Nova Futura Investimentos 05 de maio de 2022 4 minutos lendo
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Mercados respondem à decisão do FED e no Brasil Copom também fará preço

05 de maio de 2022   -   4 minutos lendo

Os mercados europeus fecharam em queda devido à cautela em relação à decisão de política monetária nos Estados Unidos. Além disso, os dados do PMI na Alemanha e de vendas no varejo na Zona do Euro que vieram aquém do esperado acabaram por minar as expectativas dos agentes na região. Ademais, o embargo ao petróleo russo amplia as perspectivas de inflação para o continente. Londres teve queda de 0,90%. Frankfurt perdeu 0,49%. Paris teve retração de 1,24%. Milão recuou 1,40% Lisboa e Madri tivera recuo de 0,88% e 1,04% respectivamente.

Nos Estados Unidos o dia foi de forte volatilidade com os mercados abrindo o dia com cautela devido à decisão de taxa de juros, mas principalmente em relação aos pareceres de Jerome Powell. A decisão veio dentro das expectativas com alta 50 pb, fazendo o juro americano chegar a 1%. Todavia o que aliviou o mercado na segunda parte do dia foi o discurso encarado como dovish o que já podia ser previsto no parecer à imprensa com James Bullard, até então mais hawkish votou junto com o comitê, votando em 50 pb.

Outro fator importante para ajudar na alta das bolsas e perda no rendimento das Treasuries foi o anúncio da redução do balanço de US$ 60 bilhões chegar em US$ 90 bilhões somente em setembro, quando o mercado esperava a diminuição do balanço agora. Assim, Dow Jones teve alta 2,8%, o S&P 500 teve avanço de 2,99% e Nasdaq teve alta 3,19%.

O mercado brasileiro também passou por forte volatilidade com os investidores aguardando a decisão de política monetária nos Estados Unidos. O fato de Jerome Powell ter sido mais dovish, que o esperado, e o FED votar majoritariamente em alta de 50 bp, fez com que os DIs cedessem e os ativos mais cíclicos da bolsa tivessem alta e também fizesse o dólar cair. O Ibovespa fechou em 108.344 pontos com alta de 1,70%.

Para hoje (05/05)

Não obstante os dados negativos do setor de serviços da China evidenciados pelo PMI Caxin saindo de 42 para 36,2 ponto em abril, a bolsa de Shanghai teve alta de 0,68%, repercutindo o FED passando uma mensagem mais suave. A Coreia de Sul e Japão ficaram fechados devido a feriados locais.

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,87%, a 871,50 iuanes, o equivalente a US$ 131,76

Os índices dos futuros da bolsa americana operam em queda após a elevação da taxa de juros. Por mais que FED tenha sido dovish, há receios de que o as sinalizações de Powell possa deixar a autoridade monetária ainda mais atrás da curva.  Na agenda corporativa serão divulgados balanços de Block, DoorDash, Shake Shack, Zillow e outras companhias. Nos dados de atividade se destacam os pedidos por seguro-desemprego e produtividade da mão de obra.

Na Europa, como os mercados fecharam antes do FED menos agressivo, os mercados respondem. Na agenda econômica, os PMIs da dp Reino Unido superaram as expectativas e o BoE mantiveram a taxa de juros se manteve em 1,00%.

No Brasil, os investidores precisam ficar atentos ao movimento pós alta de juros. Ontem, após o fechamento do mercado, o Copom elevou a taxa de juros para 12,75%. Todavia, no comunicado à imprensa, o Banco Central brasileiro foi mais agressivo que o esperado, fazendo com que o mercado acredite na possibilidade de Selic acima de 13,25%. A balança comercial também será um dado importante da agenda. Quanto aos balanços, Gerdau (GGBR4), Petrobras (PETR4), Petroreconcavo (RECV3), Bradesco (BBDC4), Lojas Renner (LREN3) e Unidas (LCAM3) terão seus números divulgados. A alta das commodities também estarão no radar.

No noticiário corporativo, a Ambev (ABEV3) registrou lucro líquido ajustado foi de R$ 3,551 bilhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), uma alta de 28,6% na base anual. Já o lucro líquido foi de R$ 3,528 bilhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), o que representa um crescimento de 29,1% em relação ao mesmo trimestre de 2021.

A Suzano (SUZB3) lucrou R$ 10,306 bilhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 2,755 bilhões de igual período do ano passado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado subiu 5%, atingindo R$ 5,121 bilhões, com uma margem de 53%, 2 pontos porcentuais abaixo de um ano antes.

A BRF (BRFS3) registrou um prejuízo líquido, seja societário ou de operações continuadas, de R$ 1,5 bilhão, revertendo lucro de R$ 22 milhões de um ano antes.

A CSN (CSNA3) registrou um lucro líquido de R$ 1,364 bilhão no primeiro trimestre, cifra 76% inferior ao R$ 5,697 bilhão de igual período do ano passado.

A Petrorio (PRIO3) registrou lucro líquido de US$ 223,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de US$ 12,009 milhões de um ano antes.

O GPA (PCAR3) registrou um lucro líquido consolidado R$ 1,399 bilhão no primeiro trimestre, cifra acima da registrada um ano antes, de R$ 112 milhões. 

Autor: Matheus Jaconeli – Analista CNPI 2917  

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