor da perda de R$1.000,00 em uma operação de Day Trade do que o prazer obtido com um ganho do mesmo valor.

Ancoragem

Esta heurística diz que uma pessoa foca a atenção em opiniões e informações recebidas recentemente, influenciando sua tomada de decisão. Um investidor, por exemplo, ao analisar tecnicamente uma empresa, decide montar uma posição de Day Trade comprando uma ação e aguardando uma leve valorização ao longo do dia. Entretanto, antes de efetuar a compra, o investidor vê no noticiário um gestor de carteira informar que espera uma queda na cotação daquela mesma ação nos próximos dias. Com base nesta informação, o investidor muda a sua decisão e decide operar vendido naquela ação, aguardando uma desvalorização do ativo ao longo do dia, e não mais uma valorização conforme a reflexão inicial.

Falácia do jogador

A falácia do apostador, também conhecida como falácia de Monte Carlo, ocorre quando um indivíduo acredita erroneamente que um determinado evento aleatório é menos provável ou mais provável de acontecer com base no resultado de um evento anterior ou série de eventos. Essa linha de pensamento está incorreta, uma vez que eventos passados não mudam a probabilidade de que certos eventos ocorram no futuro. Se uma série de eventos for aleatória e independente uma da outra, então, por definição, o resultado de um ou mais eventos não pode influenciar ou prever o resultado do próximo evento.

O exemplo mais famoso de falácia do apostador ocorreu no cassino Monte Carlo em Las Vegas em 1913.

A bola da roleta havia caído no preto várias vezes seguidas. Isso levou as pessoas a acreditarem que logo cairia no vermelho e começaram a empurrar suas fichas, apostando que a bola cairia em um quadrado vermelho na próxima rodada da roleta. A bola caiu no quadrado vermelho após 27 voltas. As contas afirmam que até então milhões de dólares foram perdidos. A falácia do apostador ou falácia de Monte Carlo representa uma compreensão imprecisa da probabilidade e pode igualmente ser aplicada ao investimento. Alguns investidores liquidam uma posição após ela ter subido após uma longa série de pregões. Eles fazem isso porque acreditam erroneamente que, devido à série de ganhos sucessivos, a posição agora tem muito mais probabilidade de declinar.

Disponibilidade

Esta heurística diz que as pessoas tomam decisões baseadas no conhecimento mais facilmente disponível ou recordado, em vez de analisar as demais alternativas. Em outras palavras, as pessoas tomam decisões com base nas informações disponíveis e ignoram os fatos e os estudos que mostram o contrário. Um exemplo disso é quando em momentos de pânico no mercado financeiro as pessoas vendem suas posições e realizam enormes prejuízos simplesmente pelo fato de que crises são ruins à medida que os preços dos ativos derretem no mercado. Entretanto, ao analisar os fatos e os estudos, é sabido que os momentos de pânico são os mais adequados para ir às compras porque o investidor consegue adquirir ativos/ações em um preço bem abaixo do preço justo, aumentando o potencial de retorno ao longo do tempo.

Martingale

A estratégia Martingale é voltada a estes profissionais experientes, que sabem sobre as oscilações do mercado de ações e aceitam a possibilidade de perder um pouco de seus investimentos.

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